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  1. terça-feira, 29 de dezembro de 2009

    Sabe o que eu percebi? Eu posto ainda menos aqui quando tou de férias. Que coisa.
    Só notei isso quando vejo um recado no meu orkut de Karol me intimando a escrever algo aqui ;x

    E eu tava realmente sem saber sobre o que falar. Tudo me parecia merda demais. Mas sabe o que? Só tem coisa #semgraça aqui mesmo. Então, deixa eu rir de mim, que é o melhor que eu faço, certo?

    Eu nasci com um dom natural para micos. Dos mais vergonhosos/bizarros do mundo. Desde criança. Hoje em dia, não me importo muito com eles, mas na época, morria. Algumas situações eram realmente tensas. Outras só me pareciam tensas. Ambos os casos eram incômodos.

    1.
    Quando eu era criança, a gente costumava ir quase todos os domingos na casa da minha avó paterna. Eu tenho milhares de tios e trocentos primos neste lado da família, o que tornava tudo muito divertido. Meus tios até hoje adoram uma cervejinha, mas meu pai não bebe.
    Eu devia ter uns 5 ou 6 anos, na época. Pra você ver como meu histórico de presepadas começa cedo. Já tinha corrido pela casa inteira, subido/caído de árvores e tava totalmente suja, cansada e morta de sede. Corri pra a mesa, loucamente, e abracei alguém que eu pensava ser o meu pai. Não passou pela minha inocente cabeça infantil que muitos dos meus tios e tias eram gordinhos como ele. Nem contei conversa. Tinha barriguinha, era o meu pai. Meu pai não bebia, logo, aquilo no copo na frente 'dele' era guaraná e não cerveja.
    Gritei: É meu! E virei o copo. De um gole só. Quase como se faz com uma dose de cana. Aquilo desceu queimando na minha garganta e meus olhinhos se encheram de lágrimas. Olhei pra cima e identifiquei a dona da barriga que eu tinha agarrado. Definitivamente não era o meu pai. Era uma tinha minha. Graças a Deus, atualmente não me lembro qual delas. Se lembrasse, não diria HA.
    Depois disso, naquele dia, derrubei um copo na cozinha, caí do pé de jambo, e tropecei num bolo [!] que tava no batente pra esfriar.

    2.
    Esse foi realmente ridículo.
    Quando eu tava na 6ª série, eu acho, tinha um menino da 7ª que era cego. Não sei se de nascença, não me lembro mais, mas acho que sim. Ele era muito gente boa, super simpático e adorava conversar. Não saía pro intervalo, ele ficava sentado numa salinha perto da secretaria. Vez por outra, eu e umas amigas minhas passávamos o intervalo com ele, conversando besteira. Ele era muito inteligente.
    Sei que numa bela tarde de sol, fomos pra lá conversar com o rapaz. A gente ia super empolgado, conversando horrores, sobre música e tal. Daí falei de um tal cd de uma tal banda que não me lembro mais qual, no tempo que ainda se compravam cds. Ele perguntou:
    - Mas qual o nome do cd, tu lembra?
    - Rapaz, o nome mesmo não lembro, não, mas era um da capa azul...
    * pã *
    Só percebi a qualidade da cagada que tinha dito porque as meninas me olharam com a expressão tipo, #$*%$, CALA A BOCA!
    Uma delas, particularmente preocupada com a minha situação, tapou a boca e saiu rindo. Obrigada, amiga.
    Só não fiquei com mais vergonha porque ele nem pareceu se alterar, só perguntou que músicas tinham no cd, e tal. Mas eu continuei demorando quase 1min inteiro antes de falar cada frase naquele dia.

    3.
    Esse foi épico.
    Sempre acontecem coisas assim quando eu tou com Rayza, as vezes até mesmo antes de encontrá-la.
    Nesse dia, a criatura me falou pra encontrar com ela e as meninas num barzinho na praia que eu não sabia onde era. Desci no canto mais central. Primeiro, a peste me fez andar quilômetros pro lado errado, pra depois me ligar e dizer que era do outro lado. Depois de quase meia hora de caminhada, eu ligo pra ela:
    - Ray, pelamordeDeus, onde fica esse troço? Já tou passando da Empadinha e ainda não achei. Acho que meu pé esquerdo já ficou pelo caminho! [menos.]
    - Olhe, me espere aí que a gente vai pegar um táxi [Oo] e te encontra aí.
    Se eu não estivesse tão esbaforida, teria percebido que ela disse que me encontrava lá. Não falou nada sobre me buscar.
    Quando o táxi parou, eu nem pensei, só entrei.
    Entrei no táxi, no banco da frente, do passageiro, e comecei a brigar com as meninas que tavam no banco de trás. Rayza só me olhava desesperada fazendo sinais, me mandando descer e calar a boca. E o motorista só me olhava como se eu fosse louca, já que as meninas, pelo jeito já tinham pago a corrida e iam descer ali. Danem-se, eu tava furiosa. Ray praticamente me derrubou pra calçada. Só lá fora eu entendi porque o rapaz não parava de rir.
    Foi tensão.

