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  1. terça-feira, 29 de dezembro de 2009

    Sabe o que eu percebi? Eu posto ainda menos aqui quando tou de férias. Que coisa.
    Só notei isso quando vejo um recado no meu orkut de Karol me intimando a escrever algo aqui ;x

    E eu tava realmente sem saber sobre o que falar. Tudo me parecia merda demais. Mas sabe o que? Só tem coisa #semgraça aqui mesmo. Então, deixa eu rir de mim, que é o melhor que eu faço, certo?

    Eu nasci com um dom natural para micos. Dos mais vergonhosos/bizarros do mundo. Desde criança. Hoje em dia, não me importo muito com eles, mas na época, morria. Algumas situações eram realmente tensas. Outras só me pareciam tensas. Ambos os casos eram incômodos.

    1.
    Quando eu era criança, a gente costumava ir quase todos os domingos na casa da minha avó paterna. Eu tenho milhares de tios e trocentos primos neste lado da família, o que tornava tudo muito divertido. Meus tios até hoje adoram uma cervejinha, mas meu pai não bebe.
    Eu devia ter uns 5 ou 6 anos, na época. Pra você ver como meu histórico de presepadas começa cedo. Já tinha corrido pela casa inteira, subido/caído de árvores e tava totalmente suja, cansada e morta de sede. Corri pra a mesa, loucamente, e abracei alguém que eu pensava ser o meu pai. Não passou pela minha inocente cabeça infantil que muitos dos meus tios e tias eram gordinhos como ele. Nem contei conversa. Tinha barriguinha, era o meu pai. Meu pai não bebia, logo, aquilo no copo na frente 'dele' era guaraná e não cerveja.
    Gritei: É meu! E virei o copo. De um gole só. Quase como se faz com uma dose de cana. Aquilo desceu queimando na minha garganta e meus olhinhos se encheram de lágrimas. Olhei pra cima e identifiquei a dona da barriga que eu tinha agarrado. Definitivamente não era o meu pai. Era uma tinha minha. Graças a Deus, atualmente não me lembro qual delas. Se lembrasse, não diria HA.
    Depois disso, naquele dia, derrubei um copo na cozinha, caí do pé de jambo, e tropecei num bolo [!] que tava no batente pra esfriar.

    2.
    Esse foi realmente ridículo.
    Quando eu tava na 6ª série, eu acho, tinha um menino da 7ª que era cego. Não sei se de nascença, não me lembro mais, mas acho que sim. Ele era muito gente boa, super simpático e adorava conversar. Não saía pro intervalo, ele ficava sentado numa salinha perto da secretaria. Vez por outra, eu e umas amigas minhas passávamos o intervalo com ele, conversando besteira. Ele era muito inteligente.
    Sei que numa bela tarde de sol, fomos pra lá conversar com o rapaz. A gente ia super empolgado, conversando horrores, sobre música e tal. Daí falei de um tal cd de uma tal banda que não me lembro mais qual, no tempo que ainda se compravam cds. Ele perguntou:
    - Mas qual o nome do cd, tu lembra?
    - Rapaz, o nome mesmo não lembro, não, mas era um da capa azul...
    * pã *
    Só percebi a qualidade da cagada que tinha dito porque as meninas me olharam com a expressão tipo, #$*%$, CALA A BOCA!
    Uma delas, particularmente preocupada com a minha situação, tapou a boca e saiu rindo. Obrigada, amiga.
    Só não fiquei com mais vergonha porque ele nem pareceu se alterar, só perguntou que músicas tinham no cd, e tal. Mas eu continuei demorando quase 1min inteiro antes de falar cada frase naquele dia.

