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  1. domingo, 31 de janeiro de 2010

    Sempre e para tudo.

    Faz todo sentido dormir quando se está cansado.
    Mas eu falo de outras situações.

    1. Dormir evita que você veja, ouça ou faça coisas que você não queria fazer. Quando você não quer ver alguma coisa, fecha os olhos, certo? Então, já que é assim, dorme logo.

    2. Dormir é MUITO BOM quando se está de TPM. Impede que você mate alguém, o que em todo caso seria uma coisa muito ruim pra você. Deve dar um trabalho infeliz esconder as pistas e limpar o sangue. Especialmente se você esperto/cheio de coordenação motora como eu.

    3. Dormir te impede de dizer o que você não quer ou não deve dizer.
    Essa eu admito que nem sempre funciona. Antigamente, eu falava dormindo. Graças a Deus, consegui parar com isso. Não sei como. Acho que deve ter alguma coisa a ver com o fato de que antigamente eu queria gastar mais e mais energia, até quando dormia. Atualmente, eu prefiro só dormir.

    4. Dormir passa fome.
    Ou ao menos te impede de se empanturrar de coisas gordurosas e não saudáveis naquele momento.

    E o principal:

    5. Dormir ajuda você a pensar.
    Quando eu durmo, acabo botando as coisas em outra perspectiva. Quando eu acordo, não me parece mais uma boa ideia esganar ninguém. Levanto com a sensação de que todas as consequências dos meus possíveis atos tivesse passado na minha cabeça. Ou simplesmente, acordo com preguiça demais pra sair espalhando o terror na casa como tinha vontade antes.
    Talvez a chave para a solução dos meus problemas seja a preguiça. Quando eu acordo, fico com tanta preguiça que escuto um desaforo e deixo pra lá, pra não ter que calcular uma resposta digna. Então, todos os meus planos de vingança doentios e cuidadosamente arquitetados para me vingar da humanidade e suas regras injustas vão por água abaixo, vencidos pela minha preguiça mortal e eterna que parece ter vida própria e se alimentar do meu sono. A força dela é diretamente proporcional ao tanto que eu durmo.

    Isso chega a ser até assustador.


    Acho que minha cabeça funciona numa lógica diferente da maioria das pessoas: Ninguém pensa tanta merda assim, não é humanamente possível.

    Nem ligo. Me divirto horrores fazendo isso.
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  2. sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

    Não é falta de tempo. Talvez fosse falta de organização do meu tempo. Bem, quem sabe? Esse é um fator que contribui.
    Nem é exatamente falta de coisa bizarra na minha vida. Tenho umas duas ou três histórias na manga, que eu guardei exatamente pra postar aqui.

    A coisa é simples:
    Não tenho humor.

    Não quer dizer exatamente que não tou afim de falar besteira, ou pensar em piadas, ou num jeito legal de escrever pra a história ficar mais bacana. É falta de humor no sentido amplo da palavra. Não acho que tou de TPM e se estiver, também não acho que seja a causa.
    Meu estado de humor nos últimos dias tem sido extremamente confuso. Sem falar que tá sendo bem chato. Quem conhece sabe que, nas palavras de um bom amigo meu, eu não consigo ficar dois dias seguidos com a mesma cara. Ultimamente até consigo manter a cara, o que é estranho. O bicho pega do outro lado.

    Tou pensando demais, viajando demais, e não no sentido legal da palavra.
    Eu tou com medo.

    De ter esperança nas coisas, de ter que tocar minha vida do jeito que tá.
    Já ouviu falar daquela história de que você pode levar uma vida simples e objetiva e até feliz sem nunca, por exemplo, ter comido chocolate. Mas depois que você experimenta, ou pelo menos sente o cheiro e imagina como aquele treco deve ser bom, você não consegue mais ver a menor graça nas coisas do jeito que eram sem o danado do chocolate?

    É exatamente assim que eu me sinto.

    Minha mãe contou isso como uma vantagem quando eu conversei com ela. Mas eu não consigo enxergar por esse lado.

    Enfim, o que era pra ser uma justificativa para o fato de eu não estar postando com frequência, virou um desabafo. Meio emo. Mas, acontece. Tenho meus momentos.

    Acabei de ficar de férias hoje [a menos que alguma má notícia apareça essa semana, mas eu quero curtir esse gostinho], então prometo que vou me esforçar pra deixar essa frescura toda de lado e voltar ao normal.

    Grata pela compreensão ;D Ou não.
    Whatever.

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  3. sábado, 16 de janeiro de 2010

    Já era fim de expediente, numa tarde chuvosa de quinta-feira, e Allan contava os minutos para poder fechar a loja. O movimento tinha sido pouco, até mesmo para o pequeno comércio de instrumentos musicais no qual trabalhava há apenas 6 meses. Os dias de chuva eram sempre assim. E deixavam Allan com um humor sombrio. No início, tinha achado meio incômodo os fins de tarde que ficava sozinho na loja. O vendedor tinha mania de terminar seu expediente uma hora mais cedo, e ele ficava para fechar a loja. Mas aos poucos aquele tempo passou a ser suportável.


