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  1. segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

    João Pessoa tá estufada de turistas.
    Eles não me incomodam na verdade. São engraçados.
    Todo verão é assim, em qualquer cidade com praia, de modo que você vai ficando meio treinado pra identificar quem é de fora ou não.

    Por exemplo:
    Só um turista me encontraria no ônibus, no meu bairro, e me perguntaria, com uma cara aflita, se ali era o centro da cidade.
    Olhei pela janela, para os terrenos vazios, com cavalos comendo mato amarrados aos postes, e para as casas pequenas e cerca de nenhuma loja a vista e pensei: Essa moça deve ter passado por muita coisa hoje pra achar o final de João Pessoa com cara de centro.
    Educadamente, disse que não.

    Outra:
    Só turista, neste mesmo ônibus, depois de me pedir informações e corrigir sua rota, me perguntaria o que é o 'nêgo' que tem escrito por toda parte. Demorei pra entender do que ela tava falando. Até cair a ficha.
    - Ah, você tá falando das camisas, vermelha e preta com o nome nego...
    - É, porque tem 'nêgo' em todo lugar?
    - Er... Não é nêgo. É nego... Com 'é'. Nego de negar. Eu nego, tu negas, ele nega. Entende?
    - Ah... Por quê?
    Segue-se um teste de história da Paraíba.
    Para meu constrangimento, deixe-me confessar que eu não tava preparada mentalmente pra essa. Veja bem, eu sei a história da bandeira da Paraíba, eu estudei isso quando era criança, mais ou menos na 3ª série, e eu sei disso.
    Mas digamos que eu não sabia dos detalhes...
    - Er... É a bandeira... Daqui. Aliás, da Paraíba, né? E... Anh... O nego... É porque tinha um cara... Político. Que era presiden... Aliás, vice. É... E ele negou... Alguma decisão do presidente propriamente dito. Aí... É... Eu não me lembro os nomes... Mas... É, foi isso...



    Pronto, podem me apedrejar agora.
    Agora, lembro que o nome do dito cujo vice-presidente é nada menos que o nome da cidade que eu moro.
    Mas admito que é tudo o que me lembro. O resto, lembrei graças ao Google.
    Que, inclusive, tá me deixando muito mal acostumada.
    A mulher fez cara de quem, com esforço, entendeu minha explicação e ficou satisfeita.
    Por isso sei que era turista. Porque alguém daqui teria dado na minha cara. Aliás, alguém daqui não teria me perguntado isso.
    Nem teria dito 'nêgo' ao invés de nego.

    E mais:
    Só turista anda no shopping de biquini e aqueles vestidos transparentes de praia cujo nome eu não lembro agora.
    Só turista anda dentro do shopping de óculos escuro e chapéu gigante de praia.
    Suspeito que quem vem, sei lá, de algum buraco onde não tenha praia, pra uma cidade que tem, acaba pensando que qualquer lugar da cidade é a própria praia e que ninguém vai olhar discretamente pra ele e rir porque ele tá de sunga e camiseta, sei lá, no centro.

    Em Janeiro, você precisa ficar esperto. Porque a qualquer momento vai ter alguém te perguntando como se chega a tal lugar e você não quer parecer imbecil por não saber, certo?
    E eu devo dizer que meu senso de orientação não é, e nunca foi dos melhores.
    Da última vez que fui jantar fora, ficamos cerca de 10 minutos rodando porque eu não conseguia lembrar a rua que entrava pro restaurante. Foi lindo. Rendeu discussões no carro. E por incrível que pareça, a pessoa mais orientada foi Taiane, que acertou o caminho.
    E ontem eu saí da casa de Débora duas vezes querendo andar pro lado oposto de onde seria a parada de ônibus.

    Ou seja,
    Turistas, se me virem na rua, ME EVITEM, eu mal sei para onde estou indo.
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  2. domingo, 16 de janeiro de 2011

    Veja bem, eu moro na parte mais deprimida e excluída da cidade. Logo, se eu quero sair do meu bairro, 80% das vezes, eu preciso pegar mais de um ônibus. Coisa que me deixa absurdamente deprimida por um motivo simples: quando você pensa que acabou, tem mais.

