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  1. terça-feira, 29 de setembro de 2009

    Novamente porque há uns meses atrás eu tive um dia tão ruim quanto hoje. Não lembro bem o que aconteceu mas tenho anotado em algum lugar. Quando me der coragem eu faço um post contando sobre o outro fatídico dia.

    Hoje foi assim:

    • Acordei cedo. Isso já é motivo pra pirar o cabeção de qualquer um. Acontece que ontem eu fui dormir meio tarde, não me recordo porquê. Acho que hoje foi horrível de acordar porque...
    • ...eu SABIA que não ia ter aula. Tá tendo o raio da Semana de Psicologia na UFPB. Bacana, nada contra. Até acho massa. Mas eu fiquei: e se o raio do professor 'Eu Sou O Dono Da Bola' inventar de dar a sua segunda aula a essa altura do período e eu não estiver lá? Como ficaria minha situação? Por um lado, eu queria enviar a aula para a casa da Mãe Joana, mas o meu senso de responsabilidade falou mais alto. Outro incentivo foi que hoje eu tinha carona. Hê.
    • Tudo certo. Cheguei lá, nem sombra de aula. Nem me importei muito, porque eu tinha uma coisa mais tensa pra resolver. Antes de mais nada deixa eu revelar a vocês que ser pobre é lasca. Fui nas intucas da reitoria tentar me cadastrar pra almoçar de grátis no Restaurante Universitário. Já tava com quase todos os documentos, fui pegar o resto. Depois de andar pra caçamba, cheguei ao local do cadastramento. Doido, tava uma zona. Tinha gente subindo nas cadeiras e pulando no meio da galera pra alcançar o montinho de formulários e botar seu nome na fila. Ok, brincadeira. Mas PISARAM NO MEU PÉ quando eu tentei me aproximar da lista. Bom, meu nome foi o nº 62. O babado é que ainda tavam na lista de ontem, que não tinha dado tempo terminar. Quando me disseram isso, fiquei logo bolada. Pensei: Esse raio vai me fazer esperar o dia inteiro, quer ver? Mas segui em frente, cabeça erguida, olhos sonhadores, pensando em economizar o dinheiro do cumê por todos os meses que se seguirem na minha vida estudantil. Foi lindo.
    • Foi lindo até o momento que uma tia estressada chegou ginchando: SÓ VAI ENTRAR QUEM TIVER COM A DOCUMENTAÇÃO COMPLETA, SEUS MERDAS. Pinei. Sofri pra avançar de novo no meio da galera e alcançar uma mesa com papéizinhos dizendo o que danado de documento precisava. Doido, era muito troço. Não sei como não pediram exame de fezes e urina também, porque, pelamordeDeus. O tenso foi eu notar que estava faltando um comprovante de não-me-lembro-o-quê e uma foto 3x4. Minha vontade na hora foi sentar e chorar. Mas me contive e fui pra casa.
    • Perdi o ônibus.
    • 1h depois, chego em casa. Fui procurar o tal comprovante e fiz uma zorra nas coisas da minha mãe. Ela não viu ainda. Sei disso porque ainda não ouvi os berros.
    • Cortei os cabelos da minha mãe HAHAHAHA. Ela quem pediu, digo logo [essa foi a parte divertida do meu dia]
    • Bob me disse pra tirar uma foto do meu celular e mandar revelar 3x4 que sairia mais rápido. Como eu sou 'engole-corda', fiz exatamente isso. Tirei 2736847263874264 fotos e escolhi uma. Horrível como as outras, mas era a menos ruim. E eu só demorei tanto porque minha mãe ficava me fazendo rir, de forma que eu saía nas fotos com cara de quem acabou de chupar um limão. Mais ou menos assim, só que prendendo riso:
    • Minha mãe me sacudiu no Manaíra Xop [sim, com X] onde eu levei a foto pra revelar. A loja onde eu sempre revelo tava com a impressora lá quebrada. Legal.
    • Na outra, me cobraram 5 reais pra revelar 8 fotinhas. Doido, eu quem procurei uma parede branca, aceitável, com uma luminosidade boa, e sofri com uma fotógrafa que me fazia rir. Eles deveriam ter me dado 5 reais por revelar a foto ali. E ainda demorou 40 minutos pra ficar pronta.
    • O que eu fiz nos 40min? Tentei me deprimir ao máximo. Como? Olhando livros que eu não tenho dinheiro pra comprar [sim, eu fiquei secando o guia turístico de Paris com fotos bombantes de novo, antes que Bob pergunte] e tomando sorvete admirando tristemente a vitrine da Imaginarium e imaginando como meu quarto seria lindo se eu cagasse dinheiro. Mas eu não cago. É a vida.
    • Minhas fotos ficaram horríveis. Foi triste ver minha cara redonda, com meus cabelos meio enrolados meio lisos repetida 8 vezes. Eu sofro.
    • Saindo do Manaíra, perdi o ônibus. E ainda espirrei umas 5 vezes porque dentro do shopping tava muito frio e fora tava muito quente e meu nariz é super fresco.
    • A parada de ônibus era longe e ficava no sol. Uma tia ficou puxando conversa comigo e disse que tinha 55 anos. 40 eram de safadeza. Eu ri. Foi outro momento feliz do meu dia.
    • Cheguei na universidade again. Tirei xerox de tudo quanto era documento da minha pasta. Quase tiro xerox de mim pra eles guardarem de lembrança. Acho que eu tava com essa cara. Cara de foto 3x4 xerocada. Acho que essa cara seria mais ou menos assim:
    • Fui de novo pra reitoria. Chegando lá, o choque. A tia que tava lá, a mesma que deu O Grito que começou minha aflição, disse secamente que tinham encerrado por hoje e que tavam atendendo só os guerreiros que tinham ficado lá o dia inteiro. Mas que a coordenadora lá faria a imensa gentileza de prolongar o prazo até amanhã.
    Preciso dizer o quanto eu fiquei REVOLTADA com isso? Não, não preciso.
    Resultado: Amanhã de manhã eu não teria nenhuma aula e dormiria a metade da manhã e passaria a outra metade vendo Pri e Yudi no SBT, mas NÃO. Amanhã eu vou pra universidade. Enfrentar fila, sentada no chão cheio de pó de cimento e cal porque eu acho que tão reformando o corredor vizinho e minha calça era clara e eu acho que saí andando o resto do dia com a bunda marrom com manchas brancas. Né legal?


