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  1. sábado, 29 de novembro de 2014


    Não, não estou fazendo um drama adolescente. Está acontecendo. As pessoas não me entendem. Elas se esforçam, mas não conseguem. Ninguém compreende o que eu digo, nem entende o que eu quero. Eu falo, mas é como se fosse outra língua! E não estou dizendo isso figurativamente.

    Ok, talvez eu esteja exagerando um pouquinho.

    Vamos a um pouco de contexto: me mudei de João Pessoa, na Paraíba, onde vivi todos os meus 23 anos, para Porto Alegre, há menos de três meses. E nessas poucas semanas vivendo aqui descobri algumas coisas. E a mais importante delas é: as pessoas não me entendem quando eu falo. E te digo mais: eu não entendo o que as pessoas dizem. Todos os meus diálogos aqui envolvem frases repetidas pelo menos duas vezes. É mais ou menos assim:

    - Moça, onde fica o banheiro?
    *Moça me olha com cara de dúvida*
    - O banheiro, onde fica? - eu repito.
    - Ah, tu entra naquele corredor, é a segunda porta.
    - Anh? - respondo, confusa com a quantidade de R que, pra mim, ta puxadíssima.
    - Ali. - aponta - Segunda porta.

    Nada a ver com nada, só quis colocar a vista da janela. Porque sim.
    Nesses dias, descobri que gestos são amigos. Gestos ajudam a descobrir que palavra é aquela que a pessoa está falando. Mas devo te dizer que é meio frustrante olhar uma pessoa na sua frente, produzindo sons e, teoricamente, falando a mesma língua que você, e vocês dois sentirem uma dificuldade imensa pra compreender um ao outro. Eu me sinto um animal de roupinha precisando pedir que a pessoa repita uma informação extremamente simples.

    E eu nem estou comentando sobre o quanto o meu sotaque chama atenção, aparentemente. Sim, porque depois que meu namorado comentou comigo, eu percebi que as pessoas ao redor realmente me observam quando eu falo na rua, com caras curiosas. Acho que a ausência de chiado na palavra "dia" ou a presença do mesmo em "estranho" e "gosto" chamam um pouco de atenção. Mas isso já é outra história.

    Acontece que, logo que eu me mudei, eu saí pra dar uma volta no bairro que eu to morando pra dar uma geral em lugares pra comer naqueles dias em que realmente ninguém estiver com saco de fazer comida em casa. O negócio é que as pessoas no sul do Brasil comem pra caramba. Não se ofendam, é sério. Comem muito (e comem bem e não engordam, como é possível?). Nas vistas de alguém que não mora aqui, eu sinto como se precisasse pedir os equivalentes ao McLanche Feliz em todo canto que vou porque eu simplesmente não consigo terminar nenhum prato. Andei pelas ruas próximas procurando algum lugar que servisse comida no peso. Fui num canto bem legal semana passada, o problema é que eles só tinham aqueles "sem balança", sabe? Aquilo não é vantagem pra mim. Sai caro pra o tanto de comida que eu coloco. Mas aparentemente quase todo lugar que tem buffet só serve assim.

    Pois bem, entrei em um lugar e perguntei ao garçom:
    - Moço, aqui tem comida no peso?
    - O que?
    - No peso. É só o buffet livre ou tem no peso também?
    - Ah, tem no peso. Mas o buffet é livre.
    Quê???
    - Hm. Tá.

    Fui embora fazer meu prato, pra ver qual era daquele lugar. Na metade do processo pergunto a outro garçom:
    - Moço, onde eu peso o prato?
    - O que?
    Senhor, me ajude.
    - O prato. Onde eu peso?
    - Não pesa. É livre.
    - Quê?
    - Livre. 15 reais.

