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  1. sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

    Tema digno de propaganda de supermercado, certo?
    Mas é a única coisa sobre a qual eu me sinto apta a escrever hoje.

    Eu conheço pessoas que têm uma tendência muito grande a ver tudo sempre pelo lado negativo. Isso já tá tão preso naquela pessoa que é algo que ela não nota. Há quem consiga conviver com isso, eu não conseguiria.

    O meu jeito é rir de tudo.
    Ontem eu fui ao cinema com a minha irmã. Acho que ela adora o fato de eu ainda estar de férias, porque sempre que eu surto e invento alguma coisa, ela é a pessoa mais fácil de chamar pra sair comigo.
    Eu e Taiane temos uma facilidade imensa de gritar uma com a outra, xingar e, eventualmente, 'se rolar nas tapas'. Acontece quase todo dia, é normal. Nossas brigas são engraçadas. A gente se esculhamba e jura que nunca mais vai voltar a se falar, ["Nunca mais me peça pra fazer nada por você, tá ouvindo!? - eu já disse isso umas 10 vezes só esse ano] e poucos minutos depois, nem lembra mais que brigou.

    Enfim, ontem a gente foi ao cinema, vem uma comédia romântica. Era de se esperar que numa quinta feira, o 'público' no cinema fosse aquele mesmo. Só tinham mulheres ali. E uns 3 ou 4 homens, cada um com suas namoradas. Todos provavelmente pensando como poderiam estar assistindo aquele outro filme de terror que tava passando, ou aquele de ação, que suas namoradas achavam uma merda. Coitados.

    E tinha uma mulher lá, com uma facilidade incrível de achar as cenas mais bobas do filme, extremamente engraçadas. E ela tinha uma risada escandalosa, estridente e constante. Era engraçado. Ela ria, e eu ria da risada dela. Minha irmã não tava com um humor dos melhores antes. Ficava resmungando como aquela mulher parecia uma gralha.
    Mas eu só consigo pensar em, se aquela mulher realmente for como eu imagino, ela deve enfrentar as coisas da melhor maneira que existe. Apesar de rir mesmo como uma gralha.

    As vezes eu sou assim: Tive um dia péssimo, tou com vontade de pegar o próximo animalzinho insolente que torrar meu saco, esganá-lo, cortar em pedacinhos e espalhá-los pela cidade inteira e etc. Mas encontro um amigo, e converso besteira, e começo a rir; e quando o dia termina, aquela é a lembrança predominante pra mim.

    As vezes, não.
    Mas sabe o que? Por mais feio que tudo esteja, e há tempos assim pra todo mundo, o que me dá bom humor pra continuar é que eu sei que uma hora, algo bom na mesma proporção vai acontecer.

    E aconteceu.
    PARABÉNS, amor :D
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  2. domingo, 21 de fevereiro de 2010

    A primeira parte aqui.


    -

    Os dias passaram e a rotina continuava lá: sendo ela mesma. Allan acabou deixando de lado a menina estranha do dia de chuva. Naquela noite, repassou o episódio na cabeça. No dia seguinte, ela não apareceu. Ainda pensou nela por uns dois dias. E sempre que pensava, ele se pegava pensando no por quê disso. O que aquela menina tinha de especial?


    “Ela é estranha.” Concluiu.


    Optou por não pensar muito naquilo. “Aliás,” argumentava, “não tem nenhum ‘aquilo’ para ser pensado.” E não foi muito difícil esquecer. Tinha suas preocupações e sua rotina, boa e velha companheira. E os problemas. Esses faziam sempre questão de aparecer.


    Trabalhou loucamente o dia inteiro, e quando achou que não dava mais para o dia continuar, chegou a hora. Organizou tudo, trancou a loja e saiu. A rua estava vazia, um vento fraco e frio insistia em entrar pelo casaco. Allan se encolheu e andou até o ponto do ônibus. Hoje não era dia de ir direto para casa. Era dia de jantar na casa dos outros. Especificamente, Leo seria o dono da casa onde todos os amigos se juntariam naquela noite.


    Quando a menina apareceu no ponto do ônibus, Allan se sentiu gelar por dentro; aquele velho frio na barriga que dá quando alguém encontra alguém não queria ver. Ou queria muito. Mais tarde, naquela mesma noite, pensaria várias vezes: Por que, meu Deus? Ela não parecia ter visto ninguém ali. Nada além dela mesma. Olhava para os próprios pés e respirava fundo, como se quisesse fazer algo dentro dela se dissolver.


