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  1. quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

    A gente sabe que o mundo é um lugar esquisito. Que é recheado de pessoas com hábitos bizarros e/ou assustadores. E, na minha opinião, o ônibus é o lugar preferido das pessoas estranhas (depois do facebook). Quando um monte de gente esquisita se junta, vai dar merda. Vai acontecer coisa louca. E lógico que eu vou estar no meio dessas situações.

    Indo pra aula um dia desses, vi tanta coisa estranha que percebi que precisava fazer um post. Fazia tempo que não tinha um contando presepada. Mas foi tanta coisa louca que esse post vai ter que ser dividido em dois (sinta o nível). Prepare-se.

    Vamos numa lista pra ficar organizado:

    1) Chego na parada de ônibus. Uma tia chega depois. Ela dá boa tarde. Respondo, já que sou educada. Me concentro em esperar meu ônibus, ouvir minha musiquinha e morrer de calor, porque tem dia que parece que colocaram João Pessoa dentro do microondas do universo. De repente, ouço uma voz que não é o Elvis cantando ao meu ouvido (casa comigo, cara). Tiro o fone. A tia está do meu lado, falando. Comigo. 

    Juro a você. Ela estava conversando ~comigo~ há umas duas músicas (nova unidade de medida do tempo, porque eu quero). Agora veja bem, eu tenho consciência de pessoas que falam sozinhas. E também sei de pessoas que falam com gente que não conhece. Mas pessoas que falam sozinhas com gente que não conhece, é a primeira vez que eu vejo.

    Eu não sabia como reagir. Será que eu devia responder? Mas eu nem sabia do que ela tava falando. Tinha alguma coisa a ver com meteoros, ou com a construção do outro lado da rua. Não dava pra acompanhar o raciocínio dela. Então, resolvi que como ela não tinha precisado da minha participação na conversa até agora, ela poderia muito bem continuar sozinha.

    Sorri pra ela, coloquei o fone de volta e ela continuou lá, conversando, feliz da vida. Pra não dizer que eu não contribuí em nada no papo, eu respondi quando ela deu tchau e entrou no ônibus. 

    2) Permaneço na parada porque moro no interior da cidade e os ônibus passam a cada era. Olhando para a rua desolada, pensando se dava tempo, sei lá, voltar pra casa e ver um filme enquanto o ônibus não vinha. Até que prestei atenção num carro na esquina. Uma moça enlouquecida sorrindo, dando tchau e falando alguma coisa. Uma moça loira de óculos escuros. Por reflexo, deduzi que era com a outra menina que tava na parada atrás de mim. Relaxei com esse pensamento e nem olhei mais pra a moça. Até a menina me cutucar e dizer: "Acho que tão te chamando".
    Eu dando tchau pra gente desconhecida

    Comigo?? De novo? Olhei pra moça do carro. Ela continuava acenando. Me senti gente famosa, tamanha a alegria da mulher direcionada para mim.

    Sorri, dei tchauzinho e até mandei beijo. A pessoa do carro foi embora feliz da vida e eu me virei pra menina atrás de mim e disse:
    - Certeza que não era contigo?
    - Tenho...
    - Pois não faço ideia de quem era. E, pelo jeito, nunca vou saber.

    Recoloquei os fones e deixei a menina rindo atrás de mim. Não a culpo. Eu riria também.



    Aconteceram mais coisas. Mas vai ficar pra segunda parte, senão esse post vai ficar imenso demais. 
    Só quero dizer que se você era a pessoa do carro que falou comigo na rua (e me reconheceu de cabelo curto e óculos escuros - parabéns), por favor, não me odeie. Eu sou assim mesmo. Eu esqueço da minha própria cara, avalie da sua. Identifique-se da próxima vez, pela caridade!

    :)
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