    Eu tava indo pra casa de Jack semana passada, desci no coisa de integração dos ônibus e fiquei esperando o outro ônibus pra a casa dela. Ali no integração sempre ocorre um fenômeno curioso: os vendedores de cds piratas que ficam do lado de fora nos olhando pela grade parecem ter um sexto sentido. Eles olham e pensam: "Hm, aquela baixinha do cabelo de moita tem cara de quem adora um Forró da Tarraxinha". E botam "siliga à meia noite vai rolá, num disliga o celulá, purqui eu vô ti ligááá..."

    Só pra avisar, eu não curto forró da tarraxinha, nem forró do muído, nem o forro da xêta, nem o dos plays e nem qualquer outra qualidade dessas coisas que as pessoas têm a ousadia de chamar de música.
    Talvez um forró pé de serra, mas nada além disso.

    Mas aquele vendedor teve seu castigo.
    Aquela pirralha não tinha mais que 4 anos.
    Demorei uns 10 minutos pra indentificar a criatura responsável por colocar aquela pequena bolinha do mal no mundo. Ela corria loucamente pela parada e eu pensava: Minha nossa, a quem pertence essa criança?
    Ouvi a mãe dela gritar um "volta fulaninha" uma única vez. Mas foi só.

    A menina viu o vendedor de cds piratas. Correu pra grade e desatou a gritar: EI... EEEI... EEI... EI... EIII...
    O cara ainda deu cabimento a ela na primeira vez, mas infelizmente não vi o que ela fez pra provocar a ira dele. Deve ter mostrado o língua, ou o dedo, vai saber. Ou xingado a mãe dele. Não vi. Nem ouvi. Mas sei que o homem rapidinho passou a ignorar a pirralha, que no auge de sua ira começou a não só gritar EI, como também a bater palmas para chamar a atenção do moço.



    E ela ficou fazendo isso até o ônibus aparecer.
    E ela gritava tanto que ninguém nem ouvia mais o forró da tarraxinha. Sinceramente, naquele momento, forró da tarraxinha parecia doce e suave, comparado aos guinchos da menina-monstro.

    Bom, quando o meu ônibus chegou, eu corri.
    E a minha surpresa foi ver a mãe com a menina em seu colo e alguém que deveria ser a tia do lado.
    Fiquei olhando atentamente.
    A menina ficou em pé no colo da mãe, olhando a janela, dando uns gritos que com certeza queriam dizer alguma coisa, mas era firmemente ignorada pela mãe e a tia. Diante disso, a guria se voltou contra o moço sentado na sua frente.
    "Deve ser avô dela." pensei.
    A menina mexia no cabelo do senhor, assanhava tudo, puxava, batia, e dava uma risada insana e alta. A mãe segurava ela pelas pernas, pra não cair.
    "Pobre avô. Por que ele não vira, chama essa pirralha de peste, dá um cascudo nela e fica em paz. Ela deve ser neta dele, no mínimo. Ele é meio velho pra ser o pai. Aliás, vai saber. Mas por que ele não faz nada?"

    Quando eu vi o senhor se levantar e ir sentar em outra cadeira lá na frente, fiquei abismada.
    Ele não era parente delas. Ele não era alguém de casa, alguém que acaba tendo que aguentar a pirralha abusada pelo bem da paz familiar. Ele estava apenas, como eu, no ônibus.
    E a louca da mãe da pirralha nem por um minuto fez qualquer gesto que desse a entender que ia mandar a pirralha parar com aquilo.
    Eu me coloquei no lugar do velho.
    No mínimo teria me levantado e gritado: SUA LOUCA, SEGURE ESTA CRIANÇA MISERÁVEL, MANDE-A PARAR COM ISSO E DÊ O MÍNIMO DE EDUCAÇÃO A ELA, porque quando ela tiver idade e força suficiente, vai TE DAR UMA SURRA se você não comprar a super-master-mega casa da Barbie pra ela porque precisa fazer a feira.
    Me coloquei no lugar da mãe da pirralha.
    Quando ela tivessa dito o primeiro EI pro moço do cd pirata, eu teria pego ela pelo braço e teria dito: Fica aqui, e quieta.
    Quando ela tivesse dado o primeiro puxão de cabelo no velho do ônibus, eu a colocaria sentada e teria dito: TÁ FICANDO DOIDA? VOCÊ QUER FICAR DE CASTIGO PELO RESTO DA SUA VIDA E NUNCA MAIS VER A LUZ DO DIA?
    E tudo seria resolvido sem maiores constrangimentos.