    Naquela tarde, Allan estava cansado, de mau humor, e com uma vontade enlouquecedora de voltar para casa. Tinha essa mania quando se sentia pressionado, chateado ou irritado. Corria para casa. Quando criança, era uma reação considerada covarde. Depois de adulto, passou a ser um escape necessário. Por isso, se sentia extremamente frustrado quando suas obrigações o impediam de voltar para casa.


    “Tenho mesmo que parar com essa mania. É ridícula.”


    Quando a garota entrou na loja, foi até uma surpresa. Não esperava que aparecesse ninguém no resto do dia, mesmo que a chuva tivesse diminuído até quase parar. Pensou logo que a menina estivesse ali somente para se esconder dos poucos pingos que ainda caíam, mas ela começou a olhar os instrumentos, um a um. Como se realmente tivesse saído de casa com aquela intenção.


    - Posso ajudar?

    - Obrigada, to só dando uma olhada. – ela respondeu sem se virar.


    “Desde que não me incomode” – pensou, olhando para o relógio de parede. Faltavam 10 minutos para fechar a loja. Decidiu dar mais um tempo à moça, antes de avisá-la.


    O balcão do caixa estava uma bagunça. Papéis por toda parte, alguns deles relativamente importantes para estarem ali. Separou úteis de inúteis. Jogou fora os últimos e guardou os primeiros na gaveta e trancou. Canetas que não funcionavam; todo dia Allan pensava porque ninguém ainda tinha se livrado delas. A menina continuava andando. Olhava as guitarras da vitrine interna. Testou todas as canetas num dos papéis inúteis restantes. Ela parecia ter se interessado numa guitarra vermelha, muito bonita. Jogou fora as canetas que não funcionavam, que incrivelmente estavam em maior número que as que funcionavam. “Como quase tudo na minha vida, ultimamente”. 3 minutos para fechar a loja.


    - Moça, desculpe interromper, mas eu tenho que fechar a loja agora. Se estiver interessada na guitarra, podemos conversar sobre isso...

    - Ah... Não, eu não toco guitarra. Mas obrigada mesmo assim. – respondeu com um sorriso simples, como se fosse a coisa mais óbvia.

    - Hum. Ok, então. Então... Se não se incomoda, preciso realmente fechar. Mas fique à vontade para voltar e olhar os outros instrumentos...

    - Ah, claro. Eu não toco nenhum instrumento, nem entendo de música. De fazer música, quero dizer. Gosto de ouvir muita coisa, de muitos tipos, mas enfim. Nunca tentei tocar nada, na verdade. Mas obrigada assim mesmo. Apareço outro dia. Tchau.


    A garota saiu da loja tranquilamente. Parou na porta da loja e olhou para o céu nublado, porém sem chuva. Saiu andando, subindo a rua. Parecia ter realmente saído de casa com o objetivo de visitar a loja de instrumentos e não parecia ter voltado frustrada.


    Allan continuou olhando para a parte da rua que era visível daquele ponto da loja. A menina sumiu de vista. Olhou de volta para o balcão, agora mais organizado. Fixou-se nas canetas que funcionavam por quase dois minutos inteiros. A rua já estava vazia de novo. Tranqüila. O molho de chaves da loja fazia peso no seu bolso.


    “Eu realmente preciso ir para casa.”





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    As vezes eu escrevo coisas diferentes, ué?

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  4. sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

    1. Ela não nasceu com a capacidade de ficar em silêncio.
    Percebo isto especialmente quando ela sai e tudo fica na mais perfeita tranquilidade. Se ela estivesse aqui, no mínimo ela apareceria na porta do quarto pra dizer:
    - Nem olhe pra mim, eu não estou falando com você!
    E sair depois.
    Sim, ela faz coisas desse tipo. Não me pergunte por quê.
    Ela adora gritar. Ela mal fala de tanto que grita. Acho que por isso eu falo alto. Por culpa dela [e porque sou meio surda também, haha]. Minha irmã grita tanto que o volume normal de voz que eu tou acostumada a ouvir em casa é o dela. Ou seja, uns bons bocados de decibéis.