    “Falo ou não falo? O quê? Claro que não! Ela nem me viu. Não vou falar com a menina que apareceu na loja uma vez! Isso nem faz sentido. Eu vou falar. Não, não! Não vou. Falar o que? Que coisa idiota.”


    - Oi? Ah... Você é o cara da loja de música, né?

    Pego de surpresa.

    - É... A loja... De instrumentos...

    - É, isso. Oi!

    - Oi...

    “Besta, imbecil. Animal. Precisou a menina puxar conversa...”

    - Desculpa, teu nome é?

    - Julia. E você?

    - Allan.


    E o silêncio ficou ali. Não um silêncio pesado, daqueles em que a gente fica desesperado, pensando no que falar, louco para acabar com ele. Parecia simplesmente que, por enquanto, aquilo bastava para eles. Allan se concentrou no perfume que vinha dela. Suave, delicado. Diferente. Julia simplesmente olhava o poste. Concentrada, lia avisos antigos, colados ali há tempos, o papel já amarelado e meio rasgado. Por um minuto, passou pela cabeça de Allan se ela não estaria lendo para evitar falar com ele. Mais tarde, decidiu que isso não fazia sentido.


    - Giannini é uma marca boa?

    - Hum?

    - Achei que você entendesse disso, trabalha numa loja de música. – disse ela, apontando para o cartaz, onde alguém tentava vender um violão. O cartaz era bem antigo, já estava rasgado. Mas ainda servia, ao menos para uma conversa.

    - Ah, sim. É sim. É boa. E a loja vende instrumentos.

    - Tanto faz...

    - Não. – Allan tentou ser educado, mas era uma coisa dele: Ter uma opinião, e dividir. – Não dá pra vender a música ali. Talvez numa loja de CDs, no máximo. Ali só tem os instrumentos.


    Julia ficou apenas em silêncio. Olhou o cartaz, e os olhos de Allan. A expressão dele era de como quem se desculpava, não queria ofender, mas sabia que precisava dizer aquilo. Ela sorriu, tranqüila, como quem entende.


    - Mas dá pra fazer música com aquilo ali.

    - Você toca?

    - Não.

    - Então você provavelmente não conseguiria fazer música com nada daquilo ali, certo?

    “Agora peguei.”

    - Por que não? Talvez eu fizesse um som simpático. E aquilo pra mim poderia ser música.


    Allan olhou para ela, pensando desesperadamente em uma saída para aquela discussão. E meio chocado. Por que ela estava levando aquilo adiante? “Incrível. Conheci a menina há 5 minutos e já começo saindo errado.”


    - Mas ali a gente vende a ferramenta, algo como a matéria prima da música e não ela...

    Julia riu e colocou a mão no ombro dele.

    - Relaxa Allan, são instrumentos.


    Allan olhou para ela, envergonhado. Mas o sorriso tranqüilo dos olhos dela o fez relaxar. Naquele momento, não se sentiu bobo. Aquele sorriso, naquela hora, não deixava. Dava a sensação de que era tudo uma piada. E o tipo de piada que precisava ser contada.


    - É o meu ônibus. Até mais, Allan.

    - Hum... Tchau.


    “Talvez seja mesmo. Uma boa piada.” E riu.

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  3. quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

    Todo mundo tem histórias de ligações bizarras que recebe. Eu tenho várias.
    Ultimamente, por exemplo, um número da tim, de Pernambuco, vem ligando pra mim a cobrar. Eu sou muito besta.

    Mas a situação ontem foi com a minha irmã.
    Nada que surpreenda muito, minha irmã tem um ímã pra coisas e pessoas estranhas e garotos malucos. Mais ou menos como eu. Deve ser genético.

    Ontem, eu tava com ela na rua, até que alguém ligou. Taiane sacou o celular e atendeu, fazendo a pose habitual dela de 'Garota da Laje'. Minha irmã poderia ser garota da laje. Ela com certeza faria um escândalo parecido com a da tia do video.



    é antigo, eu sei.

    sBem, a história não é essa.
    O negócio é que ligaram. Das primeiras vezes, a cobrar. Depois de um tempo, a criatura achou por bem se render e gastar créditos. E a conversa se seguiu mais ou menos assim:

    T: Alôu?
    Guria Enlouquecida: Quem éé??
    T: Anh, quem é?
    GE: É Linha?
    T: Quem?
    *Linha, aparentemente, é o nome de uma pessoa.*
    GE: Linha, mulher, sou eu.
    T: Acho que tu ligou errado.
    GE: Quem é?
    T: É Taiane...
    GE: Linha, mulher, para de brincadeira, o assunto é sério!
    T: Mas eu tou dizendo, não é Linha...