    Eu simplesmente fico chocada quando vejo pirralho dando piti e gritando com a mãe, ou fazendo coisas absurdas tipo essa.
    Eu nunca, NUNCA tive coragem de responder aos meus pais. Avalie gritar?
    Eu sou do tempo em que desobedecer ao pai ou a mãe rendia um cascudo acompanhado de um PIROU MOLEQUE? Ou isso ou um mês sem tv, computador e gibis.

    Meus pais nunca foram cruéis, longe disso. Mas quando eu era criança, perdi a conta de palmadas MUITO merecidas que eu levei. E das eras que passei sem meus gibis. Minha mãe dizia: Você tá de castigo, não liga a tv essa semana e nem pega os gibis.
    Meus gibis ficavam num quarto, ao meu alcance. Ela não tirava os gibis dali. Ela não escondia. Ela não ficava olhando pra ver se eu ia pegar mesmo assim. E eu não pegava.
    Uma vez meu pai pegou minha cadeirinha vermelha e colocou no canto da sala e disse que eu ia ficar ali de castigo por tantos minutos. Eu devia ter uns 7 anos, foi uma eternidade. Nesse dia, ele saiu da sala. E eu fiquei em pé, e sentei de novo, muito rápido. Me senti, por um minuto, a rebelde. Mas isso passou voando, no outro segundo, me senti a pior marginal do universo, merecedora de passar o resto da minha vida naquela cadeirinha vermelha.

    Quer dizer, qualquer um estava se sentindo incomodado com aquela pirralha. Até eu me sentia perseguida. Se eu tivesse algum tipo de paranóia, ia ter um surto quando vi minha parada de ônibus, levantei, apertei o botão (preciso ficar na ponta do pé pra puxar a cordinha) e vi elas descerem do ônibus no mesmo lugar. E a mãe daquela criança nem reagiu. Juro que tive vontade de sacudir aquela mulher e mandar ela tomar vergonha na cara.

    Mas, eu aprendi desde criança a não me meter no que não tem nada a ver comigo.
    :*
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  3. segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

    Dormir na casa de Rayza (mais conhecida como mano Jack, the Ripper) significa passar boa parte da madrugada falando sobre coisas ou pessoas de qualidade duvidosa, acabando com a reputação das mesmas, imaginando situações bizarras e rindo com a cara enfiada no travesseiro pra não acordar os pobres pais dela, que não querem nada senão uma noite tranquila de sono.

    Este fim de semana eu estava lá. E mais ou menos às 3:30 da madrugada, depois de rir os tubos de coisas que neste momento não seriam tão engraçadas, ambas resolvemos dormir.
    Mas acontece que o animal não tinha os mesmos planos...

    Devo ter cochilado por uns 10 ou 15 minutos. Na verdade eu não olhei a hora quando tudo aquilo começou. Foi um susto. Ninguém pensaria em procurar o celular pra olhar a hora, pelo amor de Deus. Procurar uma arma talvez. Mas não o celular.
    Os vizinhos de mano Jack têm uma fazenda. Juro. Segundo ela, eles tem um bode, um galo e uma vaca, que tem um nome bizarro demais pra uma vaca, mas eu não me lembro qual. Não sabe onde foi gravada A Fazenda? Eu sei. Não sabe onde foi inspirado o cenário da Colheita Feliz? Eu vi.
    Acordei apavorada com o grito daquele animal. E não se atrevam a me dizer que galos cantam. Aquele não cantava. Aquilo não era um canto. Um grasnado, um grito, uma lamúria, um apelo desesperado por carinho e afeto, talvez. Mas nunca um canto.

    COCOCOCÓÓÓÓÓÓ

    Mas que merda era aquela? Olhei por todo o quarto. Mano Jack nem se mexia, mal respirava. Será que só eu ouvi?...

    COCOCOCÓÓÓÓÓÓ

    Não, não foi sonho. Tem um GALO ali fora? Que grito tenso. Parece tá meio longe, não vai incomodar muito. Fecho os olhos...

