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  1. sexta-feira, 26 de março de 2010

    É interessante né?
    Quer dizer, pára pra olhar pra trás. Como eu era e como sou hoje. Nem parece a mesma pessoa.
    Desde que eu me lembro, tive fases. Eu era criança e não dava a mínima pro que diziam. Acho que foi a melhor época. Brincava de coisas sem sentido, e achava o máximo.

    Eu tenho uma lembrança que até hoje eu não entendo. Acho que já falei disso aqui, não sei. Eu nunca sei. Mas enfim.
    Era intervalo e no colégio que eu estudava tinha um terrenão gigante [ao menos pra mim, que na época, media menos de 1m e tinha 6 anos, no máximo] entre o bloco das salas e a quadra. E nesse terreno, tinham uns troncos de árvores cortados que tinham a minha altura. Uma vez, eu convenci todos os meus coleguinhas a rolar os troncos em direção ao outro lado do terreno. Logo, tinham crianças em pé nos troncos, rolando todos e eram super pesados. Até hoje tento lembrar qual era o objetivo daquilo. Mas me parecia importante porque eu animava todo mundo pra não desistir. O retrato da perseverança infantil.

    Não sei por que a gente tava fazendo aquilo. Mas foi muito legal.

    Depois as coisas começaram a mudar e eu não queria seguir o curso das coisas. Mas 'me forçaram'. E no meu tempo, menina tinha que gostar de rosa e ser o mais fresca e metida a gente grande que fosse humanamente possível. E eu só tinham 11 ou 12 anos. Mas era rosa que elas queriam? Entrei de cabeça.

    Eu tinha um fichário enorme da Hello Kitty. Rosa. Rosa-pink-choque-chiclete-ai-meu-olho. Na época, eu tava começando a usar computador. Assumi o comando do troço e botei papel de parede da Hello Kitty, achei cursor da Hello Kitty, tinha pastas lotadas de fotos da maldita gata sem boca. Tudo era rosa.

    Até que um belo dia, peguei abuso de tudo aquilo. Era muito chato. Deletei tudo quanto era merda que eu tinha de Hello Kitty, peguei horror da gata do capeta e não queria ver nem banhada em ouro. Dei o fichário pra minha irmã, que tinha uns 9 anos e quase chorou de emoção. Mas aposentou o troço mais rápido que eu. Eu tinha uns 14 anos. Foi quando eu comecei a ouvir rock.

    Quando eu lembro, chega a ser engraçado. Qualquer coisa com uma guitarra e uma bateria forte era considerado rock pra mim e minhas amigas. Hoje eu acho isso engraçado. Adorava usar All Star. Meu ápice de felicidade foi quando ganhei um que era preto com umas palavras escritas em prateado. Hoje em dia, o tênis não tem mais as letras e se tem, não dá pra ver. Ele ainda cabe em mim, uma vez que deixei de crescer aos 13 anos, praticamente. Só cresci 2cm de lá pra cá.

    Depois, comecei a gostar de ouvir MPB. Acho que porque tive uma época meio depressiva. Valeu a pena porque comecei a ouvir letra. E quando eu ouvia rock, eu ouvia a letra. E isso fez muita diferença em mim.

    Hoje, eu penso em mim.
    Em me sentir bem.
    Já tentei agradar todo mundo, e moldar meu comportamento pra me unir à turminha. Isso era complicado, e me consumia tempo e paciência. Paciência esta que não tenho hoje. Não uso mais All Star porque na maior parte do tempo tenho preguiça de procurar uma meia e amarrar os cadarços. Pego uma havaiana que é mais prático. Mas ainda gosto dos meus tênis :~

    Talvez isso mude um dia. Mas eu não vou me importar porque a mudança mais essencial em mim, já aconteceu.
    Aprendi que independente de quem eu seja, quem tem que gostar disso sou eu.

    Ah, e hoje eu sonhei com Johnny Depp!


    Ele tava exatamente assim no meu sonho. Cara, eu preciso mesmo assistir Alice.
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  2. 3 comentários:

    1. Rayza disse...

      Que chato, como é que tu sonha com Depp assim? Eu heim! Mil e uma possibilidades e tu sonha com ele bizarro desse jeito?^
      Ps: Se bem que tirando essa maquiagem, essa peruca, hmm.

    2. Tuíla disse...

      Depp é Depp, Ray. E eu achei válido para um primeiro encontro UAHSUAHS

    3. Essa tua coisa com o rosa ("ai-meu-olho" foi de se urinar kkkkkk) me fez lembrar do quanto meu guri tem uma natural fixação em tudo que é azul. É natural mesmo. Ninguém ensinou. Um dia abri uma embalagem de sabonete. Quando ele viu que tomara banho com aquele negócio rosa, chorou feito um cabrito órfão, portestando que ele era "um caba macho", acusou-me de tê-lo traído (não com este termo, claro) e me obrigou a doar o produto à mãe. Um belo dia, enquanto escolhia um carrinho Hotwheels ele me surpreendeu. "Qual a cor?", perguntei desanimado por já saber a resposta. Ele disse: "Esse aqui, esse preto...".
      A coisa piorou...