    Nunca que o meu prato ia dar 15 reais no peso, não importa quanto custe o kg de comida. Mas, né? Não tinha o que fazer. Aparentemente eu não entendi o que o Moço n° 1 tinha me dito. Já tava lá mesmo, resolvi ficar e experimentar a comida. Bem boa por sinal. Daí depois de encher a pança (sério, comi pra caramba pra fazer valer aqueles 15 reais, me perdoem a pobreza) fui saindo pra pagar e o que eu vejo? Uma fucking balança lá no canto. Como assim? Se tem balança deve poder pesar o raio do prato, certo? Será que o Moço n° 2 que me entendeu errado? Porque o primeiro disse que tinha, certo? Será que eu entendi o primeiro moço errado? Ou o segundo? Será que ninguém entendeu ninguém nessa palhaçada? Será que isso aqui é mesmo um restaurante? Fui pro caixa coberta de dúvidas.

    - Boa tarde.
    - Anh?
    Nem meu boa tarde vocês entendem, gente??
    - Boa tarde.
    - Ah. Boa tarde. Crédito ou débito?
    Paguei o almoço (o cumê para colegas paraibanos) e resolvi arriscar mais uma vez:
    - Ô moço, tem como fazer o prato e pesar ou é só o buffet livre mesmo?
    O senhor me olha como quem está processando o que eu disse naquela língua que lembra português, mas não o dele.
    - Não, é só livre mesmo, é 15 reais. No peso só se for pra levar pra viagem.
    - Ahh, certo. Entendi. Certo. Tá.

    Tudo passou a fazer mais sentido depois disso.
    Mas não vou dizer que é fácil. Também nem vou dizer que não vale a pena. Sotaque é um negócio que eu acho interessantíssimo. Se as pessoas realmente prestam atenção quando me ouvem falar, aposto que não chega nem perto do tamanho do meu interesse em ficar ouvindo gaúchos falarem e treinar o ouvido pra entender o que eles dizem. 

    Só não aceito chamarem pão francês de cacetinho. Não. Aceito.

    Mas isso é outra história. Por hora, vou treinando meu "Boa tarde". 
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  2. quinta-feira, 11 de setembro de 2014

    Morei aqui minha vida inteira. Me criei no calor, na praia, no meio dos "oxente", "vot", "vixi". No máximo, eu mudei de bairro duas vezes. Na primeira, mudaram comigo, pra ser bem exata. Eu devia ter uns 3 anos quando meus pais saíram do Bairro dos Estados pra Tambauzinho. Obviamente que eu não me lembro disso. Nem me lembro o que eu comi no café hoje, veja bem.

    A gente morou em Tambauzinho uns bons 10 anos e depois viemos pra cá, pro Bessa. E estamos aqui, há outros 10 anos tão bons quanto os primeiros. Essa é a minha experiência com mudanças. Pronto.

    E agora, aqui estou eu. Um metro e meio de pura distração e beleza (mainha que diz que eu sou uma linda), empacotando coisas pra me mandar pra outra ponta do país, em uma região onde existem não uma, não duas, mas QUATRO estações. E onde as pessoas chamam pão francês de cacetinho. Sério.

    É uma diferença gigantesca. 
    E eu só tenho um metro e meio.

    No dia 12 de agosto eu olhei pro calendário e pensei: "É agora, falta um mês exato". E de lá pra cá, eu fui sentindo a importância do passo que eu to dando.
    Faltavam quatro semanas e eu estava eufórica! Caramba, quatro semaninhas pra mudança! Eu não pensava em outra coisa. Falava disso sozinha o tempo todo e estava enlouquecidamente animada com tudo. Ah, tem tempo demais pra resolver tudo, eu pensava. E eu vou lidar muito bem. Vai ser tranquilo demais!

    Haha.

    Uma semana depois, uau. Passou bem rápido, né? Mas tudo bem, tem tempo. Eu vou dar conta de tudo, afinal, eu sou muito desenrolada, sei fazer uma mudança, qualquer pessoa sabe empacotar coisas e se mudar, que besteira.

    Haha.

    Faltando duas semanas, comecei a refletir que talveeeeez, mas só talveeeez, eu não seja assim tão boa em mudanças como eu achei que era.