    3.
    Esse foi épico.
    Sempre acontecem coisas assim quando eu tou com Rayza, as vezes até mesmo antes de encontrá-la.
    Nesse dia, a criatura me falou pra encontrar com ela e as meninas num barzinho na praia que eu não sabia onde era. Desci no canto mais central. Primeiro, a peste me fez andar quilômetros pro lado errado, pra depois me ligar e dizer que era do outro lado. Depois de quase meia hora de caminhada, eu ligo pra ela:
    - Ray, pelamordeDeus, onde fica esse troço? Já tou passando da Empadinha e ainda não achei. Acho que meu pé esquerdo já ficou pelo caminho! [menos.]
    - Olhe, me espere aí que a gente vai pegar um táxi [Oo] e te encontra aí.
    Se eu não estivesse tão esbaforida, teria percebido que ela disse que me encontrava lá. Não falou nada sobre me buscar.
    Quando o táxi parou, eu nem pensei, só entrei.
    Entrei no táxi, no banco da frente, do passageiro, e comecei a brigar com as meninas que tavam no banco de trás. Rayza só me olhava desesperada fazendo sinais, me mandando descer e calar a boca. E o motorista só me olhava como se eu fosse louca, já que as meninas, pelo jeito já tinham pago a corrida e iam descer ali. Danem-se, eu tava furiosa. Ray praticamente me derrubou pra calçada. Só lá fora eu entendi porque o rapaz não parava de rir.
    Foi tensão.

    4.
    No mesmo dia, fomos comer uma pizza.
    Depois de falar besteira, coisa séria, chorar as mágoas, e se deprimir, e depois rir muito de novo, fomos pagar a conta. Pelos cálculos das meninas, era minha vez de chamar o garçom. Chamei:
    - O senhor pode trazer a conta, por favor?
    - A conta?
    Pausa para respirar e pensar, 'imbecil'.
    - É. A conta.
    - Só um instante.
    Me virei e comecei a rir e falar:
    - Que cara tonto. Se eu pedi a conta, lógico que eu queria o que? A danada da conta, ora. Que pergunta de gente lesa, neeeem..
    Pausa pra ver as meninas gesticulando e olhando pra trás de mim com cara de CALA A BOCA. Olhei pra trás. O garçom nem se preocupou em se sentir ofendido. Saiu rindo da minha própria vergonha.

    5.
    Estava na parada de ônibus. Atrasada. Meu ônibus demorando.
    De repente, despontam no horizonte 3 ônibus. Não era o primeiro, não era o segundo. Era o terceiro. Aqui, os motoristas tem a péssima mania de parar a quilômetros da parada e achar por bem que a gente tem que correr até lá pra entrar, que eles não vão parar de novo no lugar certo. Sabendo disso, corri.
    A calçada tava lotada, então saí como uma louca correndo pela sarjeta/meio-fio, com cadernos e livros na mão. Duas coisas aconteceram devido a isto:
    #1 - Atropelei uma bicicleta. O cara caiu prum lado [o da rua] e eu pro outro. Mal parecia uma queda, levantei suja e arranhada e continuei a correr.
    #2 - Tropecei. Até hoje não sei exatamente em quê mas as opções são: Uma muleta. Uma prótese na perda de alguém. OU uma perna doente de alguém.
    Deus queira que tenha sido a primeira.
    Subi no ônibus morta e consegui piorar as coisas.
    Ao invés de passar pela roleta, me abaixei nela com os livros na cabeça, calculando o tamanho da vergonha. O cobrador disse:
    - Ô minha filha, vai ficar aí mesmo?
    Passei pela roleta.



    Veja, sua vida não é tão ruim.
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  2. sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

    Sinceramente, acho que passo mais tempo da minha vida dentro de ônibus que na minha casa, ou sei lá.
    E quando não é dentro da cidade, saindo da minha casa, que é longe de tudo, é saindo da cidade, pra visitar meu namorado estúpido.

    5h, é o que eu tenho que aguentar pra vê-lo. Agora diga que eu não sou a melhor namorada do mundo, pra ver o inferno na terra.

    Enfim.
    Da primeira vez que fui, quase não consigo descer do ônibus, uma vez que estava sentada há 5h. Eu tenho um defeito terrível. Não sei sentar numa cadeira/sofá/tamborete feito gente. Não consigo passar mais que 2min e meio com as pernas abaixadas ou cruzadas normalmente. Não sem um sufoco imenso. Eu sento como criança, com as duas pernas cruzadas, parecendo uma fugitiva da primeira série. Mas eu não consigo ficar diferente, é sério.