    *tu tu tu*
    *Ligação cai. A Guria Enlouquecida liga de novo*
    GE: Linha?
    T: Eu já disse, eu não sou Linha.
    GE: E tu mora aonde?
    T: Amiga, não vou te dizer onde eu moro.
    GE: Linha, para com isso, fala logo!
    T: Mas eu não sou...
    GE: Qual o nome da tua mãe?
    T: Eu não vou te dizer o nome da minha mãe!
    GE: Mulher, eu não vou fazer catimbó pra tua mãe não, diz logo!

    *!!!!!*
    *tu tu tu tu*
    *Então, tentamos entrar no jogo dela*
    GE: Linha?
    T: Oi.
    GE: Mulher, tu tá ferrada, tu não vai acreditar que...

    *tu tu tu tu*

    Conclusão:
    O destino, sempre acabando com as brincadeiras.

    Ah, se alguém conhecer Linha, avisa a ela que ela tá ferrada.
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  4. sábado, 6 de fevereiro de 2010

    Ele mata as pessoas.
    Apesar disso, prefiro o tédio, ao período de aulas e correria. Acho que eu tenho alma de desocupada. Adoro não ter o que fazer. Porque eu sempre acabo arrumando alguma coisa.

    Dessa vez, a ideia veio de Bob.
    E a brincadeira foi de tirar fotos. De uma em uma hora mais ou menos. De qualquer coisa que estivesse na frente, de preferência do seu ponto de vista. Nada de muito produtivo mas posso garantir que foi divertido.

    Então, como não tou fazendo nada [de útil], deixo aqui o resultado do nosso joguinho!






    O dia de Bob

    O dele tá bem mais legal que o meu, porque ele é melhor fotógrafo.

    Bom fim de semana :D
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  5. quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

    ...até agora.

    1.
    Entrei no ônibus. Uma senhora que tinha acabado de chegar na parada subiu junto. Prestei atenção nela porque ela tinha um olhar engraçado. Simpático até.
    Até aí tudo bem. A senhora esbanjava simpatia.
    Bom, a simpatia dela começou a transbordar diretamente para a pessoa sentada ao lado dela no ônibus. Quando reparei o entusiasmo da mulher na conversa, pensei que o tio ao lado dela era um velho conhecido. Ela falava alto, animada, gesticulando, contando uma história incompreensível [ao menos pra mim e minha dificuldade de concentração] que parecia ter sido incrível e grandiosa.
    Enfim, seja lá do que aquela mulher estivesse falando, era grande.
    Sei que ela, depois de algum tempo, desprezou seu companheiro do lado e foi sentar em outro banco, do ônibus meio vazio. Foi quando eu entendi o que tava acontecendo. A mulher não conhecia ninguém ali. Ela simplesmente estava disposta a entrosar. Fazer novos amigos no ônibus, que doce.
    Foi engraçado. Quando cheguei a essa conclusão, prendi o riso. O melhor eram as caras de abismados dos passageiros, com aquela senhora contando histórias loucas pra eles. Pena que tinha um chato do meu lado, quieto. Tava doida pra dispensar ele, pra a velhinha vir sentar do meu lado e conversar comigo. Ia ser MUITO legal.
    Por que só gente chata entrosa comigo no ônibus?

    2.
    Numa bela manhã de sol, resolvi que ia andar. Isso mesmo. Dane-se o sedentarismo, vou me exercitar. Fui pra calçadinha.
    Andei como uma condenada. Minhas perninhas ardiam e formigavam devido aos anos de come-dorme que tive até hoje. Quando tava quase desistindo, reparei numa menina correndo. Atrás dela, pedalando enlouquecidamente, vinha uma criança. "Deve ser irmão/sobrinho dela" - pensei.
    Doce engano. A criança parou a bicicleta e respirou. Um cara passa correndo no sentido contrário. O menino se virou num salto, sacudiu a bicicleta, montou e pedalou, como se a vida dele dependesse daquilo. Fiquei olhando abismada. O pirralho era um psicopata perseguidor de pessoas que correm! Ele tinha que tá com alguém. Era muito novo pra estar ali sozinho. E ao meu ver, parecia que ele pedalava até um certo limite e voltava.
    Tava cansada demais pra permanecer ali e olhar aquela cena louca.
    E fiquei com medo de ser perseguida/atacada pela criança psicótica, admito.

    3.
    Minha irmã cantando. Com o pano de prato na cabeça.
    E dançando Rebolation.
    E "um morto muito louco!".



    #tenso.
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