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  1. terça-feira, 29 de dezembro de 2009

    Sabe o que eu percebi? Eu posto ainda menos aqui quando tou de férias. Que coisa.
    Só notei isso quando vejo um recado no meu orkut de Karol me intimando a escrever algo aqui ;x

    E eu tava realmente sem saber sobre o que falar. Tudo me parecia merda demais. Mas sabe o que? Só tem coisa #semgraça aqui mesmo. Então, deixa eu rir de mim, que é o melhor que eu faço, certo?

    Eu nasci com um dom natural para micos. Dos mais vergonhosos/bizarros do mundo. Desde criança. Hoje em dia, não me importo muito com eles, mas na época, morria. Algumas situações eram realmente tensas. Outras só me pareciam tensas. Ambos os casos eram incômodos.

    1.
    Quando eu era criança, a gente costumava ir quase todos os domingos na casa da minha avó paterna. Eu tenho milhares de tios e trocentos primos neste lado da família, o que tornava tudo muito divertido. Meus tios até hoje adoram uma cervejinha, mas meu pai não bebe.
    Eu devia ter uns 5 ou 6 anos, na época. Pra você ver como meu histórico de presepadas começa cedo. Já tinha corrido pela casa inteira, subido/caído de árvores e tava totalmente suja, cansada e morta de sede. Corri pra a mesa, loucamente, e abracei alguém que eu pensava ser o meu pai. Não passou pela minha inocente cabeça infantil que muitos dos meus tios e tias eram gordinhos como ele. Nem contei conversa. Tinha barriguinha, era o meu pai. Meu pai não bebia, logo, aquilo no copo na frente 'dele' era guaraná e não cerveja.
    Gritei: É meu! E virei o copo. De um gole só. Quase como se faz com uma dose de cana. Aquilo desceu queimando na minha garganta e meus olhinhos se encheram de lágrimas. Olhei pra cima e identifiquei a dona da barriga que eu tinha agarrado. Definitivamente não era o meu pai. Era uma tinha minha. Graças a Deus, atualmente não me lembro qual delas. Se lembrasse, não diria HA.
    Depois disso, naquele dia, derrubei um copo na cozinha, caí do pé de jambo, e tropecei num bolo [!] que tava no batente pra esfriar.

    2.
    Esse foi realmente ridículo.
    Quando eu tava na 6ª série, eu acho, tinha um menino da 7ª que era cego. Não sei se de nascença, não me lembro mais, mas acho que sim. Ele era muito gente boa, super simpático e adorava conversar. Não saía pro intervalo, ele ficava sentado numa salinha perto da secretaria. Vez por outra, eu e umas amigas minhas passávamos o intervalo com ele, conversando besteira. Ele era muito inteligente.
    Sei que numa bela tarde de sol, fomos pra lá conversar com o rapaz. A gente ia super empolgado, conversando horrores, sobre música e tal. Daí falei de um tal cd de uma tal banda que não me lembro mais qual, no tempo que ainda se compravam cds. Ele perguntou:
    - Mas qual o nome do cd, tu lembra?
    - Rapaz, o nome mesmo não lembro, não, mas era um da capa azul...
    * pã *
    Só percebi a qualidade da cagada que tinha dito porque as meninas me olharam com a expressão tipo, #$*%$, CALA A BOCA!
    Uma delas, particularmente preocupada com a minha situação, tapou a boca e saiu rindo. Obrigada, amiga.
    Só não fiquei com mais vergonha porque ele nem pareceu se alterar, só perguntou que músicas tinham no cd, e tal. Mas eu continuei demorando quase 1min inteiro antes de falar cada frase naquele dia.