    Fora isso, teve o fato de que do meu lado, sentou uma mulher, inicialmente até simpática, o que diminuiu o meu furor por ter que passar a viagem sentada, e não esparramada nas duas poltronas como eu pretendia, e dormir feliz. O problema é que a simpatia da moça passou do limite. Sou incrivelmente anti-social, e a criatura ficava puxando conversa. Fora que a mulher era super folgada. Quando o ônibus deu uma pausa pra a galera lanchar, ela teve preguiça de descer e pediu a um velhinho [Oo] pra comprar uma tapioca pra ela.

    E o tio foi.

    Mas acho que posso perdoá-la. Ela me ofereceu tridents e castanha de caju.

    A ida foi relativamente tranquila.
    Me enganei quanto a volta.
    Eu pensava que seria melhor, já que agora eu tinha noção do que significavam 5h num ônibus, não teriam mais surpresas.

    Doce iludida.

    Eram 7 e pouca da noite. Minha poltrona era a 41, eu acho. Saí andando no ônibus meio escuro. Achei a 41. Na cadeira do corredor, tinha uma mochila. Sacudi minhas coisas no troço de botar malas do ônibus e sentei com o celular e o mp4 com fone quebrado. Tinha intenções de dormir, mas vi que ia ser difícil, já que, pela mochila, alguém viajaria ao meu lado.

    Pouco depois, entra um tio. Eu nem prestei muita atenção quando ele chegou, já tinha vestido o casaco, puxado o capuz e ligado o mp4. Eu era uma visão da delinquência juvenil. Faltava só um baseado.
    O cara jogou a mochila no troço de malas e sentou. Ficou me olhando daquele jeito que a gente olha pra alguém quando quer dizer alguma coisa e não sabe como falar. Olhei de volta, tirei o fone e baixei o capuz.
    - Não, num se preocupe não, vc tá sentada no meu canto mais não tem problema não.

    Agora sinta essa frase toda enrolada, acompanhada de um bafo de cana. Foi quando começou meu desespero. A minha cadeira era a do corredor, mas quando eu vi a mochila, deduzi que a minha era a outra. Pedi desculpas, e fui me levantando, pra trocar com ele. Mas o cara insistiu, disse que não tinha problema, que eu podia ficar. Ainda tentei dizer que eu trocava, mas ele disse pra eu esquecer.
    Quem discute? Não eu.
    Fiquei.

    O que se seguiu foi tenso. Sabe quando você não tá olhando, mas sabe, sente que alguém tá olhando pra você? O cara tava sentado, normal, com a cabeça virada pro meu lado, me encarando assustadoramente, quase sem piscar. Puxei o capuz, de volta, saquei o celular e fiz a única coisa que minha mente em pânico conseguia pensar: mandar msg pro meu namorado.

    OK, isso foi a maior cagada. O ônibus já tinha saído da cidade, a única coisa que eu consegui foi deixar outra pessoa desesperada, só que em casa, sem poder ajudar em muita coisa.

    O tio ficou me olhando uns 10min sem parar, e eu só conseguia pensar: Ferrou. Vou morrer. Vou morrer aqui mesmo. Esse cara vai me estuprar, e me matar, e ninguém nunca mais vai me ver, e eu vou morrer, vou morrer, o que eu faço? Vou morrer, vou morrer!

    Quando ele falou, não sei se eu senti alívio ou mais medo. Porque ele praticamente gritou, e todas as pessoas na redondeza do meu assento viraram pra ver o que era:
    - Olhe, já que você tá no telefone, saia do meu canto, vá, que esse canto é meu, e eu quero sentar aí, vá, saia, vá, por favor.
    O que o telefone tinha a ver com o canto dele, eu nunca vou saber.

    Preciso dizer que eu levantei voando? O cara praticamente me deu um teco quando eu passei, que eu meio que caí sentada no canto que era meu. O cara sentou e ficou falando sozinho/dormindo, sei lá. E de vez em quando dizia coisas como: Agora pronto, tá no seu canto certo, porque vc pagou por esse canto, pronto.

