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  1. quinta-feira, 27 de maio de 2010

    A ideia foi de Gabi e por algum motivo, eu dei ouvidos.
    Começou com uma brincadeira, algo tipo, vamos fazer um desafio. Como eu não acho que nasci com a capacidade de recusar esse tipo de coisa [mesmo que eu perca, como foi da vez que a gente apostou não tomar refrigerante e eu tomei e tive que comer quatro bolachas cream cracker em 1min], aceitei.

    Passar uma semana sem comer carne.
    Nem frango.
    Nem peixe.
    Nem qualquer outra coisa que vá nessa linha de raciocínio, tipo, que seja pedaço de animal morto e tal.

    Só queria dizer que quando cheguei ontem em casa, morta de fome, cansada e dolorida, o que tinha pra jantar?
    Calabresas fritas.
    Meus olhos se encheram de lágrimas. Sério.
    E agora, eis que me contorço em pânico, dor e desespero antes das refeições. Depois não. Depois que passa a fome é até melhor. Você se sente mais, sei lá, sossegada? Acho que sim, dá aquela sensação de, OK, agora sou uma pessoa mais saudável, eu comi verduras.

    Por verduras, entenda: MATO.
    Eu nunca fui fã master de verduras. Comia, claro. No hamburguer, por exemplo. Ali tinham verduras. Eu só tiro a cebola. Detesto cebola. Mas comia verdura sim.
    Acontece que agora meu almoço se resume a arroz, feijão e salada. Plantas em grande quantidade no meu prato. Plantas que eu nem sabia o nome, muito menos o gosto. Ontem mesmo, na UFPB, coloquei saladas de todas as qualidades e tasquei molhos diversos em cima. O resultado final foi até bom!

    O tenso de tudo isso é antes. Quando você tá morta de fome, e só consegue mentalizar frango, lasanha, strogonoff, e todas essas coisas. E vai se aproximando o meio dia e cada vez mais você se contorce em pânico, dor e desespero. E pensa, CARA, eu queria um churrasco. E pensa que nao pode. E isso é desagradável.
    Mas daí você, come algumas folhas, a fome passa e fica tudo bem.

    Simples.

    Bom, acabou que a gente ainda inventou outros desafios gastronômicos desesperadores tipo esses, e o único nome aceitável pra toda essa tortura foi: Dieta do Pânico.
    E é até divertido, quando a coisa é feita em conjunto e tem alguém pra rir do seu horror e pensar com você como substituir o que você costuma comer e achar lanches aprováveis e tal. Sozinha, é um saco.

    Se eu sobreviver, conto como foi.
    Mas é melhor toda essa porcaria dar algum resultado, senão eu te mato Gabi.

    :*
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  2. domingo, 23 de maio de 2010


    1. Fala coisas como 'no meu tempo não era assim'...

    2. Pergunta a sua irmã se ela lembra de coisas como sua mãe dizendo que pomada Minâncora era bom pra espinha e ela diz: Não.

    3. Procura bombons e chicletes específicos e não acha mais em canto nenhum.

    4. Entra em lojas e ninguém pergunta mais se você é maior de idade, já vão te oferecendo cartão.

    5. Usa gírias e sua irmã mais nova olha pra você e pergunta o que quer dizer aquilo.

    6. Sua irmã diz que deve ser triste ser velha e não poder usar esmaltes coloridos, porque vai parecer uma perua. E você responde: Pois é. E ela, pra não te magoar, apenas te olha com uma cara de: "Mas... era contigo..."

    7. Um pirralho hiperativo quer passar entre você e uma parede e, como é educado, diz: "Licença, tia."

    8. Você se lembra como era a vida sem internet e sua irmã não.

    9. Você conhece brincadeiras das quais ela nem ouviu falar.

    10. Você vê as coisas que são modinha e não entende o por quê das pessoas gostarem daquilo. E pior: Não entende a explicação da sua irmã para o fato.
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  3. quinta-feira, 20 de maio de 2010

    Esse ano eu aprendi que as pessoas têm o direito de ser como elas quiserem.

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    Hoje de manhã, entrei inocentemente no quarto da minha irmã pra varrê-lo [Isaura Mode On] e dei de cara com uma das poucas Barbies dela que nós duas não detonamos de tanto brincar. Ela ainda tinha a roupa original, bem velha, mas inteira, e os cabelos todos [as outras nós fizemos cortes super modernos :x] e estava consideravelmente limpa.