    COCOCOCÓÓÓÓÓÓ

    Ok, já entendi. Essa coisa não pára? Eu não vou consegui dormir. Putz, ele dá umas pausas antes de...

    COCOCOCÓÓÓÓÓÓ

    ...gritar de novo. O que será que esse coitado tem? Comecei a me incomodar de verdade. O barulho começou a ficar mais alto...

    COCOCOCÓÓÓÓÓÓ

    ...a cada grito, como se a coisa estivesse embaixo da janela de Jack. Por um minuto, na minha lombra do sono, achei que seria completamente aceitável atravessar o quarto, passando por cima da cama de Jack, escalar a janela, abrir a mesma e jogar um balde de água no galo miserável...

    COCOCOCÓÓÓÓÓÓ

    Tinha um balde no banheiro, e eu poderia enche-lo no chuveiro e ninguém ia reparar, MAS CLARO. Meu plano era perfeito, até um rápido momento de lucidez me permitir pensar que o galo estava na casa do vizinho, de modo que eu teria que acrescentar uma escalada ao muro que divide as casas, carregando um balde.

    COCOCOCÓÓÓÓÓÓ

    Fail. Nada de água no galo.
    Mas aquilo já tava ficando bizarro. Quer dizer, no meu pouco conhecimento sobre galos, eu achava que eles costumavam cantar ao amanhecer, junto com o sol, trazendo alegria e uma vibe rural ao dia das pessoas. Por que, pelo amor dos céus, aquele animal estava grasnando às 4h da manhã? Esse não é o comportamento normal dos galos!

    COCOCOCÓÓÓÓÓÓ

    E fora o fato de que ele soltava aquele lamento absurdo em intervalos de tempo mais ou menos regulares. Eu ja tava me acostumando. Sentia quando ele ia gritar de novo. Estava havendo algum tipo de conexão entre nós. Resolvi contar o tempo entre os gritos sofridos. Eu fiquei fazendo isso muito tempo. Contando e decorando (ah, claro) os números na minha cabeça.
    Engraçado como a madrugada tira todo o seu senso de realidade. Por um minuto eu esqueci o quanto os números conspiram contra mim e achei que eu seria capaz de contar, decorar e fazer uma média. Bom, eu fiz uma média meio precária. E percebi que o bicho expressava seu sofrimento mais ou menos de 10 em 10 segundos.
    Olhei a hora.

    Aproximadamente 4:45h.
    Comecei a entrar em pânico.

    Não sei se eu já disse aqui, mas eu tenho pavor de ficar acordada de madrugada, especialmente depois que todo mundo foi dormir. Pior: eu tenho pavor de ter insônia, ou de não conseguir dormir por algum motivo que não seja eu mesma.
    Eu não gosto nem de ficar na internet de madrugada. Eu nem mesmo faço trabalhos de madrugada, a menos que a coisa seja pro dia seguinte e eu tenha que escolher a madrugada ou nunca me formar e viver pra sempre na casa dos meus pais só causando gastos e sendo um peso morto pra sociedade. Conheço pessoas que dormem cedo e botam despertador pra o meio da noite pra estudar e depois voltar a dormir. Quer dizer, COMO VOCÊS FAZEM ISSO? Eu deixo meu celular no modo de nada além de luzes que é pra nem uma emergência fora da minha casa me acordar no meio da noite. Seja o que for, eu posso lidar com isso quando o sol nascer.

    Meu desespero com insônia existe porque eu tenho insônias. Eu acordo no meio da noite e game over. Fico rolando na cama, sofrendo, com os olhos arregalados grudados no teto. Também não me levanto quando tenho insônia. Mais deprimente do que não dormir, é não dormir e ficar vagando pela casa como um zumbi. E pior é quando o sol começa a nascer e você lá, acordada, com cara de coruja, olheiras da Gretchen, e morta de cansaço e ARG QUE AGONIA.

    Uma vez eu tive insônia 3 noites seguidas e juro que na terceira noite eu chorei tanto de agonia que provavelmente só dormi porque meus olhos não abriam mais de tão inchados. Eu odeio ter insônia a esse ponto.