    Eu amo a minha vida.
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  2. domingo, 27 de setembro de 2009

    Dizem que de emo e louco, todo mundo tem um pouco.
    Então, como esse é um país livre, eu posso dar uma de emo aqui, e ser feliz.

    -
    Conhecem a sensação de "Cara, eu sou ridícula"? Pronto. Tou tendo essa sensação mais vezes do que é considerado saudável numa mesma noite.
    Domingo nunca foi o meu dia preferido da semana. Pelo simples fato de que eu ficava sempre pensando: Putz, amanhã começa o perrengue de novo. E é verdade. Eu odeio ainda mais a segunda-feira que a noite de domingo.
    Acho que eu tenho uma semelhança incrível com o Garfield. Semelhança essa que já foi maior, porque houve a época que o meu cabelo ruivo começou a desbotar e ficar laranja. E, por incrível que pareça, eu emagreci. Agora me diga se eu não tenho motivos pra me sentir bizarra 90% do tempo.

    Acho legal porque eu ainda chego em casa com um humor como esse e me atrevo a ouvir Wonderwall, e Stop crying your heart out, do Oasis, que é pra ver se eu me mato.
    Bacana.

    Acabei de jogar no Google uma busca que me fez sentir ainda mais Ridícula [com R maiúsculo, que é pra todo mundo sentir o drama]: Curso de Francês Online Grátis.
    Querem saber porque eu me sentir Ridícula? Vou explicar:
    Um curso de Francês. Bacana. Pra uma criatura como eu, que mal sabe falar o bom e velho Português. Faz todo sentido do mundo. Gente pobre normalmente é um bicho que tem esperança. Eu sou pobre e esperançosa. Quero aprender o raio do Francês pra poder dar cantadas num velhinho rico e doente que vai me levar pra Paris, onde eu vou matá-lo, e logo após, casar com Bob [lol].
    Online, porque nessa minha existência patética, o tempo que eu deveria estar estudando pra ser alguém na vida, no meu curso bombação de Psicologia, eu fico na internet. No meu twitter devem ter uns bons milhões de frases como: Eu sei que eu deveria estar estudando maaaaas...
    Então eu pensei: Why not acelerar o processo enquanto vivo o ócio aqui?
    E Grátis, pelo simples e gritante fato de que EU SOU POBRE.