    Apesar de ter brincado de Barbie bastante depois que minha irmã nasceu, eu nunca fui com a cara daquela boneca. Juro. Desde sempre elas me davam umas agonias. Tinham aquela cintura desproporcionalmente fina, uns peitos estranhos, uma ausência de bunda e umas pernas finas. Aquelas roupas que eu nunca vi ninguém usar na rua e um cabelo aparentemente perfeito até você tocar nele ou molhar [acho que isso acontece com o cabelo de muita gente hoje em dia, mas, enfim.].
    Mas o que mais me dava um desespero naqueles seres alienígenas era o rosto. O sorriso estranho e falso demais até pra uma boneca me dava a sensação de que aquilo poderia ter sido inspirado em qualquer coisa, menos numa pessoa.
    No meu tempo, toda menina queria ser igual a Barbie. Eu não. Primeiro por causa do nome. Que raio de nome é Barbie? Na minha cabeça nunca entrou que uma pessoa pudesse se chamar Barbie. Muito menos que pudesse ter um corpo/cabelo/rosto que parecia ter sido enfiado num molde para sair do jeito que as pessoas pudessem considerar perfeito. Porque, meu Deus, o rosto da Barbie é congelado num sorriso e não mostra uma marca mínima que seja? Um covinha ou coisa assim? E porque aquela criatura loira e maléfica não tinha NENHUM sinal? Todo mundo que eu já vi na minha vida tem um sinal em algum lugar. Aquela tentativa falsa de imitação de ser humano não tinha.

    Eu sempre preferi as 'Bonecas de Feira'. Umas imitações [ou não] da Barbie, sendo que baratas e, aparentemente, de baixa qualidade. Pra mim isso não interessava. Eu preferia essas. Não só porque minha mãe não ameçava me esganar quando um braço da boneca soltava, ou quando eu cortava os cabelos, ou derrubava ela no chão porque ela era algum tipo de super-heroína que perdeu os poderes em pleno vôo. Isso também me animava... Mas tinha algo mais.

    Uma vez eu ganhei uma boneca de feira bem diferente da Barbie. Não lembro quem me deu. Mas eu lembro da bonecca. Ela ainda deve existir aqui em casa. Ela não era altona. Parecia uma menina de 11 ou 12 anos. Tinha os braços e pernas articuladas, o que me encantou porque era bem melhor pra a imitação de Max Steel que eu sempre tentei fazer com minhas Barbies e nunca consegui porque elas não dobravam os joelhos. Eu grudei um palito de dente em uma das mãos dela e botei uma cordinha pra prender/soltar o palito quando eu quisesse na outra. Enchi meu quarto de cordão e pendurava a boneca ali. E ela ia descendo a cordinha magicamente.
    Enfim.
    Eu amava aquela boneca porque pra mim ela parecia muito mais com uma pessoa do que nenhuma Barbie ou Susy poderia parecer. Ela tinha um sorriso simples, daqueles bem normais, bem diferente daqueles sorriso-de-consulta-no-dentista que a Barbie tem. Não era aquela cara falsa de "Oi, eu quero agradar". A minha boneca não me lembrava em nada aquela coisa fabricada num molde pra vender. Ninguém tinha uma daquela, pelos menos não que eu conhecesse. Ela já chegou nas minhas mãos com aparência de velha e acabada, mas de quem aguentaria o tranco necessário pra me distrair. Meu primo deu apelidos bizarros, porque ela era realmente muito feia. Tinha exatamente o corpo que eu tinha quando estava com 12 anos: uma coisinha magrela e esquálida. Mas era única.

    Hoje em dia as tais articulações estão folgadas, o que faz as pernas dela dobrarem nos joelhos pra frente, formando um ângulo assustador e anti natural do tipo que se vê em acidente de filme de terror. Por causa disso ela não fica mais em pé [nunca ficou, pelo que eu me lembro]. O macacão amarelo que ela usa tá sujo de oléo de alguma brincadeira minha da garagem da casa onde eu morava. Ela não tem mais cabelos. Caíram todos, provavelmente porque nós duas tivemos uma ou outra aventura submarina. As mãos estão manchadas de tanta fita adesiva que eu grudei pra montar a parada-do-palito-de-dente. Ela tá literalmente só o bagaço.
    Mas ela tem mais história que todas as outras. Ela servia pra brincar de verdade porque diferente de todas as outras, ela se mexia. Ela não usava uma saia ou um vestido curto como as outras, e por isso ela podia se subir e descer e fazer o que quisesse. Ela não era bonita mas eu nunca me importei. As outras eram todas iguais. Ela era diferente. E eu preferia brincar com ela.

