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  1. sexta-feira, 1 de abril de 2011

    Certo, agora todo mundo sabe a minha altura.
    É.

    Míseros 1m e 54cm.
    Um metro e meio, pra ficar prático.
    Sei o que vão dizer: Mas você desse tamanho e ainda fica desprezando 4cm inteirinhos?
    Já me frustrei muito com pedaços de centímetros que me diziam que eu tinha e depois sumiam misteriosamente.
    Acho que eu tava no 2º ano quando me medi na academia: 1m e 53 e meio.
    Ótimo, sinto-me enorme.
    No 3º ano, 1,55m.
    Juro como me senti monstruosamente imensa. O chão até parecia mais distante.
    Foi emocionante.
    Daí, no começo desse ano, na academia, fui me medir. Um metro, e cinquenta e quatro centímetros.

    Certo.
    Não tou nem aí pra quem pegou meu centímetro, MAS EU QUERO ELE DE VOLTA.

    Olha, eu não tou reclamando por ser baixinha. Na verdade, eu até gosto.
    Eu pareço um hobbit, se você ignorar os pés e as orelhas. Mas todo o resto, aqui estou eu. Um hobbit. Pequena, de cabelos cacheados, e tudo mais. Não me incomodo com isso.
    Mas veja bem, você também iria surtar se começasse a DIMINUIR. Ninguém quer diminuir. Sabe por quê? Porque vai saber se você vai simplesmente sair encolhendo até sumir?
    EU NÃO QUERO SUMIR.

    Mas ser pequena é bom.
    Tem um cara que pega o mesmo ônibus que eu com frequência. Ele é tão alto, e tem pernas tão compridas que sempre senta na cadeira do corredor, meio de lado, porque as pernas dele simplesmente não cabem no espaço entre os bancos.
    Eu sento na cadeira da janela, com as pernas cruzadas e ainda escorrego no banco pro meu joelho encostar na cadeira da frente e eu poder me apoiar, pra não escorregar até a morte no chão do ônibus.
    Isso é uma vantagem pra mim.

    Por outro lado, eu preciso ficar na ponta do pé pra puxar a cordinha.
    É.
    Aqueles malditos botões NUNCA funcionam.
    Isso é muito injusto porque eu aposto que qualquer dia vou ficar na ponta do pé, perder o equilíbrio e cair para a morte.

    Certo, tem mais coisa boa.
    Eu sempre posso me esconder na sombra dos outros.
    O sol de 40ºC torrando os circuitos, vocês todos lá sofrendo, e eu escondida na sombra de algum amigo. Tem que ser de amigo, porque eu preciso me apoiar nele, pra aproveitar a sombra toda. Mas funciona.

    Porém, se um dia eu precisar alcançar um remédio, ou alguma coisa alta numa prateleira pra salvar uma vida, pode ter certeza, é game over.
    MAS, se eu for andar de navio um dia, quando gritarem MULHERES E CRIANÇAS PRIMEIRO, eu vou ter dupla chance de sobreviver. Porque se os botes de mulheres ficarem lotados, eu posso entrar nos botes para crianças.
    Não sei se isso ia funcionar, foi só uma coisa que eu pensei.
    Ignorem.

    Eu sempre perco aquele jogo dos polegares.
    Sabe, aquele que você segura a mão da pessoa e tem que segurar o polegar dela com o seu. Meu polegar é pequeno demais pra segurar o polegar das pessoas normais. E é muito fácil de ser segurado pelo mesmo motivo.
    Ou talvez eu seja só descoordenada e precise de uma desculpa.
    Enfim.

    No colégio que eu estudava quando era criança, antes de começar a aula, a gente fazia fila na quadra.
    As filas eram divididas por série, e organizadas do menor para o maior.
    Adivinha quem foi a primeira da fila desde que aprendeu a andar e foi pra escola, até a quinta série, quando pararam com aquela coisa de fila?
    É.

    Adivinha quem sempre teve os seguintes apelidos:
    Formiguinha (como se não fosse o suficiente ser um inseto, era no diminutivo), Tampinha, Tamborete de Forró (detestava esse mais que tudo), Toco (porque além de tudo, eu era grossa), Rodapé (eles tinham preguiça de dizer "pintora de rodapé)...
    Isso sem mencionar as piadas tipo: Como anda o clima aí embaixo?
    Ha ha, hilários.

    Mas eu não ligava muito.
    Ser pequena é bom.
    Ray dizia que era terrível encontrar um namorado que fosse maior que ela.
    Bom, nunca tive esse problema, se é que isso conta.

    :]
    |


  2. 6 comentários:

    1. Gabi Rodrigues disse...

      Me identifiquei.
      kkkkkkkkk

      Mas ainda faltou dizer que no ônibus cheio nunca tem onde segurar, só naquele ferro lá de cima. E aí a gente meio que dá um pulinho e se pendura (literalmente) nele pra não "cair pra morte", e torce pra não ter o braço deslocado quando o motorista freia.

    2. Tuíla disse...

      Pessoas que me compreendem S2

    3. KKKKKKKKKKKK!!!
      Um dia eu soube que tu tinha saído da classe dos adolescentes da EB. Fiquei a me perguntar o porquê. Compreendi algum tempo depois.
      Compreendi mesmo...
      :-)

    4. Baby, primeiramente i'm sorry pelos meus 20cm a mais de altura, eu sei que você quer que eu me desculpe por isso. Depois, é TÃÃÃO FOFINHO SEU TAMANHOOOOOO! E mais agora que você anda com seu par Bob, o anão *.* É lindo, little mafa. Inclusive eu lembro da fila no Anglo. Eu estava entre as últimas
      ...
      E lembre-se: Aquele rapaz que caminha na praia do bessa de vez em quando tem 1,80. Olha, a vida é boa pros altos também.
      ONDE ESTÁ SEU DEUS AGORA?

    5. Marina disse...

      O NOVO curioso caso de Benjamin Button: minha prima está a diminuir!! Compreendo essa extinção de centímetros e/ou milímetros.. Por isso que também não é bom mudar de médico... Tem um que diz que eu tenho 1,61 e meio e outro que diz que eu tenho 1,60. Eu também perdi um centimetro e meio!!
      Bjiones

    6. Eliane disse...

      Amo filhas pequenas que eram as primeiras das filas no colégio. Assim a mamãe ficava olhando bem no olho para não bagunçarem. Embora isso não funcionassem muito bem com Taiane.