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  1. sexta-feira, 23 de abril de 2010



    Só eu acho graça nessas coisas?
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  2. segunda-feira, 12 de abril de 2010

    Queria declarar por meio desta de que estou com uma gripe terrível e provavelmente morrerei.
    Decido repartir meus bens [que são bem poucos] entre os meus amigos e familiares mais próximos.
    Sugiro que, após a retirada dos poucos objetos não infectados do meu quarto, isolem a área pois eu não posso garantir que não haja uma reação nuclear ali depois que eu me for. O equilibrio daquele lugar era muito delicado. Tinha uma mariposa particularmente irritante lá. Quem sabe depois que eu me for, ela fique entediada por não ter quem torrar o saco, então sabe lá do que ela é capaz.

    Acho que a única coisa de útil que tem lá dentro são meus livros. Como Bob é chato e tem um gosto inacreditavelmente difícil de agradar, eu deixo ele ficar com O símbolo perdido, já que é um dos poucos que ele pareceu gostar, e não viu milhares de defeitos e evitou reclamar de cada frase. Ah, e o do Maurício também. É meio infantil mas é bacana.
    Talita pode ficar com As crônicas de Nárnia, que ela tanto queria ler. Isso se Bob me devolver um dia, o que eu duvido muito. E Talita, preste atenção ao recado: Faça uma orelha/amassado naquele livro e eu volto do túmulo carregando comigo todas as almas com quem eu fizer amizade e NUNCA MAIS te deixo dormir. É sério. E se Bob nunca me devolver, tem um livro dele aqui em casa. Pegue-o e queime-o pra ele sentir a dor. Haha.
    Ah, tem um monte de livro da Meg Cabot que eu lia enlouquecidamente quando era mais nova. De vez em quando, no auge dos meus estresses, eu ainda lia. Eram bons, uma coisinha bem leve, pra distrair. A Monstrinha pode ficar com esses. Eu comecei a gostar de ler com gibis, e depois passei pra essas coisas. Quem sabe ela siga a mesma linha de raciocínio e absorva uma das poucas coisas que eu tinha de útil.
    Pelo que eu me lembro, ainda tem umas coisas de Dan Brown, e outros avulsos que eu não lembro agora os autores. Mas pode dividir pra quem quiser. Tem A Menina que Roubava livros, que eu meio que peguei da minha avó e nunca devolvi. Não me sinto culpada. Ela não gostou do livro mesmo. E eu gostei. Acho que foi uma solução conciliatória. O útil e o agradável juntinhos.
    Só não se atrevam a vender nada. E embora a pena pra quem estragar outro que não seja Nárnia seja mais leve, isso não quer dizer que eu não vá torturar o animalzinho. Torturo mesmo.

    Cara, esse remédio da garganta tem gosto e cor de xixi. Suspeito que querem acelerar minha morte.
    Voltando...

    Acho que não tenho mais nada de útil.
    Uns desenhos, minhas roupas velhas e sem graça, que Taiane talvez queira uma blusa ou outra. Papel com força. Leva tudo pra reciclagem, acho que eu salvo o planeta com aquilo ali. Só de xerox dos períodos passados tem tanto papel que dá pra manter um pequeno país abastecido por uns tempos.

    É. Acho que é isso.
    Quando eu morrer, doem os órgãos que ainda servirem. Mas acho que a grande maioria tá meio podre. E atirem meu nariz numa fogueira. Nunca vi um pedacinho de pele e cartilagem pra dar mais desgosto a uma pessoa que este.

    Fim.

    P. S.: Se alguém tocar em alguma das minhas agendas/cadernos pode ter certeza que eu converso com o Criador pra te mandar direto pro fogo do inferno. E olhe que eu sou best dele. Não se atreva.

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    UPDATE

    Esqueci dos meus livros do Senhor dos Anéis:
    Nem ligo pra nenhum de vocês, vou levar todos comigo e ai de quem chegar perto.
    É um aviso.
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  3. terça-feira, 6 de abril de 2010

    Só eu tenho mania de pegar coisas bestas e cotidianas e tentar transformar em textos profundos e filosóficos?


    Ontem eu vi um post no Eita Tédio onde tinha o Wally [aquele que some e você tem que procurar no desenho] e a Carmen SanDiego. Daí eu lembrei da Carmen.
    Quando meu pai trouxe o computador pra minha casa eu devia ter uns 6 ou 7 anos. E nele tinha essa joguinho. O da Carmen. Eu adorava apesar de parecer meio complexo na maior parte do tempo. E eu não era esperta suficiente pra usar site de busca. E nem conhecia o Google.

    Bom, ontem eu percebi detalhe que eu não me lembrava: Eu nunca deixei de ser recruta nesse jogo.
    E percebi por quê: Pra evoluir de cargo você precisa responder uma pergunta, usando o banco de dados [ou o Google, como eu fiz ontem]. Como antes eu não tinha nem uma coisa nem outra, eu simplesmente deixava de lado, abria outro jogo e fazia tudo de novo.

    Eu tinha também um CD com não-sei-quantos-milhões de joguinhos de Mega Drive. Quem lembra? Da Sega. Sonic, BomberMan, Alex Kid e um monte de outros. E eu me divertia horrores. Mas na época eu não sabia que clicando f5 você salvava o jogo e no f8 continuava de onde parou. Cara, eu tinha 8 anos no máximo, me dá um desconto.

    Daí um dia desses eu lembrei desses joguinhos. Baixei um emulador e botei o CD dos joguinhos. Foi uma alegria sem igual. E aqueles jogos que pareciam extremamente difíceis pra mim, agora eram possíveis de serem vencidos! Eu era a rainha dos joguinhos. E mais agora que sabia que bastava dar f5 e eu não ia precisar recomeçar. Podia continuar de onde tinha parado e ter uma chance de zerar algum deles.

    O engraçado é que antigamente eu não me importava com isso. Não tava nem aí se precisaria recomeçar o jogo. Eu não me importava em zerar. Eu queria jogar. Mesmo que eu já soubesse aquela primeira fase decorada. Quem liga? Era divertido jogar de novo.

    Mas as coisas mudam. Quer dizer, naquele tempo, quando eu tinha meus 10, ou 11 anos. Eu dividia o pc com minha irmãzinha mais nova [que adorava desenhar no Paint] e a gente marcava 15min pra cada e aquilo era suficiente. Depois, passamos a marcar 20, 30, 40 e assim foi. Hoje em dia, é "1 hora". Teoricamente.

    As coisas tem que evoluir uma hora. A primeira fase começar a cansar e fica mais interessante descobrir as próximas.
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