    Pior, de onde eu tava sentada, eu não conseguia ver nenhum outro lugar vago. Fora o meu medo de sentar em outra cadeira, e o dono desta subir em outra parada e eu arrumar outro tumulto. Foi quando eu notei que o cara tinha falado tão alto que as redondezas se compadeceram da minha situação. Uma tia sentada do outro lado do corredor me mostrou uma cadeira vazia.

    Quase choro de emoção.

    Na cadeira do lado dessa ainda tinha um rapazinho na puberdade, que tentou puxar conversa/me cantar, mas depois do meu desespero anterior, qualquer outra merda era fichinha.
    O garoto deve pensar até hoje que eu moro em qualquer canto no Centro, e que perdi meu celular na praia e que aquele ali era do meu pai, que seria da polícia.
    O menino desistiu de falar comigo. Trocou de lugar na primeira parada, provavelmente assustado com a minha antipatia, ou com meu suposto pai policial, bravo como o cão. Arrumou uma amiga, do outro lado do corredor, pelo que eu ouvi, fã de vaquejadas e de Garota Safada. Ele encontrou seu verdadeiro amor *---*.

    E eu dormi o resto do caminho.
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  3. domingo, 20 de dezembro de 2009

    1. Alice no País das Maravilhas.



    Admito que o meu motivo inicial era porque tinha Johnny Depp. Ele é simplesmente um dos atores mais punks que eu já vi! O cara faz de tudo.
    Mas acabei de ver o trailler e fiquei abismada. Eu PRECISO ver.

    2. Toy Story 3



    Já falei sobre esse aqui.
    Vai ser mágico.

    3. Shrek Forever After


    Precisa comentar???
    Vou morar no cinema, ano que vem.
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  4. sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

    Teoricamente, mas ainda assim!
    É só um recesso. Desde quando estudante tem direito de ser feliz?
    Meu último dia de aula foi tão inferno que eu achei que iria morrer. O lado positivo foi vir pra casa mais cedo. O negativo foi fazer isso morrendo de dor e xingando mentalmente quem me olhasse torto.

    Mas ontem foi divertido.
    Comentei até com Talita que a única coisa boa na nossa corrida maluca ontem foi eu ter algo pra contar aqui.

    E tudo só aconteceu porque:
    1º - Eu sempre acho que tudo vai dar tempo. Mesmo que isso signifique correr de um lugar pro outro loucamente em.. sei lá, 30 minutos?
    2º - Eu dou ouvidos as minhas amigas. [Não esquenta, Gabs, já te perdoei :*]

    Eram 18:30h de uma quinta-feira. Quando me disseram, mais cedo, que o filme terminaria essa hora, eu, imbecilmente disse:
    - Ah, relaxa, dá tempo.
    Claro. Sempre dá tempo.

    Sei que quando foi se aproximando a hora e eu comecei a notar que as coisas poderiam não funcionar como minha mente estúpida achou que funcionaria, eu comecei a me desesperar. E fiquei o fim do filme enchendo o saco das meninas repetindo: "Anda, termina logo, eu tenho que ir, eu tenho que ir."
    Quando finalmente aquela treco terminou, eu literalmente corri pra fora do cinema. Sério. Intercalando gritos de "ANDA DIANA" e voltando pra empurrar as meninas [sim, você leu certo. Eu empurrei minhas amigas até a saída], fomos andando. A parte mais linda foi que eu acho que perdi o pouco de noção que eu achava que tinha e continuei empurrando as meninas ladeira abaixo até a Lagoa. Cara, foi cansativo.

    Mas entendam, eu tava desesperada. PRECISAVA comprar aquela passagem.

    Enfim.
    Veio aquele ônibus.
    A essa altura a adrenalina corria solta nas nossas veias, e falávamos todas ao mesmo tempo. No meio dos gritos de "Esse ônibus passa lá ou não????" eu ouvi uma resposta afirmativa e não contei conversa. Entrei.