    Animação, alegria, tudo isso continua dentro de mim. Mas foi nessa semana que eu comecei a me sentir gente. Tomei dimensão do tamanho da coisa. E sim, tive medo. Tenho ainda.
    Mas eu li em algum lugar, muito tempo atrás, que quando a gente não tem medo dos nossos planos, é porque eles não são grandes o bastante. E os meus planos são enormes pra mim, especialmente pra alguém tão pequena.

    Nessa última semana, eu encarei os problemas olhando no olho deles e pensando: É, vai ser aperriado.
    Eu podia me apavorar, eu podia me descabelar. Eu teria todo o direito de pirar. 
    Mas, olha, não sei explicar, tem alguma coisa dentro de mim que é muito forte. E vou te dizer, com a autoridade de alguém que me conhece muito bem, essa coisa não vem de mim. Chame do que quiser. Mas essa coisa é forte e não me deixa perder a coragem.

    Faltando duas semanas pra mudança, eu comecei a me despedir do pessoal. Comecei a arrumar os últimos documentos e burocracias, encaminhar meus trabalhos e a contar os dias usando um dígito só. Comecei a me despedir das pessoas e senti o peso disso. E fiz a coisa que eu acredito ser a mais sábia nessa situação: olhei esse peso e vivi ele. Senti toda dificuldade de olhar pras pessoas que eu amo e dizer: Tchau, a gente não vai mais viver perto.

    Sem usar palavras mais leves, sem enfatizar que "Ah, a gente tem internet, vamos manter sempre contato, vai ser tranquilo". Sim, isso é verdade. Namorei um bocado a distância, sou boa em manter aproximação mesmo com quilômetros entre eu e alguém. Mas é verdade também que vamos estar longe pra caramba de um jeito que nunca aconteceu antes e nós vamos sentir isso.

    E eu me permiti sentir tudo o que isso representa.
    E to aqui.

    To escrevendo isso pra dizer que sei o que to fazendo.
    Não me entenda mal, eu não tenho a ousadia de dizer que eu sei exatamente o que fazer e sou a pessoa mais preparada do mundo pra tirar de letra qualquer desafio que apareça.
    Não.
    Eu to dizendo que eu sei o tamanho do passo, e eu sei que vão ter dificuldades, e eu sei que vai ter muita coisa complicada pra cuidar.

    Mas eu sei também que eu quero muito isso!
    Quero viver essa aventura, quero andar esse caminho pisando em pedras e em gramado, olhando rosas e espinhos, correndo as vezes, andando as vezes, sob sol, sob chuva, no calor ou no frio.
    Eu quero essa experiência do jeito que ela é.

    Eu to feliz pra caramba com tudo isso.
    Mas to vivendo a tristeza desse momento também.
    E cada passo que eu der, eu quero que seja completo.

    Pra todo mundo que eu deixo aqui, eu deixo um pedaço de mim.
    Nessa cidade linda, e que só a gente que é daqui que pode reclamar (e reclamar com carinho, vamo admitir), fica um pedaço de mim.
    E na próxima cidade linda, onde um gaúcho e muitas aventuras me esperam, eu vou completa. Inteirinha. Porque esse é o lado legal de amar lugares e pessoas. A gente se divide sem se desmontar.

    Me desejem sorte, então. Que é hoje!


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  3. segunda-feira, 7 de julho de 2014

    Cada vez que o sol se levanta, as vezes preguiçoso numa cama de nuvens, as vezes radiante, forte e corajoso, novas coisas estão por vir.

    E tem dias que ele, gigante como é, passa suas horas escondido, só espiando, vez ou outra, nas brechinhas que encontra nas nuvens. Ou aqueles em que o dia vira água e a gente mal se lembra de que o sol está ali.

    Mas sempre, infalivelmente, ele volta a ser o sol. As vezes logo ao nascer, as vezes no meio do dia, ele acorda. Surge, sai, brilha. Levanta com coragem, ousado, descarado. Decidido a ser, sem deixar que nada o impeça. E aí ele espalha sua luz e sua essência em tudo e em todos, e quem não gostar que se esconda. Porque o sol está muito ocupado sendo o sol. 