    Um dia eu achei a minha boneca feia. Porque ela tava careca. Tentei colocar coisas na cabeça dela, pra parecer um chapéu e esconder o que deixava ela mais obviamente diferente das outras. Mas o chapéu ficava caindo. Eu também troquei as roupas dela, porque eram velhas. Mas os vestidos [e saltos altos] que eu tinha não serviam porque não deixavam a boneca dar os golpes de Kung Fu necessários para a minha brincadeira. Aí eu desisti e deixei a boneca como ela era de verdade. E brinquei.

    De uns tempos pra cá eu fiz isso comigo mesma. Eu sempre me senti diferente, estranha talvez, mas sempre me achei mais feliz que a maioria das meninas que eu conheço. Porque eram todas clones umas das outras, que eram clones de mulheres que elas viam em revistas e queriam ser iguais. Iguais. Sempre iguais. Aquelas mulheres pra mim não eram de verdade. Elas nunca lutaram ou foram humilhadas, ou tratadas mal e xingadas. Elas nunca passaram pelas coisas que mulheres de verdade passam. São bonecas, feitas pra serem deixadas em vitrines, e não são preperadas pra a vida. São como as minhas Barbies eram nas brincadeiras que eu costumava fazer com a minha Boneca. Elas não servem.
    Por um minuto eu quis ser uma das que não serve. Não sei porquê. TPM provavelmente. Mas o que importa é que isso me fez ver. Que mesmo com todos os meus defeitos, eu amo ser eu. E não me importa que os outros achem que eu raramente consigo me parecer com uma menina normal. Eu não quero me parecer com ninguém. Eu quero viver e pra isso, eu sou perfeita.

    Descobri que eu soube a hora certa pras coisas? Eu não usava salto alto com 12 anos, pelamordeDeus. Nem gosto de usar até hoje, mas uso quando precisa. Detestava meter maquiagem na cara e ficar parecendo uma palhaça quando era mais nova [a menos que a brincadeira fosse mesmo de brincar de palhaça]. Hoje em dia, uso quando precisa. Mas prefiro minha cara limpa.
    Nada contra quem usa. Só acho que existe hora pra tudo.

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    Escrevi esse texto faz um tempão já. Mas, faz parte do contexto.
    Taiane me lembrou que ele existia.
    Parabéns, pequeno pônei. Ganhou mais uns dias de existência na terra.
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  4. domingo, 16 de maio de 2010



    Muito triste esse video.
    Vi pela primeira vez faz muito tempo, mas achei extremamente triste. Mas lindo ainda assim.
    Fofinho, vá, admita.

    O bixinho tosco, com mini asinhas deprimentes é uma avezinha chamada Kiwi.
    Eu acho legal essa historinha. O kiwi é um trocinho pequeno, esquálido, de formato bizarro, com asinhas patéticas e pernas gigantescamente desproporcionais. Ele queria voar. Mas, como dá pra deduzir pelas asinhas tão minúsculas que mal aparecem no video, ele não pode.
    Então, como ele não pode, ele dá um jeito. Mesmo que isso tenha um preço caro.
    Tudo por uma vontade. Aliás, mais que uma simples vontade. Um sonho. Um ideal de vida. Uma determinação tão... surreal.

    Mas sabe o quê? Eu queria ter essa determinação. E coloquei essa determinação [quase utópica] como padrão pra mim. Mesmo que seja alto demais. Até meio absurdo. Eu acho que é essa a ideia do padrão. Você escolhe uma coisa bem estrambólica, bem inalcançável, porque só assim você se esforça feito doida, e consegue ir muito mais longe do que iria com uns padrõezinhos fuleras.

    Ou não. Talvez seja só eu e minhas ideias exageradas.
    Mas comigo, as vezes funciona.

