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  1. segunda-feira, 18 de outubro de 2010

    Totalmente não importante.
    Mas o blog é meu e eu quero falar sobre mim aqui, porque eu sou uma pessoa absurdamente egocêntrica e chata, e não tenho nada melhor pra fazer.

    1. Adoro meu cabelo cacheado.
    Alisei uma vez porque pegaram no meu pé pra isso. De modo que eu pensei, é, porque não? Afinal, a quantidade de pessoas que alisam seus cabelos é tão assustadora que não é possível que seja uma coisa tão ruim. Então alisei. Não foi uma coisa ruim. Era prático, e até bonito. Mas era muito... comum. Foi bom no começo porque todo mundo ficou: Oh, como tá diferente, tá lindo.
    Mas depois eu abusei. Deixei a raíz crescer e cortei. Resultado: fiquei com o cabelo minúsculo e enrolado outra vez. Foi quando eu percebi o quanto sentia saudade dos meus cachinhos. Agora, pareço um poodle.

    2. Fiz quase 3 anos de aula de piano.
    Juro.
    Eu era uma criança cult.
    Eu gostava muito, mas eu era muito nova também. Por muito nova, entenda: Muito irresponsável.
    O lugar onde eu fazia aulas cobrava um bocado da gente, e eu comecei a ficar meio surtada com isso. Ficava até tarde com estudando as partituras e cantando baixinho pra não fazer feio na prova prática diante da banca de professores. Imagine o que é isso pra uma menininha de 10, 11 anos? Era pressão psicológica pesada.
    Então, eu cheguei na minha mãe um belo dia, e disse a ela que não queria mais fazer aula de piano. Embora aquilo partisse meu coraçãozinho.
    Sei lá se eu devia ter desistido, ou retomado. Hoje não tenho mais tempo pra isso e tudo que me lembro são uma ou duas sequências que eu fazia pra descansar a mão. Mas eu parei de surtar de madrugada e ter pesadelos com um dos professores jogando as teclas do piano na minha cabeça.

    3. Tenho problemas com as variações do meu humor.
    Irrito as pessoas e sou desagradável com isso, mas é impossível mudar. Acordo feliz e viro monstro por causa de uma brisa que bateu no meu rosto de um jeito que eu não gostei. Uma conversa, uma música, uma balançada mais brusca no ônibus, tudo é motivo pra estragar o meu dia. Do mesmo jeito que um chocolate, uma piada, um livro, ou a cara de alguém pode me fazer rir como se não houvesse amanhã.
    É bom e é ruim.
    Quem convive simplesmente aprende a viver com isso.
    Mas eu forço o bom humor, na maior parte do tempo. Porque devido a agressividade que eu mantenho reprimida em mim, eu seria capaz de arrancar com uma pinça os cabelos de alguém que me desagradasse num dia ruim.

    4. Sempre quis fazer judô.
    Minha mãe nunca deixou. Dentre as muitas desculpas que ela me dava, acho que ela tinha medo de que eu saísse agredindo todos os meus coleguinhas por pura diversão, devido à, como já citei, toda agressividade que existe em mim, e que ela, como boa mãe, sempre conheceu muito bem.
    Mulher sábia, minha mãe. Muito sábia.

    5. Queria ser meteorologista quando crescesse.
    E cheguei a conclusão de que nunca vou crescer. Tenho um metro e meio e sempre terei, como um bom hobbit deve ser. [Nerd ON]
    Mas quando eu era criança, eu achava que bastava prestar atenção na direção que o vento estivesse soprando, olhar pro horizonte, dar aquela sacada na situação das nuvens e dar o veredicto: Vai chover.
    E pronto.
    Achava que eu seria uma meteorologista maravilhosa por ter percebido isso sozinha, tão jovem. "Pra quê as pessoas estudam? Que tontas. É tão óbvio."
    Como eu era inocente.

    6. Tenho fobia de agulhas.
    Desagradável.
    O sangue foge da cara e o coração acelera só de pensar que vou precisar tirar sangue ou tomar uma vacina.
    A última vez que tomei uma vacina, acho que tinha 10 anos de idade. Tirei sangue duas vezes, na minha vida todinha.
    Tive uma reação alérgica a um remédio uma vez, e minha garganta começou a fechar. A tia do hospital botou soro na minha veia e tascou uma injeção. Como eu mal conseguia respirar, avalie protestar, deixei. Resultado: minha vista escureceu, e eu comecei a me tremer toda. A enfermeira achou que era frio. Jogou duas colchas em cima de mim. Uma delas era... felpuda. Tenso.
    Mas não adiantou. Continuei tremendo loucamente. A tia teve que colocar algum remedinho misturado no soro, de modo que não só eu parei de tremer como fiquei o resto da noite na lombra. Foi delicioso. Devia ter pensado em pedir um pouco daquilo aquela moça. Brincadeira.