    Eu estava começando a me desesperar. Aquele monstro com penas sabia disso. Estava brincando comigo. Começou a passar mais tempo pra rosnar, enchendo meu coraçãozinho de esperança de que ele tinha desistido, mas depois recomeçava com força total. Eu estava cogitando a possibilidade de não mais escalar o muro com um balde de água, e sim com um balde de pedras e matar aquele desgraçado, dar uma risada insana e voltar a dormir.

    Não consigo me lembrar mais de muita coisa.
    Sei que depois de algum depois, depois das 5h (sinta o meu pânico) ele realmente começou a passar intervalos de tempo mais longos sem gritar até que parou. E eu adormeci, aliviada.

    E acredite ou não, eu sonhei com galetos.
    :*
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  4. sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

    Eu tenho amigos talentosos e bailarinos que dançam bem.
    Mas têm uma séria dificuldade de entender o conceito de férias.
    De forma que foram castigados por ficarem ensaiando no meio de um churrasco de confraternização. E como eu gosto de castigar as pessoas, eu vou ajudar mostrando pra vocês a belíssima queda de Mathews e Gigi.



    Porém, como eu sou uma pessoa de muito bom coração, vou postar o video do passo dando certo, pra ninguém ter a falsa impressão que eles não conseguem. ME AGRADEÇAM.



    Aprendam a lição: férias é pra SOSSEGAR.
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  5. segunda-feira, 3 de janeiro de 2011




    Então, já deu tempo de começar o ano, comemorar, relaxar.
    Eu disse a mim mesma que em 2011 ia organizar melhor o blog e postar regularmente. Não que minhas promessas de ano novo sejam confiáveis de alguma forma, uma vez que na primeira meia hora do ano eu já tinha quebrado metade das promessas da lista que eu botei no post anterior. Mas, não vamos desistir, não é?

    Não me lembro como nem onde eu vi. Suspeito que foi pelo Skoob, ou coisa assim. Sei que achei a ideia legal, de colocar os livros que você leu no ano passado pra todo mundo saber o que você gostou ou não.
    Então, hoje foi o dia marcado pra isso. A lista de blogs que tão participando tá lá no blog Pensamento Tangencial, é só clicar no selo que aparece aqui do lado, pra ver as listas de outras pessoas.