    Daí chega o santo Anderson e me mostra o vídeo que ele fez:



    Só queria dizer que bombou muito.
    Alegrou minha noite.
    Já desmanchei a franja de emo, e agora posso sorrir. Dormirei feliz.
    És o cara, mano (Y)




    Buenas.
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  3. quarta-feira, 23 de setembro de 2009

    Hoje de manha, cometi a imbecilidade de sentar muito perto da janela durante minha aula de Ética Profissional. Não que a aula seja ruim. O problema é a minha capacidade de concentração, que é quase nula. Aí já viu, né? Minha desculpa para sentar ali foi o vento, e considerando o calor dessa cidade, que é um estágio para o inferno, foi até aceitável.
    Porém, admito que estava lindamente pensando em como seria divertido olhar a galera passando. E em parte até foi, mas não tanto quanto é observar a Praça da Alegria. Sério. Numa das nossas conversas por lá, chegamos a conclusão de que tem muito pesquisador e sociólogo perdendo um laboratório social incrível naquele lugar. O que tem de figura exótica ali, não é brincadeira. Provavelmente teriam avançado loucuras nos estudos se tivessem analisado todas as interações sociais que acontecem ali, num dia.

    De qualquer modo, você começa a perceber que seu déficit de atenção é algo com o que se preocupar quando você nota que tá olhando uma formiga [ grande, é verdade, mas tão formiga quanto qualquer outra ] no jardim ao lado da sala. Meu professor tava falando um pouco antes sobre como a criança não pode formar um pensamento ético quando é muito nova porque não consegue tomar uma perspectiva geral demais. E isso foi tudo o que eu absorvi da aula, fato. E tudo porque eu lembrei das minhas brincadeiras de criança. Se me largassem naquele jardim, eu seria feliz.

    O jardim não tinha nada demais. Eu pensei em tirar uma foto. Mas seria cara de pau demais, e ainda não evoluí pra esse nível. Tinha apenas uma árvore no meio, um círculo ao redor, com terra e umas plantas pequenas, e grama delimitando [ui] o círculo. O que me chamou atenção é que nesse círculo tem um ou outro matinho ousado e minúsculo, que algum jardineiro vai arrancar impiedosamente no fim de semana. Nas minhas brincadeiras, esses matinhos seriam árvores pros meus bonequinhos de plástico que vinham em sacolinhas de aniversário.

    Normalmente, eram soldadinhos. Assim, ó. E sim, eu era uma menina que brincava de soldadinhos de plástico.

    O que me levou a refletir sobre aquela velha história de livro de auto ajuda: Quando a gente fica mais velha [não tenho tamanho pra me atrever a usar o termo "cresce"] vai perdendo o gosto por detalhes. Deve ter algo a ver com a perda da visão. Eu, por exemplo, nem vejo direito, nem escuto essas maravilhas, tenho sinusite, fico sem voz se falar muito alto, e sou baixinha. Mas sou feliz. Enfim, voltando.

    Outra hipótese é que a gente começa a se preocupar com besteira. Antigamente, minhas preocupações giravam em torno de onde eu arrumaria uma namorada pro meu soldadinho [ as minhas Barbies de feira eram grandes demais] ou aonde, pelamordeDeus, eu tinha largado meus Tazzos!?

    Isso aí eram Tazzos. Eu, inclusive, perdi todos os meus e sou revoltada com isso até hoje.

    Voltando, de novo.
    As coisas vão complicando com o tempo e eu sinto falta do meu tempo de ver mato como árvore e brincar de tazzo. Tudo evoluiu tão rápido que eu já perdi as contas de quantas vezes pensei: Ferrou, essa eu não consigo resolver. Meu consolo é que até hoje, tudo se resolveu. Nem sempre foi mérito meu. E quando foi, nem sempre foi da melhor maneira. Mas resolveu, certo?

    Quando eu era criança, lutava contra os meus problemas. Eles eram grandes pra mim, e eu tinha medo deles, como tenho hoje. A diferença bombástica é que eu me distraía com coisas simples e isso me aliviava. Hoje em dia eu permaneço com esse hábito, mas requer muito mais esforço que antigamente. E vale salientar que minha concentração não é mais a mesma.

    Hoje, mas do que nunca na minha vida, eu senti saudade do jardim só-de-grama da minha casa...