    7. Gosto de empilhar livros.
    Bob diz que eu tenho problemas, e que teria medo de morar comigo e um dia acordar no meio da noite e me ver tirando os livros da prateleira, separando em categorias incompreensíveis, juntando, separando, empilhando e guardando tudo de novo.
    Mas não há motivo para pânico.
    Mais ou menos a cada 15 dias, ou uma vez no mês, eu adoro tirar todos os meus livros da prateleira [não que sejam muitos, mas mesmo assim], separar por autor, ou série, ou cor, ou tamanho, olhar todos eles com um olhar maravilhado, chorar de emoção, dar amor, carinho e afeto, e depois colocar de volta no lugar. Não que eu seja louca. Não sou, eu acho. Mas só faço isso porque eles ficam numa prateleira do meu guarda-roupa e eu tenho medo que pegue mofo ou algo do tipo neles, de modo que eu tiro pra arejar um pouco. E porque eu gosto de empilhar.
    Ok, talvez eu seja louca.

    8. Queria ter um porquinho da índia.
    Mas minha mãe acha que eu sou louca por querer ter um porco em casa.
    Eu disse a ela que um porquinho da índia é um roedor e não um porco propriamente dito.
    Ela continua achando que sou louca.
    Que culpa eu tenho? Acho os porquinhos da índia os animaizinhos mais lindos do mundo. E corro o risco de parecer uma surtada falando isso. Mas é mais forte do que eu.
    Quer me fazer feliz? Me dê um porquinho da índia.
    E arrume um jeito de impedir que minha mãe o expulse de casa. Nós dois, aliás. Eu e o porquinho.

    9. Tenho uma queda por gente inteligente.
    Isso não quer dizer que eu me apaixone por qualquer cara metido a nerd.
    Significa que eu gosto de ouvir gente inteligente falando. Ou ler o que escrevem. Mesmo que eu me sinta um animal irracional, ou um porquinho da índia de roupinha quando isso acontece. Mas pessoas inteligentes me tranquilizam. Me dão a sensação de que existe solução para a vida, o universo e tudo mais.
    Uma vez eu sentei atrás de dois caras no ônibus. Não lembro exatamente sobre o que eles estavam falando. Só sei que elogiavam uma terceira pessoa, que tinha escrito algo sobre algum assunto que eles gostavam. E falaram tão bem do tal texto da tal pessoa que eu virei fã dela sem nem ao menos ter visto. Desenvolvi uma paixão pela criatura. E olhe que nem lembro o nome.
    Ainda bem, porque provavelmente eu colocaria o nome no google para achar a tal pessoa e ia perseguir loucamente por aí gritando, EU SOU SUA FÃ, até ser presa por isso.
    Brincadeira. JURO.

    E com essa lista corro o risco de ser encarada como uma maluca problemática e assustadora e perder todos os poucos leitores do meu blog.
    Mas a vida é assim mesmo.
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  2. 3 comentários:

    1. AlexGoblin disse...

      Maluca problemática, talvez. Assustadora, não. XD

      Sabe que quem aprende uma arte marcial com um bom sensei consegue controlar melhor o stress (ou "estresse" o.o).

    2. gabiirodrigues disse...

      Comentário grande:
      1. "Alisei uma vez porque pegaram no meu pé pra isso."
      E eu lembro de dizer pra vc n alisar... -_- #fãdecachinhos
      2. Nunca soube disso... acho indigno.
      4. Meu irmão fazia judô [ou karatê, sei lá] e tentava me matar. Não aconselho. Se bem que... no seu caso... é... faça.
      7. Amém por eu n estar sozinha nesse mundo. Chequei no Hiper uma vez e n fiz mais nada além de empilhar livros q tavam terrivelmente bagunçados numa mesona. Sou louca não, né? né?
      9. Não sei se ele vai se encaixar no seu perfil de "gente inteligente", mas adoro Grunge, O Peixe.

      tá, parei.

    3. Tuíla disse...

      Considerarei o 'maluca problemática' como elogio, uma vez que não assusto.

      E se Gabi pode empilhar livros no Hiper, eu também posso fazer isso em casa :D