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  1. quinta-feira, 15 de julho de 2010

    Um idiota ligou pra cá.
    Eu atendo; o silêncio reina.
    Achei que fosse um dos amigos da minha irmã, meio tapados, que passam uns trotes fracos e sem graça. No meu tempo, os trotes eram mais divertidos. Uma vez a gente inclusive descobriu o número de uma central pra se filiar ao PT, algo assim. E passávamos o intervalo inteiro por umas duas semanas fazendo isso. Até cansar. Tinha um orelhão dentro do colégio, vizinho a portaria, e o porteiro via, mas acho que ele gostava do PSDB, por isso nunca incomodou nossa brincadeira.

    Enfim, eu até me divirto com trotes.
    As crianças atualmente não são muito criativas.

    Sei que, depois que o idiota ligou e ficou em silêncio umas 3 ou 4 vezes [não que eu desligasse. Eu deixei. Quem paga a ligação é ele mesmo], resolveu falar.

    Idiota: Isabela?
    Eu: Não
    Idiota: Ela está?

    Quase digo: Desculpa, uns imbecis jogaram da janela faz um tempinho já...
    Mas não gosto de humor negro.

    Eu: Não
    Idiota: Ahn, e a dona Tereza?
    Eu: Não
    Idiota: Mas ela está?
    Eu: Não
    Idiota: Mas é da casa dela?
    Eu: Não
    Idiota: Ahn... Tá, desculpa.


    E acabou que o problema é comigo.
    Eu que sempre penso o pior das pessoas. Acho que nem era trote. Só engano.
    Ah, e o cidadão não era lá muito esperto.

    O que foi muito chato, devo dizer.
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