    Depois, passa. Ele volta a se esconder, a deixar que o escondam, a estar ali, enquanto outras coisas o encobrem. Mas ele continua sendo. Dias nublados e noites escuras não o fazem menos sol. 

    Aqui embaixo estou eu, olhando o sol da minha janela. Sentindo mais um dia amanhecer em mim. 
    Sei lá que tipo de dia vai ser esse.
    Eu só sei que eu nasci num lugar quente pra caramba.

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    Nem acredito ainda que consegui escrever.
    E postar.

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  4. quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

    Como todo mundo que me conhece um pouquinho já sabe, eu tenho um monte de manias. Uma delas, que se desenvolveu quando eu tava na 5ª série (que agora é 6º ano, só pra me confundir), foi a de manter diários, registrando tudo de mais importante que acontecia comigo, porque eu morria de medo de esquecer. 
    Ainda bem que eu nunca disse a ninguém que eu era normal. 
    Eu tenho montes e montes de diários daquela época aqui em casa, e passando o olho neles, eu percebo que são só descrições, registros. Uma vez perdida eu registrava um sentimento que escapava naquelas páginas. Mas todo o resto servia só de recordação.

    E mais ou menos nessa época, eu desenvolvi a mania de fazer listas com resoluções ano novo. Eu fazia isso sempre no dia 31 de dezembro. E todo ano, a lista era praticamente igual a do ano anterior: 
    1. Vou parar de roer as unhas (não parei até hoje).
    2. Vou estudar mais (isso eu até que melhorei, ponto pra mim).
    3. Vou ser uma pessoa organizada (não, não deu).
    4. Não vou arengar na escola, me meter em briga, nem xingar as coleguinhas (er...)
    5. Não vou mais me meter em problemas (olha... eu tenho cicatrizes em número suficiente pelo meu corpo pra provar que essa eu nunca cumpri mesmo).

    Daí que quando chegou o dia 31 de dezembro de 2013, eu parei pra fazer minha listinha. E lembrei de tudo isso, de todas as listas, todos esses anos, que eu costumava esquecer que tinha feito antes de chegar no meu aniversário, poucos dias depois. Pra quê fazer isso de novo? Pra quê anotar coisas que eu não vou cumprir?
    Pra quê prometer ser uma pessoa mais calma e tranquila se eu vou xingar com todas as minhas forças a primeira alma sebosa que buzinar pra mim quando eu tiver dirigindo? Ou dizer que eu vou ser uma pessoa melhor? Melhor como? Pra quem? Mas eu já não sou maravilhosa?? (não)

    Deixa eu ilustrar melhor meu pensamento naquele instante:
    ~ Senta que lá vem a história:

    Me fizeram ir no shopping no dia 24 de dezembro.
    Sério.
    Minha amada mãezinha, linda, especial e fofa, cheia de amor no coração, me acordou naquele lindo dia natalino e disse:
    - Levanta e vai logo no shopping senão vai ficar tarde e tu não vai conseguir nem chegar lá.
    Não me diga.
    E lá vou eu, com ódio do mundo, com sono, com olheiras que diziam: "Mataria um ser humano em troca de uma cama" e com cerca de zero de espírito natalino no meu organismo. Lá vou eu me enfiar no shopping. Sozinha.

    Devo dizer que quando eu cheguei, fiquei até surpresa de conseguir estacionar sem muito esforço. E mais ainda quando eu vi que tinham outras vagas. Bom, menos mal. Parti em minha missão de comprar os troços que a minha mãe deixou pra última hora.

    Sim, que fique bem claro: eu estava lá porque a minha mãezinha deixou compras para última hora. Beijo, mãe, te amo.