    Bom domingo tedioso, viu Karol?
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  5. quinta-feira, 13 de maio de 2010

    Escrevi ontem, num momento súbito de inspiração.
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    Algumas coisas acontecem com a gente simplesmente pra marcar aquele dia. Coisas bobas mesmo, mas que por algum motivo batem nos sentidos e são guardados. As vezes, por um dia, um ano ou uma vida. Para Laio, a tarde cansada de segunda-feira ficou gravada por tanto tempo que os detalhes foram se perdendo. A essência daquilo tudo ficou.

    Estava voltando para casa e fazendo um favor no caminho: deixar dois pacotes do chefe em duas ruas muito próximas, segundo ele. Como se sabe, as pessoas mentem muito. Laio achou a primeira, desceu da moto, fez a entrega e parou. A outra rua não era próxima o suficiente para ele achar sozinho.



    A rua estava vazia, a não ser pela garota sentada no meio fio, agarrada num livro. Provavelmente, morava naquela rua. Ninguém se apossa do meio fio com tanta autoridade, a menos que viva nas redondezas. Laio se aproximou para pedir informação e tocou o ombro dela. Depois de tudo, pensei por quê tinha feito aquilo. Cansaço, talvez. Mas o fato é que talvez o toque descuidado e indefinido tenha causado tudo. A garota se levantou e se virou. O sorriso que ela deu durou uma fração de segundo e se desfez, num suspiro, soprando desapontamento.

    Informação obtida, Laio voltou para sua moto, fez a entrega e foi para casa. Mais tarde, naquela mesma noite, pensou naquele sorriso-relâmpago; súbito, claro e transparente. Surgia nos olhos e escapava pela boca. Iluminou tudo ao redor dela, fazendo Laio pensar que aquele seria o melhor lugar para se estar. Aquela luz se apagou tão rápido que o deixou atordoado. A menina, sem graça, escondeu seu brilho. Laio tinha se sentido intruso, aproveitando de um sorriso que não era para ele.

    Talvez, para outros, ela não tivesse um rosto estonteante, ou um corpo abismante. Para Laio, ela era um sorriso. E seria maravilhoso ser a pessoa a quem aquele sorriso era originalmente endereçado. Algumas pessoas só não sabem admirar o que têm, pensou.

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    Pessoas que visitam meu blog, Oi. Hoje teve um surto de pessoas por aqui.
    Obrigada pela visita.

    P.S.: Digitar de esmalte é uma merda, fato.
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  6. segunda-feira, 10 de maio de 2010

    Não dormi de ontem pra hoje.
    Praticamente. Só cochilei.
    Acordei de 5 e meia da manhã. E eu perdi meu óculos escuro. Saí de casa com cara de animal irracional que levou uma surra e foi colocado no mundo. Cena tosca de se ver. Mas, como o dever gritava o meu nome como se o mundo fosse se desmanchar em chamas se eu não fosse para a aula, fui.

    Perda de tempo, é a expressão mais exata. Considerando que eu deveria assistir exatamente 7h de aulas hoje o dia inteiro, e assisti 2h e meia, no máximo, pode-se ver que não foi um dia lá muito proveitoso. Não que eu estivesse louca e me corroendo por dentro para assistir tantas horas de aulas, mas quando se sai de casa com cara de panda pra universidade, você espera no mínimo que os professores sofram tanto quanto você e falem as duas horas de aula que eles são pagos com os impostos dos inocentes pra falar. Mas não. Enfim.

    Sei que depois de torrar my precious dinheirinho comendo fora de casa pra assistir a aula que seria à tarde e a professora não dar aula, fui pra casa. Vencida. O destino provava ser mais forte que minha determinação de ser uma boa aluna e futura profissional competente.
    - Dane-se - ele dizia - Não me importo com o quanto você sofreu pra sair de casa hoje, levada pela certeza de que faria bem para a sua formação ouvir o que os professores, que já têm a vida ganha, dizer a você. Quem manda nessa merda sou eu, se eu quero seu dia perdido, ele será.
    *Diálogo hipotético que se desenrolava na minha mente enquanto eu fazia a viagem de volta para casa.

    Sabe o que?
    Talvez eu devesse ter ficado na universidade, catado uns jornais e dormido por lá mesmo, embora provavelmente fosse ser devorada pelo velho que paquerou Lôrena chamando-a de Marisa Monte. Mas ao menos teria poupado paciência.