    2. Quando ela não tem o que fazer [o que acontece normalmente quando ela tá de castigo, ou a internet caiu], decide me encher.
    As vezes, quando ela faz uma cagada e minha mãe diz que ela tá de castigo me vêm mais lágrimas aos olhos do que se ela estivesse dizendo isso pra mim. E pode-se dizer que é.
    Eu me sinto assim.
    Cometi o gravíssimo erro de deixar o inimigo descobrir meus pontos fracos, agora, sempre que está entediada ela vem fazendo vozinhas absurdamente estranhas e me cutucando até eu ter cocégas.
    Não sei quem disse a ela que se eu estou rindo, estou adorando a brincadeira. Decididamente não estou.
    E a monstrinha não conhece uma palavrinha chamada limite. Uma vez eu tava inocentemente sendo explorada pela minha mãe, lavando louça na cozinha. Era um prato. E era grande. E pesava um bocado, ao menos pra mim. A pia tava cheia de outras paradas e eu tava numa concentração mortal pra não topar em nada e derrubar ali. Porque minha irmã se incomodaria com isso? Chegou sorrateiramente por trás de mim, e quando eu senti a respiração dela, e percebi que tinha alguém ali, já era tarde demais. Ela cravou as unhas na minha cintura [essa é a noção dela de 'fazer cócegas' em mim] e ficou me cutucando. Me agarrei naquele prato como se eu fosse o náufrago e aquilo fosse o Wilson [comparação #fail]. Por muito pouco aquilo não caiu, levando junto todos os outros vidros e louças que tinham ali, me cortando toda e provavelmente me matando.
    Por que minha irmã pensaria nisso? Besteira.

    3. Minha irmã não é muito esperta.
    Hoje eu corri atrás dela. Ela me cutucou. Não tenho culpa, ela começou. Foi mais forte que eu. Corri pra matar. Juro que a guerra ia ser fatal. Acabei encurralando a monstrinha na varanda. Ao invés de derrubá-la no chão e socar até a morte, preferi sair e trancar ela ali.
    Cara, foi a coisa mais divertida que eu fiz esse ano, até agora.
    Fiquei olhando pra cara de confusa dela, tentando enten
    der o que tava acontecendo, pela porta de vidro. Foi perceptível a tomada de consciência dela. Arregalou os olhos e fez a cara do Gato de Botas. Nem me comoveu.
    Saí e deixei ela lá. Uns 10 min depois voltei. Ela tava tentando abrir a paradinha que tem em cima da porta. Esqueci como é o nome daquilo. Uma janelinha pequena. Mal passa um braço. Ela subiu na rede e tava tentando abrir aquilo. Perguntei:
    - Tá tentando fazer o quê, menina?
    - Sei lá...
    Assim mesmo, com as reticências.
    Libertei minha irmã.

    4. Ela tem uma mania engraçada de correr pela casa com um lençol/toalha/pano qualquer na cara, cobrindo os olhos. Sabe Deus porquê. As vezes ela cai. Ou esbarra em algo. Nunca perguntei a ela qual era a dessa brincadeira. Mas ela parece gostar. E é engraçado.
    Enfim.

    5. Tudo seria INCRIVELMENTE sem graça sem ela por perto.


    Pode dizer AÓIN agora.
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  5. quinta-feira, 7 de janeiro de 2010





    Vi no Kibe Loco.

    Não tou afim de escrever hoje. A lasanha que tá ficando pronta na cozinha não me deixa pensar direito.
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  6. terça-feira, 5 de janeiro de 2010

    - Pelo menos eu não vou ter aula amanhã.
    - E tenho um joguinho pra viciar.
    - OK, ainda não estou de férias, como eu sei que merecia, por ser uma estudante aplicada e responsável [cof], mas tá mais perto que longe.
    - Certo, eu não tenho TV a cabo pra assistir os seriados, e fico só lendo as críticas na internet, [não consigo baixar, a coisa aqui é lenta demais pra isso], mas eu posso comprar os piratas no centro da cidade.
    - Minha impressora prefere cuspir folhas em branco a imprimir como uma impressora normal. Ela, no máximo imprime de dez em dez páginas, sofrendo e parando todo o resto do meu pc. MAS, ela imprime.

    Tem um monte de coisas que eu queria. Outro monte que eu tenho sonhado. E um pouco que eu já consegui.
    Mas acho que isso é normal, certo?
    Ansiedade, quando você tem um fio de esperança de que coisas que você sonha possam acontecer? Talvez seja tipo um pré requisito pra você chegar aonde quer. O aperreio, sabe? Se fosse tudo na mais perfeita tranquilidade, eu não daria tanto valor.

    Fui levada a crer que se não acontecer, é porque realmente não era pra acontecer. Aprendi a poupar energias e não gastá-las me descabelando e cuspindo os pulmões por algo que poderia ter sido e não foi. Evito pensar no que não deu certo porque acho que já perdi tempo demais calculando os meus erros e me sentindo idiota. Penso nas minhas cagadas o tempo necessário pra mentalizar: OK, animalzinho, não faça isso de novo.

    E acaba que eu termino fazendo de novo, na maioria das vezes. Outras, aprendo a lição. Não me atrevo a dizer, com isso, que eu sou totalmente auto suficiente e não fico mal pelas coisas que perdi, que fiz de errado, ou que simplesmente não deram pra acontecer. Tem aqueles dias em que eu me sinto a 3ª pessoa depois de ninguém.

    Mas só tou dizendo que se as coisas não saírem como eu planejo, eu não vou surtar.



    Na verdade, tou tentando me convencer disso.
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