    Pausa pra explicar que a palavra Entrei não reflete nem de longe o grau de pânico daquele momento.
    Nem lembro que ônibus era aquele, porque poderia agora investigar porque tantos milhões de pessoas entraram ali ao mesmo tempo, e em desespero. Sei que enquanto minha irmã ia passando pelo meio da multidão com dificuldade, eu passei o braço por ela e me agarrei nas duas portas do ônibus.

    Quem já assistiu Titanic e lembra da cena em que a galera da 3ª classe tá entucada no fundo do navio tentando passar por uma grade que os tios lá trancaram pra evitar o tumulto no meio dos ricos lá em cima? Pronto. Eu era essa grade.
    Não sei porque raios fiz isso. Acho que tava com medo que minha irmã saísse desabando lá pelo meio, ou morresse esmagada ou fosse cutucada por mãos de tarados. Enfim, eu tinha que levar a criança inteira pra casa, ok?

    Sei que quando a gente finalmente entrou no ônibus e sentamos [pasmem.], o dito cujo foi pra a faixa da esquerda.
    Pra quem não entendeu, eu vou resumir: Ferrou.
    Baixei a cabeça, respirei fundo e fiz a pergunta que, se eu fosse no mínimo esperta, teria feito antes:
    - Gabi, esse ônibus vai mesmo pra rodoviária?
    Quando ela parou pra pensar, eu vi o quanto eu tava ferrada.
    De todos os 350 milhõeeeees de ônibus que passam por ali, e dos 70% deles que vão pra rodoviária, a gente pegou o que não ia.

    Foi um tumulto.
    Eu já tava tão morta que fiquei de pé, puxei a maldita cordinha e gritei:
    - BORACORREANDA QUE A GENTE VAI DESCER!!
    Foi um caos. E Talita foi o maior problema. Porque ela simplesmente não consegue andar sem rir na hora do sufoco. E sem rir ALTO. Muito alto. Mais alto que o meu grito. Mas eu não tava dando A MÍNIMA pra toda aquela galera do ônibus que me olhava com cara de: Que bosta é essa?

    Sei que descemos.
    Os ônibus CERTOS só passavam na outra rua.
    Eram 19h no centro de João Pessoa, 4 meninas e meia [minha irmã] correndo doidamente. Porque como se não bastasse, Gabi grita: Mermão, aqui é esquisito, anda mais rápido!
    A adrenalina me fez interpretar aquilo como "CORRE". Não me pergunte por quê. Eu corri. Corri tão toscamente que cortei a mão. Em mim mesma. No enfeite/botão/sei lá que raio é aquilo da minha calça. Foi.



    Sei que quando a gente chegou na calçada desejada, eu tava cansada, suada, sangrando, com dor de cabeça e com medo porque aquele era o lugar perfeito pra filmarem O Massacre da Serra Elétrica, versão PB. E eu seria a primeira. Porque tudo acontece comigo, lógico.

    Quando o ônibus CERTO finalmente passou, e a gente entrou, e sentou, foi que eu parei pra imaginar: "Já pensou se a gente chega lá, e os trocinhos de comprar as passagens cujos nomes eu esqueci agora estão fechados?"
    Mas olhei pras caras das meninas e não me atrevi a falar isso em voz alta.
    É o tipo de coisa que você aprende depois de levar um outro daqueles famosos tapas estilo: Quer morrer, animal? uma vez ou outra. Você guarda seus pensamentos mais profundos pra você. Mesmo que você saiba que a humanidade pode precisar deles uma hora ou outra. Enfim.

    Então, adivinha?
    Acontece o improvável.