    Cheguei em casa, linda e absoluta, desejando a privacidade da minha casa, vestir umas roupas bem velhas, me largar no sofá e dormir. Ou ver meu filme.
    Doce ilusão.

    Quando cheguei no meu andar, tentei virar a maçaneta. Trancada. Toquei a campainha. Uma vez. Duas vezes. Nada. "Estranho" pensei, "aonde as pessoas da minha casa foram?". Mexi na bolsa em busca da chave. Caixa de óculos, carteira. Pen drive. Estojo. Cadê a chave? A essa altura do campeonato, eu já tava dolorida, cansada, descabelada e deprimida. Larguei caderno, pasta e bolsa no chão, tirei as havaianas e sentei no corredor. Juro que por um minuto cogitei deitar ali mesmo e dormir serena e feliz. Revirei a bolsa. Espalhei tudo pelo corredor. Nada de chave. Coloquei as mãos no rosto e respirei fundo. Deixei caderno, pasta e garrafa de água na porta de casa. Dane-se quem levasse. Não tava dando a mínima.

    Catei a bolsa e desci.
    Ah, não contei? Meu celular sem tela tinha descarregado. Uma vez que a tela tá toda ferrada devido à bunda grande, gorda e branca da minha irmã ter esmagado ela, nunca sei quando o troço tá com a bateria fraca ou não, de modo que é comum meu próprio celular me deixar na mão quase toda semana.
    Pedi ao gentil porteiro o celular dele emprestado. Liguei pra minha mãe. No dentista. Great. Meu pai? Nas redondezas, mas ocupado. Prometeu passar em casa com uma chave assim que pudesse. Eram 15h.

    A cena era deprimente. Me sentei na beira da piscina como uma menininha sem teto, larguei os pés na água e fiquei, admirando as formas que os azulejos do fundo tomavam quando eu mexia minhas pernas. Triste.

    UMA HORA depois, minha mãe surge.
    UMA HORA INTEIRA DE TÉDIO E DEPRESSÃO.

    Subi, catei meus lixos que tinham sido deixados na porta e permaneciam intactos [quem ia querer aquilo?] e entrei.

    Aqui estou eu.
    E ainda não consegui assistir o resto dO Senhor dos Anéis que eu aluguei ontem porque o meu DVD tem algum tipo de trato com uma criatura das trevas pra me torturar psicologicamente em forma de paradinhas nas melhores partes do filme. Não entendo que agonia é essa que o aparelho tem com dvds originais, e a familiaridade dele com piratas. Alma de pobre, por que eu tento me livrar disso?
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  7. segunda-feira, 3 de maio de 2010

    Não leia. Não vale a pena.

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    Minha impressora quebrou. Surtou. Sei lá que merda deu nela. Sei que a luzinha tá piscando. Eu aperto o botão, ela faz uma zoada e não desliga. Continua lá, piscando psicodelicamente, a mesma luz verde. Isso é chato, uma vez que me desconcentro muito fácil. Tô aqui no pc, bem de boa, quando minha visão periférica me trai, distraindo minha atenção para aquela porcaria piscante.

    Queria um travesseiro, um pano, um tijolo, uma pessoa, pra botar na frente da luz, pra ver se ela para de roubar minha vista o tempo inteiro. A única coisa que eu tinha nas redondezas era um papel riscado. Mas ele caiu quando eu tentei apoiar na mesa, de modo que eu tive mais raiva. Não foi muito produtivo, devo dizer.

    Uma prova amanhã. E um trabalho pra entregar que ainda não está pronto. Ah, a arte de deixar tudo para depois, mesmo quando o depois deveria ser ocupado por sono. Só tou lezada assim porque tou doente [de novo], JURO. Aliás, não sei que sacanagem é essa que meu sistema imunológico anda fazendo comigo ultimamente. Faz nem um mês que eu tive crise de sinusite assassina/mortal/suína. Qual é? Ninguém me dá mais nem meia horinha de intervalo?

    Pode parecer maravilhoso não poder ir a aula, mas não é tão bom quando você suspeita ter seu limite de faltas estourado, ainda mais quando você fica espirrando tanto que tem a sensação de que seus olhos vão escorregar das órbitas e sair quicando pelo chão como bolinhas de gude. Acredite, a sensação é tão desagradável quanto a descrição. JURO que não tou exagerando.

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    Mas sempre tem quem me anime *-----------------*



    OBG ETERNO, @alanakweck
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