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  1. quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

    • Tirar roupa do varal, dobrar e guardar tudo às 23h30 de um sábado. Desculpa, mas aquilo ali tava me incomodando e, bom, minha mãe não vai aparecer pra arrumar a casa por mim, certo? OK, eu entendo, não precisava ser naquela hora (como Alex disse: não dá pra a gente fazer isso de manhã?), mas quando você é parte responsável por manter a casa em pé, você começa a entender a urgência que a sua mãe tinha de ver seu quarto arrumado.

    • Andar 30min pra pegar uma bicicleta, pedalar 5km e andar mais meia hora de volta pra casa. Porque quando você cozinha sua própria comida, você começa a consumir muito mais miojo e sanduíche do que é considerado saudável.

    • Olhar pro céu às 20h e ainda ver o maior solzão lá fora. Horário de verão somado à duração bizarra que o dia tem nessa época do ano foi motivo de muita confusão logo que eu me mudei. É extremamente constrangedor ter vontade de jantar enquanto ainda é dia lá fora.

    Uma foto publicada por @tuilamaciel em

    • Olhar a previsão do tempo pra o fim de semana pra decidir se vale a pena pegar três horas de ônibus pra ir pra praia. Sério, por que tão longe? Por que Porto Alegre não pode ser no litoral?
    O Google mandou dizer que não vai estar rolando praia nesse fim de semana.

    • Sentir saudades da praia. Eu sempre tive pra mim a sensação de que uma cidade sem praia é fechada demais. A praia funciona quase como uma saída de emergência psicologicamente falando. Sempre tive a sensação de que se João Pessoa fosse atacada por um exército inimigo, tava tudo bem porque eu poderia fugir pelo mar. Mas eu já passei meses sem pisar na praia durante o dia pra tomar um sol e nadar enquanto morava lá. Só de saber que a saída tava ali, tudo bem, era o bastante. Até não ter mais.

    • Aguentar um calor sufocante 37°C num dia e 26°C no outro. Juro a você, o clima de Porto Alegre é violento. Parece que tem alguém lá em cima das nuvens dizendo: "Vamo ver até quando essas pestes aguentam". E tome calor sufocante do inferno. E na mesma noite, chuva apocalíptica e raios e trovões e no outro dia a temperatura não passa de 25°C e a minha rinite ataca e depois vento derrubando árvores e coisa e tal. Aos gaúchos, minha mais sincera admiração.

    • Ver uma tempestade de raios toda semana. Confirmando o item acima.
    Um vídeo publicado por @tuilamaciel em

    • Comer um sanduíche do tamanho de um prato sem morrer. Desde a primeira vez que eu vim nessa cidade, eu falo pra todo mundo que comida é uma coisa muito barata aqui. Porque gaúcho come pra caramba (e não engorda, incrível), então as porções de comida pra uma pessoa são o suficiente pra alimentar uma Tuíla por duas semanas. To começando a pegar o jeito com essas porções, mas ainda me sinto tentada a perguntar ao moço do xis se ele não vende meia porção de sanduíche.

    Uma foto publicada por @tuilamaciel em
    • Tomar chá sem açúcar. Depois de tomar chimarrão algumas vezes, você começa a perceber que tem um ou outro chá que não precisa mesmo de açúcar. Pode acreditar, eu coloco açúcar demais em tudo, então me considero uma autoridade no assunto. 

    • Saber em qual mercado a laranja é mais barata, e em qual deles tem do pão integral que eu gosto, e se vale mais a pena comprar verdura no mercado da esquina ou andar 20min até aquele outro e trazer a carne junto. Eu nunca pensei nem que eu saberia o que tem de comer no armário sem precisar olhar.

    • Sonhar que comia caranguejo. Ou açaí. Ou cuscuz com ovo. Ou macaxeira com carne de sol. Ou tapioca.


    Mas acima de tudo isso, eu nunca achei que eu sobreviveria tomando conta de mim mesma. Até agora, não botei fogo na casa (embora tenha esquecido uma panela com meio litro de água no fogo e só percebi depois que evaporou tudo e o cheio da panela se espalhou), não me perdi (mentira, me perdi sim, mas consegui achar o caminho de volta) e to viva. Honestamente, to me saindo muito melhor do que eu esperava!

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