Rss Feed
  1. quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

    ...até agora.

    1.
    Entrei no ônibus. Uma senhora que tinha acabado de chegar na parada subiu junto. Prestei atenção nela porque ela tinha um olhar engraçado. Simpático até.
    Até aí tudo bem. A senhora esbanjava simpatia.
    Bom, a simpatia dela começou a transbordar diretamente para a pessoa sentada ao lado dela no ônibus. Quando reparei o entusiasmo da mulher na conversa, pensei que o tio ao lado dela era um velho conhecido. Ela falava alto, animada, gesticulando, contando uma história incompreensível [ao menos pra mim e minha dificuldade de concentração] que parecia ter sido incrível e grandiosa.
    Enfim, seja lá do que aquela mulher estivesse falando, era grande.
    Sei que ela, depois de algum tempo, desprezou seu companheiro do lado e foi sentar em outro banco, do ônibus meio vazio. Foi quando eu entendi o que tava acontecendo. A mulher não conhecia ninguém ali. Ela simplesmente estava disposta a entrosar. Fazer novos amigos no ônibus, que doce.
    Foi engraçado. Quando cheguei a essa conclusão, prendi o riso. O melhor eram as caras de abismados dos passageiros, com aquela senhora contando histórias loucas pra eles. Pena que tinha um chato do meu lado, quieto. Tava doida pra dispensar ele, pra a velhinha vir sentar do meu lado e conversar comigo. Ia ser MUITO legal.
    Por que só gente chata entrosa comigo no ônibus?

    2.
    Numa bela manhã de sol, resolvi que ia andar. Isso mesmo. Dane-se o sedentarismo, vou me exercitar. Fui pra calçadinha.
    Andei como uma condenada. Minhas perninhas ardiam e formigavam devido aos anos de come-dorme que tive até hoje. Quando tava quase desistindo, reparei numa menina correndo. Atrás dela, pedalando enlouquecidamente, vinha uma criança. "Deve ser irmão/sobrinho dela" - pensei.
    Doce engano. A criança parou a bicicleta e respirou. Um cara passa correndo no sentido contrário. O menino se virou num salto, sacudiu a bicicleta, montou e pedalou, como se a vida dele dependesse daquilo. Fiquei olhando abismada. O pirralho era um psicopata perseguidor de pessoas que correm! Ele tinha que tá com alguém. Era muito novo pra estar ali sozinho. E ao meu ver, parecia que ele pedalava até um certo limite e voltava.
    Tava cansada demais pra permanecer ali e olhar aquela cena louca.
    E fiquei com medo de ser perseguida/atacada pela criança psicótica, admito.

    3.
    Minha irmã cantando. Com o pano de prato na cabeça.
    E dançando Rebolation.
    E "um morto muito louco!".



    #tenso.
    |


  2. 0 comentários: