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  1. sexta-feira, 1 de outubro de 2010

    Destruída, deprimida, irritada e de TPM: foi assim que eu acordei hoje.
    Eram 6 e meia da madrugada. O despertador gritava no meu ouvido como se a casa tivesse pegando fogo. Só pra deixar claro, não estava.

    Abri os olhos com muito esforço e pensei:
    "Eu não preciso levantar. Quer dizer, eu não preciso encarar ninguém esta manhã. Posso ficar aqui e dormir até que algum familiar meu volte pra casa e jogue água na minha cama e me chame de folgada. Mas isso demoraria umas 6h pra acontecer. E daí que eu levaria 4 faltas em uma única cadeira..."

    O último pensamento me fez levantar.
    Fiz todas aquelas coisas que a gente faz quando acorda. Não vou descrever meu café da manhã ou minha higiene pessoal, isso não teria graça. Mas basta deixar claro que fiz tudo isso com um mau humor que meteria medo em 90% das pessoas que eu conheço.

    E então começaram minhas desventuras em série.

    1. Cadê meu fone de ouvido?
    Depois de estufar minha bolsa-sacola-poço sem fundo de coisas absolutamente desnecessárias, passou pela minha cabeça pegar logo o fone de ouvido. Bom, ele não estava na bolsa.
    Não estava no computador. Nem no meu quarto. Nem na sala, no quarto da minha mãe, muito menos na geladeira. O que me levou ao único lugar onde ele poderia estar: O quarto da minha irmã.

    Taiane ri na cara do perigo. É sério. Aqui em casa tem uma média de uns 30 fones de ouvido. Apenas o meu funciona. Considerando que eu pego uma hora de ônibus pra ir e outra pra voltar da universidade, eu sou a pessoa que devia ter preferência no uso do fone. Principalmente pelo fato de ele ser meu, o que eu acho que conta muito.

    Não estava no quarto dela. Estranho.
    Até a resposta pra esse enigma brilhar na minha cara:
    AQUELA MONSTRINHA LEVOU MEU FONE PRA ESCOLA.

    Quando isso me ocorreu, contei até dez e saí.
    Mas quando ela chegar em casa, estarei na porta, esperando.
    Com um punhal na mão.

    2. A nova parada de ônibus não fica mais na frente do bar.
    Fica num terreno baldio.
    NO SOL.
    No bar tinha bêbados. Mas também tinha sombra.

    Nada mais a falar sobre isso.

    3. Na segunda parada de ônibus:
    Cheguei nela umas 7 e 15.

    Hoje até o clima tava sacaneando comigo.
    Um calor from hell, me consumindo e me irritando, e me dando a sensação de que a qualquer momento eu ia começar a arder em chamas como aquele pirralhinho encapetado dOs Incríveis.
    Eu tava tão desesperada de raiva, TPM, calor e mau humor [mistura explosiva, run to the hills] que tava me controlando pra não gritar e arrancar os cabelos.
    Mantive a pose.
    Os óculos escuros ajudaram. Eu parecia apenas antipática.


    7:20.
    Nada do ônibus
    7:25.
    7:30.
    7:40
    Ah, motorista, queria ter uma arma. Atolava teu ônibus de bala assim que ele aparecesse na esquina e iria pra casa andando.
    7:41 - Surge o ônibus.
    O motorista não sabe como escapou por pouco.

    4. Como os meus professores zoam da minha cara.
    O ônibus já ia na metade do caminho.
    E embora eu não tivesse fones de ouvido para curtir um pouco da paz e da tranquilidade das minhas músicas que me impediriam de ouvir a voz de alguém, ou qualquer outro ruído da rua, e ter um colapso nervoso, eu estava relativamente calma.

    O celular toca. A seguinte conversa se segue:
    - Oi Gabi - eu disse.
    - Tuíla, você tá aonde?
    Deu merda, pensei, ou a professora tá na sala fazendo chamada e eu levei falta, ou...
    -
    Na metade do caminho, por que?
    - Faça meia volta. Não vai ter aula.

    Não me pergunte o que eu falei.
    Não me pergunte que pragas gritei, de que chamei a professora, eu não sei.
    E dá licença, eu estava no limite da razão humana, qualquer pessoa que respirasse de maneira incômoda num raio de 5m de mim, eu seria capaz de esquartejar usando apenas uma faca de pão, imagina saber que todo esse sofrimento foi em vão?

    A única coisa que eu conseguia pensar era:
    POR QUE, PELAMORDEDEUS, EU NÃO ESCUTO OS MEUS INSTINTOS?

    Desci do ônibus.

    5. BÔNUS EXTRA: A volta.

    Peguei o ônibus mais lotado ever, cheio de tias gordas e ousadas que acham que por serem gordas merecem o direito de passar por ali como se estivessem caminhando da sala pro quarto, no maior conforto.
    Dá licença, minha senhora? Nem uma anoréxica passaria por este espaço em paz, avalie a senhora! Aonde você quer que eu me encolha pra você passar? No colo deste moço? Desculpa, mas não é assim que a banda toca. Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, embora, pelo olhar comedor de alguns cidadãos aqui presentes, seja exatamente isso que eles gostariam que ocorresse.

    Cheguei em casa.
    Viva, na medida do possível.



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  2. 1 comentários:

    1. Anônimo disse...

      Com um punhal na mão.