    Tudo deu certo no final.
    Juro.
    Quer dizer, tão certo quanto poderia dar.
    Tive que comprar passagem inteira, chegamos na confraternização atrasadas, mas atrasaram lá também, minha mão passou a noite inteira sangrando, eu tentei fazer parar com os guardanapos azuis que eu troquei com Netão, de modo que minha mão ficou meio azul, e eu esqueci de tirar uma foto.
    Mas no geral, foi bom.
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  5. terça-feira, 15 de dezembro de 2009

    Essa mania deve ser de família. Deixar as coisas pra última hora. Eu faço isso o tempo inteiro. Especialmente em trabalhos. Fazer trabalho de véspera é uma delícia. Esse período eu fiz isso em todos os trabalhos. Nos de grupo e nos individuais. Foi lindo.

    O negócio é que, mesmo que todo fim de ano minha mãe faça de tudo pra evitar, tivemos que comprar roupas essa semana. Uma loucura.
    A primeira tentativa foi no shopping.

    Arrependimento não mata, descobri ontem.
    Cara, aquilo ali tava um inferno. Os pobres dos vendedores da loja já tavam a beira de um colapso. Um deles perguntou a minha mãe se ela queria fazer o cartão da loja umas 3 vezes em menos de 10 minutos. E se desculpou nas duas últimas. Não o culpo. Ele tava com uma cara de que se alguém desse uma rasteira nele, seria um alívio por poder se sentar.

    Eu odeio fazer compras. E ontem eu saí de casa de péssimo humor. Eu tava tão absolutamente enjoada que tava fazendo questão de não me desviar das sacolas/pessoas/crianças que cruzassem meu caminho enquanto eu andava. E ai de quem me fizesse uma cara feia. Ontem, eu fui o terror dos vendedores.

    E hoje de manhã eu entrei pela primeira vez numa daquelas lojas que minha avó chama de boutique [e eu odeio essa palavra, não se porquê]. Nunca tinha botado meu pézinho de chinela japonesa suja e velha num canto tão limpo e cheio de frufrus como aquele. Sabe o patinho feio no lago dos cisnes? Era eu ali.

    A diferença é que eu não acho que os cisnes sejam tão histéricos quanto eram aquelas mulheres. Mas era um caos educado, refinado e com aroma de flores do campo. Algo muito elevado para os meus sentidos.
    Mas era palpável a tensão naquela galera. Cada uma que quisesse o vestido mais barato e com cara de caro que tivesse na loja. E quando outra mulher tentava se aproximar do objeto de desejo, a outra fechava a cara e mostrava as presas. Quase a leoa defendendo a cria.
    Mermão, catei o vestido mais barato, discreto e apresentável que eu vi e tratei de dar o fora.

    Mas daí convencer a dondoca da minha irmã de que aquela blusa estava boa e que pelamordeDeus a gente fosse embora dali, deu trabalho.
    Minha irmã tem alma e cara de patricinha. Fazia bico pra 80% das roupas e se engraçava pra aquelas que você precisaria vender um rim pra comprar. Ela tem uma incapacidade de aceitar o bom e barato. Mas a gente leva ela na marra com o tempo. Ela tá até pegando o jeito. Me orgulha a cada dia [não.]

    Uma das vendedoras inclusive conseguiu provocar a ira da minha mãe. Uma coisa que só alguém realmente corajoso se arriscaria a fazer.
    E pior que a mulherzinha foi ousada. A gente entrou no provador [as três num só, o único vago, que conseguimos por sorte] e na mesma hora a Vendedora Louca abriu a cortininha numa delicadeza digna de uma rainha e berrou:
    - Quem entregou essas roupas pra vcs?
    O sangue subiu perceptivelmente na cara da minha mãe. Qualquer cristão em sã consciência teria corrido e gritado. Obviamente não era o caso da Vendedora Louca. E ela respondeu:
    - Uma vendedora...
    - ENTÃO VOCÊS TÊM QUE PEGAR A FICHA.
    Zap. Fechou a cortina e saiu.

    Doido, juro que tudo o que passava na minha cabeça era: E agora, e agora e agora?? Minha mãe ficou revoltada. E eu também. Mas eu tava mais preocupada em se ela desistisse da compra e levasse nós duas embora. PO, foram necessárias 3 visitas a lojas pra eu achar um raio de um vestido que não me deixasse parecendo uma cadelinha que usa roupinha. E eu tinha até me agradado daquele.
    Graças a Deus minha mãe se compadeceu da minha situação. Mas não deixou por isso.
    Quando a gente foi pro caixa, minha mãe passou pela Vendedora Louca e perguntou o nome dela. Depois saiu e reclamou dela pra a Vendedora Chefe.