    Depois de rodar por aproximadamente 10min, o shopping já tinha lotado. Crianças choravam por brinquedos, pessoas atropelavam umas as outras, derrubavam coisas das prateleiras, enfim. O caos reinava. Toda a pouca paz que eu tinha conseguido por arrumar vaga pro carro já tinha ido embora. 
    Cheguei na fila do caixa e ela meio que dava a volta na loja inteira. Senti uma lágrima no canto do olho. Mas fazer o que? Já estava com merda até na canela, melhor me jogar de vez. Esperei pacientemente na fila, que estava daquele tamanho por motivos de: só tinha um caixa trabalhando.

    Agora você me explique como eu poderia manter a calma se em plena véspera de Natal, um miserável de um gerente de loja acha por bem pensar que um caixa só dá conta? Eu quase consigo ver a maldade no olhar, quando ele decidiu que odiava o Natal, queria ver todo mundo ferrado e pensou: "Quem mandou esse bando de folgado deixar pra comprar qualquer coisa que seja no dia 24? Vou transformar a vida de todos num inferno só por causa disso". 
    Eu já estava vermelha, soltando fumacinha pelo nariz, como um desenho animado, quando percebi isso. Achei que nada podia ser pior. Mas podia. Sabe por quê? 

    Porque sempre tem alguém que acha que tudo bem furar fila.

    Não vou perder tempo aqui explicando a logística da situação em que a mulher furou a fila. Mas o fato é que aquela senhora furou a fila. 
    Eu juro a você que todas as cenas de assassinato que eu vi em Dexter passaram na minha cabeça naquele momento. Me vi jogando o corpo daquela senhora partido em muitos pedacinhos, dentro de um saco plástico preto, lá depois de Areia Vermelha. Pensei também que tava assistindo seriado demais.

    Aí eu pensei: "Ainda bem que ainda é 2013, eu não fiz minha listinha de ano novo, posso xingar essa velha horrorosa até a língua cair". 
    Foi nesse momento que eu parei.
    E comecei a pensar por que danado eu só precisaria ser uma boa pessoa depois do dia 1? Por que a gente para pra planejar o que vai ser nesse próximo ano como se o reveiôn fosse alguma coisa mágica que fosse mudar toda a nossa vida? Por que, pelo amor das criancinhas, a gente fica desejando que "2014 seja isso e seja aquilo", se o pobre do 2014 não tem a obrigação de ser nada?

    E foi quando eu percebi o óbvio. Que a gente tem a obrigação de se renovar e lutar pelo que a gente quer todo santo dia e não ficar esperando que o número que mudou no calendário vá trazer algum tipo de mágica que vai me fazer virar uma pessoa calma, paciente e fofa.

    Foi nessa hora também que o menino atrás de mim me avisou que já era minha vez no caixa.

    Toda essa historinha e tagarelice pra fazer uma confissão: eu realmente estava contando os dias pra 2014 porque muita coisa ta pra acontecer na minha vida esse ano. Muita coisa vai mudar e eu vou ter muito com o que lidar. E eu estava agindo como se no dia 1º de janeiro eu fosse acordar magicamente mais madura, mais forte e mais confiante, preparada pra lidar com todos os muídos e babados que estão me esperando nos próximos meses. 
    No dia 1º eu era exatamente a mesma pessoa que eu fui no dia 31. Mas naquele dia 24 eu saí de outro jeito daquele shopping barulhento e infernal. 

    Eu levei vidas pra chegar em casa naquele dia. Tava um engarrafamento louco de gente querendo chegar no lugar de onde eu tava tentando sair. Eu tranquei um cara que passou pelo acostamento e tava tentando entrar na rua de volta. Eu xinguei esse cara. Eu me irritei quando tive que descer do carro pra abrir o portão porque o controle não funcionou. Eu era a mesma pestinha mau humorada que acordou naquele dia. Mas agora eu era uma mau humorada consciente de que se eu queria força pra lidar com 2014, eu tinha que começar naquele momento.

    E eu vou te dizer: to me borrando de medo de tudo que vai acontecer daqui pra frente.
    Mas eu sei que o ano de 2014 vai ser o que eu fizer dele. Então, eu vou fazer o melhor possível!



    Feliz ano novo pra tudo mundo (sim, ainda vale)!
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