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  1. segunda-feira, 7 de julho de 2014

    Cada vez que o sol se levanta, as vezes preguiçoso numa cama de nuvens, as vezes radiante, forte e corajoso, novas coisas estão por vir.

    E tem dias que ele, gigante como é, passa suas horas escondido, só espiando, vez ou outra, nas brechinhas que encontra nas nuvens. Ou aqueles em que o dia vira água e a gente mal se lembra de que o sol está ali.

    Mas sempre, infalivelmente, ele volta a ser o sol. As vezes logo ao nascer, as vezes no meio do dia, ele acorda. Surge, sai, brilha. Levanta com coragem, ousado, descarado. Decidido a ser, sem deixar que nada o impeça. E aí ele espalha sua luz e sua essência em tudo e em todos, e quem não gostar que se esconda. Porque o sol está muito ocupado sendo o sol. 

    Depois, passa. Ele volta a se esconder, a deixar que o escondam, a estar ali, enquanto outras coisas o encobrem. Mas ele continua sendo. Dias nublados e noites escuras não o fazem menos sol. 

    Aqui embaixo estou eu, olhando o sol da minha janela. Sentindo mais um dia amanhecer em mim. 
    Sei lá que tipo de dia vai ser esse.
    Eu só sei que eu nasci num lugar quente pra caramba.

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    Nem acredito ainda que consegui escrever.
    E postar.

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