    Diguénada.

    Enfim.
    Sobrevivi.
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  6. domingo, 6 de dezembro de 2009

    Sabe o quê? Perdi a prática de escrever quilômetros a partir de uma bobagem.
    Mas eu não desisto.

    Tô precisando disso pra organizar os pensamentos.
    Sabe o que eu acho? Os piores problemas são aqueles que são causados por forças externas, fora do seu controle, e cuja única pessoa ferrada com aquilo é você. O segundo lugar fica com aqueles que você mesmo causa, e depois pensa: Más quê merda foi essa que eu fiz?
    Eu sou campeã na segunda categoria. Mas esse fim de semana, estou experimentando um pouquinho da primeira opção. É um saco.

    Tá tudo tão "Lei de Murphy ON" que hoje, quando eu acordei, disse bom dia pro meu pai. Ele demorou uns 10 segundos pra me responder e depois dizer: "Tenho uma tarefa pra você, varra a casa antes de eu voltar." Catou minha irmãzinha e saiu.
    Po, eu já varri casa em todos os dias da semana. Mais de uma vez no mesmo dia. Até nas casas dos outros. Até em colégios. Até em cidades diferentes. Até no sábado. Mas no domingo, vai ser a primeira vez. Isso é tão traumático que eu tou aqui enrolando.

    Você percebe que a coisa realmente tá feia quando você pensa: Cara, eu queria tanto que a segunda-feira chegasse. :O Essa sensação passou quando eu lembrei da hora que eu teria que acordar. Enfim.

    Tem coisa que até parece pegadinha, sabia? Tudo acontecendo tão lindinho pra acabar com a sua miserável existência na Terra que até parece combinado. O problema é que não aparece nenhum cristão de bom coração pra dizer: Relaxa, po, era brincandera, viu? Nada disso. A coisa vai só ficando pior e pior.

    As cagadas das outras pessoas reunidas, se lançando sobre você, enquanto você pensa: Mermão, como eu vou sair dessa?
    Já tentei usar tudo quanto é técnica de pensamento positivo, já tentei dizer: Deus, qualé, uma mãozinha aqui, plz? Mas quem sabe? Depois que a gente passa por um ou outro aperto, mais na frente a gente aprende melhor o que fazer. Ou não.

    É a vida.
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  7. Psy

    sábado, 5 de dezembro de 2009



    Segundo Carlinha, isso sou eu.
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  8. quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

    IR PRA PARIS NO NATAL.


    Tava inocentemente na TV, tentando não deixar meu pai perceber que o jogo do Fluminense tinha começado, uma vez que ele me expulsaria dali se soubesse, e vendo uma ou outra besteira. Quando eu menos espero, um dos jornais [que eu não lembro mais qual] me bombardeia com uma reportagem punk:

    A Champs Élysées é a avenida mais linda de Paris, e logicamente, como não poderia ser diferente na cidade luz, tá com uma ornamentação incrível de Natal. As luzes são ecologicamente corretas e reduzem o gasto de energia um bocado, o que deixa a coisa ainda mais bacana.



    Quando vi a reportagem, morri de inveja daquele monte de brasileiro [já me disseram que a gente é feito praga. Pode acionar o Google Earth aí que dá pra ver o rastro que brasileiro deixa no exterior] que pôde estar lá e eu não ¬¬
    Já me imaginei naquela roda gigante monstruosa, tirando fotos e mais fotos. Doido, deve dar pra ver a cidade inteira dali.

    Enfim, quem estiver pensando em me dar um presentinho bacana de Natal, to aceitando passagens, hospedagem e tudo mais ;D
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  9. terça-feira, 1 de dezembro de 2009

    Não sei quando poderei parar/respirar pra poder postar algo aqui.

    Sorry.
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