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  1. segunda-feira, 17 de outubro de 2011

    A gente acorda, todo dia de manhã, com algum tipo de expectativa.
    Sério.
    Nem que seja só a expectativa de estar vivo no fim do dia. Nem que seja só aquela certeza de que quando descer da cama, vai pisar no chão, e não no vazio. E que vai cumprir sua rotina, ou pelo menos parte dela, e o dia vai acabar como começou.
    A gente, por mais que diga que não, acaba fazendo planos. Dos mais bobos, aos mais complexos. Completos.

    Hoje de manhã eu acordei pensando que iria pra universidade, ia na reitoria, ia na biblioteca, ia na sala da extensão e ia arrumar o bagulho pro trabalho, mandar pro email da moça, voltaria pra casa, almoçaria e ia ler meu livro novo, estudar, adiantar trabalhos e depois dormir porque a essa altura, o dia já teria terminado.

    Mas acabou que eu fui pra universidade, não consegui fazer a internet funcionar na sala da extensão, não mandei o email. Saí da reitoria voando, esqueci de ir na biblioteca, tive dor de cabeça no ônibus. Cheguei em casa e tive que arrumar o bagulho do trabalho e este se saiu mais difícil do que eu esperava, piorando minha dor de cabeça. Demorei pra ir almoçar por causa disso (coisa que eu não costumo fazer, e deve ter piorado mais ainda minha dor de cabeça). Só consegui mandar o email lá pras 15h. Me atrasei com isso também por causa do relógio do computador me dando susto com esse raio de horário de verão (alguém avise que eu não tenho mais idade pra isso???). Não li meu livro. Não adiantei trabalho nenhum. Só lavei a louça.

    E tudo bem. Sobrevivi.
    Eu não costumo me revoltar (não muito) quando o meu dia não sai como eu planejei. Porque partes dele simplesmente fogem ao meu controle. Mas quando a gente fala de coisas grandes, é diferente.
    E não deveria.
    Quando seu dia acontece fora dos seus planos, você compreende, sabe que é assim, mesmo que isso é normal.
    Mas quando sua vida sai do eixo? Quando você planeja, sei lá, fazer aula de teatro, virar atriz, fazer um filme, ganhar um Oscar, casar com Johnny Depp, e ter seu nome na estrelinha lá da calçada. Ou quando você resolve que quer ser, sei lá, dentista, ter seu consultório, ficar rico, morar na França, e ter um gato chamado Antônio.
    E vai no meio do caminho, um pedacinho disso aí muda. Por que a gente surta?
    Quer dizer, se numa coisa boba e minúscula quando o seu dia, ocorrem mudanças nos planos, que dirá numa coisa complexa quanto a sua vida. A gente parece que esquece disso.

    É um plano muito longo pra você supor que tem controle sobre ele. As coisas mudam. Para o bem ou para o mal, elas não são sempre as mesmas.
    E a gente devia usar o dia a dia como treino pra isso.


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    Tinha dito pra mim mesma que não ia escrever, enquanto não tivesse certeza de que ia sair uma coisa decente. Não saiu. Mas eu contrariei meus planos e escrevi mesmo assim.

    Peço perdão pra quem resolveu ler, mas meus dedos são temperamentais, eles queriam escrever e eu não consegui controlá-los.

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  2. sábado, 8 de outubro de 2011

    Achei por bem que devia uma explicação.
    To sem postar aqui por pura e simples falta de inspiração\motivação. Já é um custo eu gostar de alguma coisa que escrevo quando to feliz da vida. Como ultimamente meu humor não vem sendo dos melhores, eu raramente gosto de alguma coisa que escrevo.

    E pra ficar colocando choradeira todo dia, não dá.
    Então, quando eu conseguir, eu posto.

    Até lá
    :*
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