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  1. segunda-feira, 10 de maio de 2010

    Não dormi de ontem pra hoje.
    Praticamente. Só cochilei.
    Acordei de 5 e meia da manhã. E eu perdi meu óculos escuro. Saí de casa com cara de animal irracional que levou uma surra e foi colocado no mundo. Cena tosca de se ver. Mas, como o dever gritava o meu nome como se o mundo fosse se desmanchar em chamas se eu não fosse para a aula, fui.

    Perda de tempo, é a expressão mais exata. Considerando que eu deveria assistir exatamente 7h de aulas hoje o dia inteiro, e assisti 2h e meia, no máximo, pode-se ver que não foi um dia lá muito proveitoso. Não que eu estivesse louca e me corroendo por dentro para assistir tantas horas de aulas, mas quando se sai de casa com cara de panda pra universidade, você espera no mínimo que os professores sofram tanto quanto você e falem as duas horas de aula que eles são pagos com os impostos dos inocentes pra falar. Mas não. Enfim.

    Sei que depois de torrar my precious dinheirinho comendo fora de casa pra assistir a aula que seria à tarde e a professora não dar aula, fui pra casa. Vencida. O destino provava ser mais forte que minha determinação de ser uma boa aluna e futura profissional competente.
    - Dane-se - ele dizia - Não me importo com o quanto você sofreu pra sair de casa hoje, levada pela certeza de que faria bem para a sua formação ouvir o que os professores, que já têm a vida ganha, dizer a você. Quem manda nessa merda sou eu, se eu quero seu dia perdido, ele será.
    *Diálogo hipotético que se desenrolava na minha mente enquanto eu fazia a viagem de volta para casa.

    Sabe o que?
    Talvez eu devesse ter ficado na universidade, catado uns jornais e dormido por lá mesmo, embora provavelmente fosse ser devorada pelo velho que paquerou Lôrena chamando-a de Marisa Monte. Mas ao menos teria poupado paciência.

    Cheguei em casa, linda e absoluta, desejando a privacidade da minha casa, vestir umas roupas bem velhas, me largar no sofá e dormir. Ou ver meu filme.
    Doce ilusão.

    Quando cheguei no meu andar, tentei virar a maçaneta. Trancada. Toquei a campainha. Uma vez. Duas vezes. Nada. "Estranho" pensei, "aonde as pessoas da minha casa foram?". Mexi na bolsa em busca da chave. Caixa de óculos, carteira. Pen drive. Estojo. Cadê a chave? A essa altura do campeonato, eu já tava dolorida, cansada, descabelada e deprimida. Larguei caderno, pasta e bolsa no chão, tirei as havaianas e sentei no corredor. Juro que por um minuto cogitei deitar ali mesmo e dormir serena e feliz. Revirei a bolsa. Espalhei tudo pelo corredor. Nada de chave. Coloquei as mãos no rosto e respirei fundo. Deixei caderno, pasta e garrafa de água na porta de casa. Dane-se quem levasse. Não tava dando a mínima.

    Catei a bolsa e desci.
    Ah, não contei? Meu celular sem tela tinha descarregado. Uma vez que a tela tá toda ferrada devido à bunda grande, gorda e branca da minha irmã ter esmagado ela, nunca sei quando o troço tá com a bateria fraca ou não, de modo que é comum meu próprio celular me deixar na mão quase toda semana.
    Pedi ao gentil porteiro o celular dele emprestado. Liguei pra minha mãe. No dentista. Great. Meu pai? Nas redondezas, mas ocupado. Prometeu passar em casa com uma chave assim que pudesse. Eram 15h.

    A cena era deprimente. Me sentei na beira da piscina como uma menininha sem teto, larguei os pés na água e fiquei, admirando as formas que os azulejos do fundo tomavam quando eu mexia minhas pernas. Triste.

    UMA HORA depois, minha mãe surge.
    UMA HORA INTEIRA DE TÉDIO E DEPRESSÃO.

    Subi, catei meus lixos que tinham sido deixados na porta e permaneciam intactos [quem ia querer aquilo?] e entrei.

    Aqui estou eu.
    E ainda não consegui assistir o resto dO Senhor dos Anéis que eu aluguei ontem porque o meu DVD tem algum tipo de trato com uma criatura das trevas pra me torturar psicologicamente em forma de paradinhas nas melhores partes do filme. Não entendo que agonia é essa que o aparelho tem com dvds originais, e a familiaridade dele com piratas. Alma de pobre, por que eu tento me livrar disso?
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