    RETROSPECTIVA LITERÁRIA 2010

    • O livro infanto-juvenil que mais gostei:
    Alice no País das Maravilhas pode ser considerado um livro infanto-juvenil? Pode né? Com toda aquela febre de Alice que começou com o filme do Tim Burton, eu percebi que já tinha visto o desenho animado da Disney e o filme novo, mas nunca tinha lido os livros. Pra ser bem sincera, eu nem sabia que tinham dois livros. Jurava que era um só. Então li os dois. E vou dizer, se o filme (to falando mais do desenho animado) é viagem, o livro é muito mais. O melhor foi rever o desenho e ler o livro, e perceber que usaram coisas dos dois livros, misturadas, e ficou bem compatível mesmo. O livro em si é bom, mas acho que gostei mesmo dele por fazer essa comparação e lembrar de coisas da minha infância que eu não lembrava mais.
    • A aventura que me tirou o fôlego:
    O Senhor dos Anéis, O retorno do Rei. Com certeza. Os outros dois livros eu demorei eras pra ler porque, sabe como é, todos aqueles detalhes que o Tolkien usa, tem que ter calma e paz pra acompanhar tudo. Mas esse eu terminei super rápido, achei bem mais 'aventura' que os outros, e foi o meu preferido também.
    • O terror que me deixou sem dormir:
    Confissão: Não vejo filme de terror, e ainda não me arrisquei a ler um livro. Pronto.
    • O suspense mais eletrizante:
    Nem li suspense. Eu acho. Sou péssima pra categorizar essas coisas.
    • O romance que me fez suspirar:
    A Mediadora, de Meg Cabot. Pronto, eu leio livro de pré-adolescente, me crucifiquem. Ah, cara, mas é legal. Desde os meus 13 anos que leio Meg Cabot e choro de rir com o jeito dela escrever. Aliás, devo a ela o gosto por ler, porque quando eu era mais nova só lia gibi. Comecei a gostar de livros por causa dela.
    • A saga que me conquistou:
    O Guia do Mochileiro das Galáxias. Nossa, foi um dos livros mais inteligentes que eu já vi, e engraçado ao mesmo tempo. Na época que eu tava lendo, aposto que minha mãe, minha irmã Bob me odiavam, porque eu não resistia: ficava lendo trechos pra eles, rindo sozinha quando eles não pegavam as piadas, e falando do livro o tempo todo, mas considerando que só eu tinha lido, era mais um monólogo. Mas eu precisava falar, eu tava apaixonada.
    • O clássico que me marcou:
    Orgulho e Preconceito. Já tinha visto o filme (muito bom também) mas o livro, como sempre, é infinitamente melhor. É escrito num estilo mais clássico, mas não é chato. E é muito bonito, e inteligente.
    • O livro que me fez refletir:
    Acho que Orgulho e Preconceito, por ser um livro clássico, me fazia ficar comparando com coisas atuais, e etc. Me fez refletir, e viajar um bocado também.
    • O livro que me fez rir:
    O Guia, com certeza. Acho que só Veríssimo me faria rir tanto, mas não li nenhum livro dele ano passado.
    • O livro que me fez chorar:
    Nem chorei, e nenhum era triste o bastante pra isso, eu acho.
    • O melhor livro de fantasia:
    O Hobbit. Eu li esse depois que terminei a trilogia do Senhor dos Anéis, então eu meio que sabia um pouco da história. Mas não sei o que mexeu tanto comigo dele. Eu devorei um livro em 3 dias, acho. Foi um livro delicioso de ler, acho que por ser um Tolkien mais objetivo, e claro, sem muitas descrições, daí dava pra você passar uma tarde lendo sem parar e sem ter dor de cabeça, ou ficar voltando as páginas pra lembrar o nome de alguém, coisa que eu fiz muito quando tava lendo A Sociedade do Anel.
    • O livro que me decepcionou:
    Melancia. Não to dizendo que o livro é ruim. Não é. Mas é tipo uma Meg Cabot enjoada. Acho que to sendo precipitada em julgar a autora por um único livro dela que eu li, e provavelmente eu quem fui errada em ler o livro pensando na Meg. Lembro que o começo do livro é muito engraçado, com umas piadas bem bobas mesmo, mas engraçadas. Não sei bem se não gostei do livro porque eu tenho ÓDIO de personagem burra, e essa, desculpem o spoiler, demora MUITO pra dar a famosa volta por cima e pisar em todo mundo que fez ela de imbecil. Eu não tenho essa paciência toda.
    • O(a) personagem do ano:
    Elizabeth Bennet (Orgulho e Preconceito), eu quero ser igual a você quando eu crescer.


    • O(a) autor(a) revelação:
    Douglas Adams (O Guia do Mochileiro das Galáxias). Eu nunca tinha lido, e comprei num momento de loucura, sem pensar muito, só porque vi a promoção, e achei bonito (sim, eu julgo o livro pela capa, me crucifiquem). Então eu nem de longe esperava gostar tanto do estilo de escrever do cara. Foi revelação, literalmente.
    • O melhor livro nacional:
    Gente, não li nada nacional esse ano. Que absurdo.
    • O melhor livro que li em 2010:
    Eu escolho O Hobbit. Esse ano, ele foi o melhor em todos os sentidos. Até bonito ele é, com ilustrações e tudo. E como eu já disse, muito bacana de ler, mesmo quando você já sabe a história. E olha que eu li muitas coisas boas esse ano. Acho que foi o ano que eu mais li, quem sabe?

    Por fim, uma lista dos livros que eu li esse ano:

    O Senhor dos Anéis: A sociedade do anel; As duas Torres; O Retorno do Rei.
    O Hobbit.
    O Guia do Mochileiro das Galáxias; O restaurante no fim do universo; A vida, o universo e tudo mais; Até mais e obrigado pelos peixes; Praticamente inofensiva.
    As brumas de Avalon: A senhora da Magia; A Grande Rainha; O Gamo-Rei; O Prisioneiro da Árvore.
    Alice no País das Maravilhas e Alice no País do Espelho.
    Orgulho e Preconceito.
    Melancia.
    Tamalho 42 não é gorda e Tamanho 44 não é gorda também.
    A Mediadora, todos os 6, eu não lembro o nome de cada um deles agora.

    Bom, esse foi meu 2010 em termos de livros. E vocês, leram o quê?
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