    4.
    No mesmo dia, fomos comer uma pizza.
    Depois de falar besteira, coisa séria, chorar as mágoas, e se deprimir, e depois rir muito de novo, fomos pagar a conta. Pelos cálculos das meninas, era minha vez de chamar o garçom. Chamei:
    - O senhor pode trazer a conta, por favor?
    - A conta?
    Pausa para respirar e pensar, 'imbecil'.
    - É. A conta.
    - Só um instante.
    Me virei e comecei a rir e falar:
    - Que cara tonto. Se eu pedi a conta, lógico que eu queria o que? A danada da conta, ora. Que pergunta de gente lesa, neeeem..
    Pausa pra ver as meninas gesticulando e olhando pra trás de mim com cara de CALA A BOCA. Olhei pra trás. O garçom nem se preocupou em se sentir ofendido. Saiu rindo da minha própria vergonha.

    5.
    Estava na parada de ônibus. Atrasada. Meu ônibus demorando.
    De repente, despontam no horizonte 3 ônibus. Não era o primeiro, não era o segundo. Era o terceiro. Aqui, os motoristas tem a péssima mania de parar a quilômetros da parada e achar por bem que a gente tem que correr até lá pra entrar, que eles não vão parar de novo no lugar certo. Sabendo disso, corri.
    A calçada tava lotada, então saí como uma louca correndo pela sarjeta/meio-fio, com cadernos e livros na mão. Duas coisas aconteceram devido a isto:
    #1 - Atropelei uma bicicleta. O cara caiu prum lado [o da rua] e eu pro outro. Mal parecia uma queda, levantei suja e arranhada e continuei a correr.
    #2 - Tropecei. Até hoje não sei exatamente em quê mas as opções são: Uma muleta. Uma prótese na perda de alguém. OU uma perna doente de alguém.
    Deus queira que tenha sido a primeira.
    Subi no ônibus morta e consegui piorar as coisas.
    Ao invés de passar pela roleta, me abaixei nela com os livros na cabeça, calculando o tamanho da vergonha. O cobrador disse:
    - Ô minha filha, vai ficar aí mesmo?
    Passei pela roleta.



    Veja, sua vida não é tão ruim.
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  2. 6 comentários:

    1. karolayne disse...

      é pra atualizar isso todo dia ¬¬ haha *-* minha felicida é ver teus micos ;P kkk' mijei com esses ai :X melhor foi o que tu tomou uma cachaça =x kkk':*

    2. Tuíla disse...

      Vamos rir das desgraças alheias né?
      kkkkkkkkk
      Só presta assim.

    3. Anônimo disse...

      Ei, ei, ei, há um detalhe crucial não citado no mico ocorrido naquele táxi peculiar e memorável: Assim quando você entrou euforica e raivosamente no táxi vale salientar que a primeira coisa que fez foi AVANÇAR de forma animalesca em meu pescoço tentando me enforcar decididamente. E além disso, sua posição no banco da frente deve ser ressaltada pelo fato de sua enorme e redonda bunda ter ficado de uma forma onde o táxista pôde contemplá-la.

      Rayza (ainda assustada)

    4. [Dan] disse...

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk não sei se o mais engraçado foi na pizzaria ou no ônibus ou o pileque q tu tomou pirraia. mas enrgaçado mesmo é ler esset eu blog. e ainda com as revelações supreendentes de rayza. vlw garota por contar os bastidores da história kkkkkkkk

    5. Tuíla disse...

      Obrigada Rayza, ajudou bastante a levantar minha moral.

    6. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Eu comecei a seguir teu blog atrasado...
      Só li esse post agora.
      Mas quem ri por último ri melhor...

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk