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  1. segunda-feira, 5 de outubro de 2009

    Começarei comentando que hoje eu passei a tarde com uma dor de cabeça descomunal que me fez esquecer tudo que eu tinha estudado pra a prova de fisiologia. Quando eu entrei na internet, passou.
    O nome disso é vício.

    Enfim.
    Olhem como meu blog tá lindo *---* Juro que quase morro pra conseguir mudar as coisas mas ficava dando um raio de um erro de html, que só mesmo o meu santo namorado pra resolver!
    Eu pipoquei de raiva, porque passei horas procurando um template que me agradasse. Quando eu achei, não me deixam baixar.
    Tenso.

    Bom, mas vamos às coisas bizarras.
    O post de hoje é com esse intuito. Eu vi muito troço estranho de sexta pra cá, e gostaria de dividir com os vagabundos entediados desta internet.

    Ontem foi um dia super divertido. Meus pais me levaram pra a granja de uns amigos nossos e bombamos por lá. Numa certa altura do campeonato, dizem: Vamos para o rio!
    Foi uma bela duma movimentação porque o nosso querido guia não tava a fim de esperar ninguém. Catei minha havaiana velha e segui uma meia dúzia de 20 pessoas [tio valval me ensina cada coisa] entre crianças e adultos. Admito logo que eu faço parte da contagem das crianças.

    Só sei que lá fomos nós, sob o sol de 1h da tarde. Eu percebi que a coisa seria #tensa pra mim quando eu dei a primeira carreira pra alcançar a galera e fiquei ofegando por uns 5 minutos inteiros. Foi quando eu me liguei que meu corpinho #tudoisso já não é mais o mesmo. Estou idosa e não tô mais pra carreiras. O bom é que nossa delicada caminhada pro rio começou com uma ladeira. Simpática, inicialmente. Mas ainda assim, uma ladeira. Logo depois, o caminho era todo de descidas e eu me senti melhor. Doce ilusão.

    Eu já tinha ido nesse rio antes, há muito tempo atrás, quando eu media menos que 1,50m. Ok, não fazia tanto tempo assim. Mas eu tinha ido de carro. Mais especificamente na carroceria de uma caminhonete, com mais uma meia dúzia de 25 pessoas me fazendo companhia. Uma senhora farofa. Mais ou menos assim:
    Enfim, era super divertido.
    Quando chegamos na parte do caminho que eu tinha uma leve lembrança, um guri esquálido que havia assumido o comando [só queria saber com a permissão de quem ¬¬] mandou a gente ir pela direita.
    Bacana.
    Senti o cheiro de "ferrou" no ar, mas ignorei os meus instintos.

    NOTA: Nunca mais me deixem ignorar os meus instintos. NUNCA MAIS.

    Andamos mais um bom pedaço pela areia com o sol derretendo nossos neurônios, quando nos deparamos com um portão. E o muleque enlouquecido abriu e entrou. Nós, o bando de animaizinhos irracionais, fomos atrás. Eu ainda repeti umas 3 vezes: Gente, isso é propriedade privada. Gente, vai aparacer um cara com uma arma. Gente, PELAMORDEDEUS, não é aqui.

    E, pra variar, todo mundo me ignorou.
    E sabe o quê?
    EU ACHÉPOKO.

    Adentramos pela propriedade desconhecida. Meu alarme do "Deu Merda" começou a apitar estridente quando eu comecei a ouvir um reggae ao longe. Era mais aquela música do Johnny Be Good. Como eu sabia que não adiantava mais protestar, segui a galera. Dito e feito:
    A gente deu de cara com uma meia dúzia de 15 homens dentro do rio, numa proporção de 3 garrafas de uma cana vagabunda pra cada homem, o reggae rolando solto, e o mais chocante: Um Macaco Na Coleira.

    Sério. O macaco foi pra tirar onda.
    Os bêbados nos olhando com cara de: "Qué qui cês tãum fazenu aquê, manu?" [ê dialeto...], eu posso aguentar. O cheiro estranho poluindo tudo no lugar, ainda é aceitável. Mas um macaco? Não, aí já é demais. Ninguém aguenta um macaco. Já é tirar onda!
    O macaco era assim:

    A diferença é que tava na coleira.
    Como se não bastasse, tinha um coleira. Eu mereço.

    Fui desfiando minha revolta por causa do macaco o caminho inteiro. Eu realmente pensei que depois de invadirmos uma granja, interrompermos o momento de confraternização regado a álcool e baseado 'primeira de luxo' dos manos, a gente ia voltar pro nosso canto, e nos recorlhermos a nossa insignificância.
    Haha. Not.

    Eis que, ao menos, o verdadeiro guia da expedição nos resgatou. Essa foi a parte boa. A parte ruim foi que ele foi repetindo: Como é que vocês CONSEGUIRAM fazer isso? o caminho inteiro.

    Eu pensei exatamente a mesma coisa quando vi o macaco:
    - Onde vim amarrar meu jegue?

    Bom, depois disso tudo foi mais tranquilo. Encontramos o pedaço do rio adequado para pessoas não inclinadas ao baseado e aos macacos e fomos felizes.
    Depois voltamos.
    E o caminho que foi bacana, cheio de descidas, se revelou uma Pegadinha do Malandro.


    Sofremos feito cachorras parindo pra subir as ladeiras que antes me pareciam tão simpáticas em conjunto com a lei da gravidade, me levando caminho abaixo. Cada passo me fazia pensar que eu ia cair, ser deixada para trás, desitradar e morrer. E, talvez, ser encontrada eras depois. Por arqueólogos. E ser batizada com algum nome estranho em latim.
    Enfim...

    O lado positivo da volta foi que achei um pé de acerola no meio de vários outros que ainda não havia sido saqueado.
    'Ainda' não, uma vez que eu realmente fiquei meio para trás, devido ao meu sedentarismo.
    Praticamente desfolhei o pé de acerola. Tava morrendo de sede.
    Descobri, naquele momento, que acerola quente não mata sede. Deixa o lábio ardido. Especialmente depois que você come umas 30.
    É.

    Mas eu cheguei viva.
    E a frase que ouvi do guia oficial da nossa expedição foi:
    - Nunca mais eu invento uma dessas.

    E eu voto a favor.
    |


  2. 5 comentários:

    1. Bob disse...

      porra, e o macaco? ítalo tem um macaco na coleira e issé tenso!

      P.S: playgirls não sabem comer frutas, então, dá nisso: acerola pra matar a sede.

    2. Talita disse...
      Este comentário foi removido pelo autor.
    3. Talita disse...

      kkkkkkkkkkkkkkkkkk' Esse dia vai ficar pra historia. Acerola realmente não mata a sede, mas foi bom roubar aquelas acerolas. Num foi ?
      bjsmeliga. Aiin

    4. Tuíla disse...

      Acerola é o poder, rapaz.

      E eu não me surpreenderia se descobrisse que ítalo tava no meio daquela galera. Quem sabe não era o macaco dele?

    5. 2 anos depois do post, eu comento... esse sou eu...

      Já criamos um macaco. Era um sagüi (eu não me conforme com a recente morte do trema). Nunca botamos coleira nele. Vivia solto e passeava nas mangueiras e jambeiros de Jaguaribe inteiro, fazendo filhos em cada galho. Daqui a pouco ele voltava morrendo de fome. Eu e ele concorríamos pelo prêmio de Gaiato da Casa. Eu não vou dizer quem levou vantagem no placar (se eu perdi, perdi prum macaco, e essa não dá pra aceitar; se ganhei, lá se vai a reputação...). Até que um dia ele saiu pra comprar cigarro e nunca mais voltou. Talvez pego pelos macacos traídos, talvez se emendou e resolveu ficar com (um)a família.
      Varêi... essas lembranças... eu tô todo me coçando...