    Boa noite.
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  4. sexta-feira, 18 de setembro de 2009

    Eu adoro o meu namorado porque ele acha as coisas legais na internet e só vem me mostrar eras depois. Isso é realmente coisa de quem adora compartilhar com os outros.
    Egoísta.

    Doido, semana passada eu tive um sonho super realista [zoaram de mim na faculdade quando eu disse isso, mas, enfim]. Eu sonhei que chegavam em casa com a notícia de que iríamos pra Paris. É, rapaz. Na França. Meu pai desenrolava a viagem pra gente e eu ficava atacada de felicidade. Aí ele me mandava ir dormir que de madrugada a gente ia pegar o avião. Super realista. Bom, o troço é que ir pra Paris é o meu segundo maior sonho da vida inteira [o primeiro é crescer. mentira], e quando o despertador do meu pai tocou na sala, mais ou menos de 5h da manhã, eu acordei pronta pra catar os bagulhos e correr pro aeroporto, de preferência gritando :D
    Deprimentes foram os 10 segundos inteiros que se passaram até eu cair na real de que tinha sido só um sonho. Que eu não ia pra Paris coisa nenhuma. Que eu ia era encaram um belo e maravilhoso dia TODO na universidade, e depois, direto pra igreja. Sem nem um almoço nem uma janta decente. Vivendo de lanchinhos. Legal.

    Passei o resto do dia deprimida, pensando: "#$@%&*, eu devia tá em Paris, a essa altura... %$#@%#"
    Foi tenso.

    Acabou que quando foi hoje, meu namorado chega com esse vídeo, porque eu falei em Paris. Oh, que legal, vamos lembrar de mostrar coisas punks à namorada.



    Esse tio bateu o mundo inteiro fazendo essa dancinha estranha. Po, MUITO LEGAL. O mais punk é a galera que ele arrumou pra dançar com ele. E o cachorro. Sim, um cachorro dança junto. Morri de inveja positiva. Do tio, não do cachorro.

    E ele passa duas vezes pelo Brasil, tá?
    Ê, orgulho véi besta.




    Have fun!
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  5. quinta-feira, 17 de setembro de 2009

    P: Mãe, por que nunca me deram de presente a bazuca que eu tanto queria?

    R: ...

    Resposta correta: Porque eu usaria mais de uma vez no dia.
    Fato.
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  6. quinta-feira, 3 de setembro de 2009

    Minha manhã foi horrível e eu nem quero relembrar. Não me pergunte.
    Cheguei em casa uma pilha de nervos, engolindo no seco pra não descontar meu ódio na vida em nenhum dos inocentes que são obrigados a dividir o teto comigo. Minha mãe vai pro céu, e vai ser vizinha de Deus, digo mesmo. Só ela, com uma paciência de Jó, pra me animar. Pois foi.

    E o que as pessoas fazem quando percebem que quanto mais pensam, mais raiva têm?
    Elas vêm pra internet, claro.
    Tava meio morgada mas aos poucos fui me animando. E foi olhando o Mundo Gump que eu vi lá um dos vídeos mais engraçados que eu já vi na internet. Não me lembro onde foi que vi, acho que foi Taiane Monstra que me mostrou, só sei que eu já tinha rodado atrás desse e nunca mais tinha achado. É hilário.




    Digo mesmo que se fosse meu filho [ou pior, meu irmão], a cena seria bem diferente. Seria a criança com uma meia na boca e a mãe [ou pior, a irmã mais velha] com o fone de ouvido zoando a toda altura.
    De verdade.
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  7. terça-feira, 1 de setembro de 2009

    Só lamentar o fim das minhas férias. Ai ai ai.

    Tou postando aqui só pra mostrar um troço que Gabi botou no twitter dela e eu adorei.
    Quem estiver um dia pensando em me dar um presente, aí está ele:


    Só pra avisar, os livros não precisam ser, necessáriamente, cor-de-rosa. Mas, se quiserem me dar a estante preenchida, especialmente com bastante coisa do Veríssimo, muito livro de ficção, estilo Dan Brown, e o que mais der vontade, já que eu leio de tudo, sinta-se livre para tanto. Garanto que não darei a mínima para a cor das capas.

    Como eu sou uma pessoa pobre e entediada, gosto de sonhar.
    Taí o link pra quem levar a sério o meu devaneio, ou simplesmente quiser ver como é o babado da estante. É da DressTo e é cara como um rim.



    Ei, mas sério, eu realmente gostaria de uma dessas...
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