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  1. domingo, 4 de julho de 2010




    Ultimamente eu não tenho tempo.
    E quando tenho, me falta o raio da inspiração.
    Eu sei que, considerando a qualidade das besteiras que eu escrevo aqui, não parece que eu preciso de algum tipo de inspiração. Mas sim, eu preciso.

    Acho que já tem umas 3 semanas que eu abro o blog, escrevo uns 3 começos diferentes e apago todos. Isso é irritante. Essas fases.
    Eu já tive fase de chegar todo dia aqui e escrever sobre as coisas absurdas e bizarras que eu via na rua. Não quer dizer que o mundo tenha finalmente se regenerado e as pessoas, para a minha tristeza, tenham desistido de fazer coisas ridículas no meio da rua. De jeito nenhum. As pessoas que cruzam meu caminho continuam tão toscas quanto sempre foram. E eu continuo andando na rua com a nuvenzinha chuvosa na minha cabeça como nos desenhos animados...

    Sério.
    Um dia desses, fui fazer umas estrevistas pra um trabalho da universidade. Pra ser específica, foi na segunda feira, no dia do jogo do Brasil x Chile, que eu botei 3x1 no bolão e foi 3x0 e eu perdi de ganhar os 3 reais. Bom, o negócio é que o jogo era de 15:30h, certo?
    E adivinha onde eu estava às 15h?
    Esperando o rapaz. Pra fazer a entrevista. PACIENTEMENTE esperando o rapaz. Em tempo de atacar e matar com minhas unhas a próxima pessoa que viesse até mim com cara de bunda dizer: Er, ele já vem.

    Enfim, o cara apareceu lá pras 15h e pouca e fizemos a entrevista. Ao menos ele foi super simpático e me ajudou com a merda do trabalho. Terminei a entrevista, ele me acompanhou até a porta, agradeci com um sorrisinho simpático e quando senti que ele não tava mais me olhando, corri como um competidor dos 100m rasos nas Olimpíadas, mas o meu objetivo era a parada de ônibus.

    Deixa eu descrever minha sorte: Faltavam 15min pra começar o jogo, e os dois ônibus demoram pelo menos 45min pra chegar na minha casa. E eu tinha apostado 25 centavos no bolão! E tava chovendo. E eu não tinha guarda chuva.
    Quando o raio do ônibus chegou, a cena era deprimente. Apenas os retardatários. Uma tia sacou o celular com TV e ficou assistindo a execução do hino nacional com lágrimas nos olhos. Duas meninas totalmente verde-e-amarelas conversavam aos guinchos bem na minha frente, me impedindo completamente de ouvir qualquer coisa do celular-TV da tia. Eu já sou uma réplica mais jovem um pouco da velha surda da Praça é Nossa, e mais com aquelas gralhas falando como se uma fosse o cobrador e a outra o motorista, e não como se estivessem uma ao lado da outra, é desnecessário dizer que não ouvi nada.

    Quando desci do ônibus na minha rua, já tinham se passado 25min de jogo. Ainda dei uma paradinha no bar pra ver o placar. 0x0. Não sei se senti alívio por não ter perdido nenhum lance muito bacana, ou agonia por o Brasil não ter feito um gol ainda. Enfim, fui pra casa no passo dos tios que fazem caminhada na praia.
    Não sei quem já saiu na rua enquanto o jogo tá rolando, mas você tem a sensação de ser o Will Smith em Eu Sou a Lenda. Não tem uma alma vivente nas ruas, exceto um ou outro cachorro. E por causa daquele chove-não-molha, nem os cachorros eram estúpidos o suficiente pra ficar no meio da rua. Traduzindo: Só tinha eu ali.

    Cheguei em casa, toquei a campainha, entrei em casa, sentei, e saiu um gol.
    Pouco depois, outro.
    Foi o suficiente pra acender minhas esperanças de que eu não seria tão azarada assim.

    Bom, um detalhe esqueci de contar:
    Eu tava louca pra comer gelatina. Louca de verdade. Eu tinha deixado de lado essa vontade desesperada porque eu queria mais ver o jogo. Mas assim que deu o intervalo, eu catei uns trocos e corri até a padaria pra comprar a gelatina. Quando cheguei lá, fechada. Me senti ainda mais a última pessoa do universo. Que idéia imbecil de fecharem a padaria!
    Corri no posto. Bom, ali tinha uma loja de conveniência que vende baralhos. E cortadores de unha. Né possível que não tivesse uma gelatina.

    Bom, se tinha não dava pra saber. Porque, percebi quando cheguei lá, aquele era o único estabelecimento comercial aberto nas redondezas. Logo, todas as criaturas desesperadas por algum tipo de guloseima pra comer durante o jogo, tinham passado por ali. Logo que cheguei, iam saindo dois moleques com umas sacolas que deviam ter uns 5 sacos de batatas Ruffles em cada. Resultado: rodei toda a loja. Não tinha gelatina, Doritos, chocolate, e muito menos biscoito de qualidade alguma. Nem um raio de um Treloso pra adoçar a boca.



    Voltei pra casa deprimida, sem gelatina e ainda perdi 10min do segundo tempo, com a nuvenzinha de chuva na minha cabeça outra vez.

    E perdemos a Copa.
    OBRIGADA ¬¬
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  2. 2 comentários:

    1. Thereza disse...

      Olá! Estou com uma dúvida sobre sua pessoa, seu apelido é Lila? Se não, você possui algum apelido parecido com esse?
      Um abraço!

    2. Tuíla disse...

      É, dentre os muitos apelidos que me arrumaram, me chamam de lila sim..
      Uau, como vc sabe?

      abraço :D