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  1. segunda-feira, 11 de outubro de 2010

    Um dia, quando acordou, o sol já ia alto e estava quente. Olhou ao redor no quarto vazio e brigou para pensar. Fosse quem fosse que estava brigando com ela, era bem forte e ganhou aquela. Deixou seu corpo ficar largado na cama, olhando o teto branco. Branco, exceto por aquela mancha esquisita no canto esquerdo. Nunca soube o que raios era aquilo.

    Provavelmente porque não tinha importância alguma.
    Esse era o seu normal. Buscando qualquer tipo de futilidade para desviar sua atenção do óbvio. Fazia isso com tanta frequência que deixara de ser uma defesa para ser o seu normal. E a pior parte: aquele tipo de normal incomodava.

    Levantou, afinal.
    Abriu a janela e deixou o barulho da rua entrar. O barulho entrou no quarto, fugiu pro resto da casa e pra dentro da sua cabeça. E tudo virou barulho lá dentro, fazendo pensar em como seria bom sair, andar um pouco, ver o sol e sentir um vento na cara. Foi pra cozinha pensando nisso.

    Fez café.
    Comeu.
    Escovou os dentes.
    E teve preguiça.

    A ideia de andar desapareceu como se nunca houvesse estado ali.
    E ela tratou de não procurá-la mais.
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