    3.
    Esse foi épico.
    Sempre acontecem coisas assim quando eu tou com Rayza, as vezes até mesmo antes de encontrá-la.
    Nesse dia, a criatura me falou pra encontrar com ela e as meninas num barzinho na praia que eu não sabia onde era. Desci no canto mais central. Primeiro, a peste me fez andar quilômetros pro lado errado, pra depois me ligar e dizer que era do outro lado. Depois de quase meia hora de caminhada, eu ligo pra ela:
    - Ray, pelamordeDeus, onde fica esse troço? Já tou passando da Empadinha e ainda não achei. Acho que meu pé esquerdo já ficou pelo caminho! [menos.]
    - Olhe, me espere aí que a gente vai pegar um táxi [Oo] e te encontra aí.
    Se eu não estivesse tão esbaforida, teria percebido que ela disse que me encontrava lá. Não falou nada sobre me buscar.
    Quando o táxi parou, eu nem pensei, só entrei.
    Entrei no táxi, no banco da frente, do passageiro, e comecei a brigar com as meninas que tavam no banco de trás. Rayza só me olhava desesperada fazendo sinais, me mandando descer e calar a boca. E o motorista só me olhava como se eu fosse louca, já que as meninas, pelo jeito já tinham pago a corrida e iam descer ali. Danem-se, eu tava furiosa. Ray praticamente me derrubou pra calçada. Só lá fora eu entendi porque o rapaz não parava de rir.
    Foi tensão.

    4.
    No mesmo dia, fomos comer uma pizza.
    Depois de falar besteira, coisa séria, chorar as mágoas, e se deprimir, e depois rir muito de novo, fomos pagar a conta. Pelos cálculos das meninas, era minha vez de chamar o garçom. Chamei:
    - O senhor pode trazer a conta, por favor?
    - A conta?
    Pausa para respirar e pensar, 'imbecil'.
    - É. A conta.
    - Só um instante.
    Me virei e comecei a rir e falar:
    - Que cara tonto. Se eu pedi a conta, lógico que eu queria o que? A danada da conta, ora. Que pergunta de gente lesa, neeeem..
    Pausa pra ver as meninas gesticulando e olhando pra trás de mim com cara de CALA A BOCA. Olhei pra trás. O garçom nem se preocupou em se sentir ofendido. Saiu rindo da minha própria vergonha.

    5.
    Estava na parada de ônibus. Atrasada. Meu ônibus demorando.
    De repente, despontam no horizonte 3 ônibus. Não era o primeiro, não era o segundo. Era o terceiro. Aqui, os motoristas tem a péssima mania de parar a quilômetros da parada e achar por bem que a gente tem que correr até lá pra entrar, que eles não vão parar de novo no lugar certo. Sabendo disso, corri.
    A calçada tava lotada, então saí como uma louca correndo pela sarjeta/meio-fio, com cadernos e livros na mão. Duas coisas aconteceram devido a isto:
    #1 - Atropelei uma bicicleta. O cara caiu prum lado [o da rua] e eu pro outro. Mal parecia uma queda, levantei suja e arranhada e continuei a correr.
    #2 - Tropecei. Até hoje não sei exatamente em quê mas as opções são: Uma muleta. Uma prótese na perda de alguém. OU uma perna doente de alguém.
    Deus queira que tenha sido a primeira.
    Subi no ônibus morta e consegui piorar as coisas.
    Ao invés de passar pela roleta, me abaixei nela com os livros na cabeça, calculando o tamanho da vergonha. O cobrador disse:
    - Ô minha filha, vai ficar aí mesmo?
    Passei pela roleta.



    Veja, sua vida não é tão ruim.
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  2. sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

    Sinceramente, acho que passo mais tempo da minha vida dentro de ônibus que na minha casa, ou sei lá.
    E quando não é dentro da cidade, saindo da minha casa, que é longe de tudo, é saindo da cidade, pra visitar meu namorado estúpido.

    5h, é o que eu tenho que aguentar pra vê-lo. Agora diga que eu não sou a melhor namorada do mundo, pra ver o inferno na terra.

    Enfim.
    Da primeira vez que fui, quase não consigo descer do ônibus, uma vez que estava sentada há 5h. Eu tenho um defeito terrível. Não sei sentar numa cadeira/sofá/tamborete feito gente. Não consigo passar mais que 2min e meio com as pernas abaixadas ou cruzadas normalmente. Não sem um sufoco imenso. Eu sento como criança, com as duas pernas cruzadas, parecendo uma fugitiva da primeira série. Mas eu não consigo ficar diferente, é sério.

    Fora isso, teve o fato de que do meu lado, sentou uma mulher, inicialmente até simpática, o que diminuiu o meu furor por ter que passar a viagem sentada, e não esparramada nas duas poltronas como eu pretendia, e dormir feliz. O problema é que a simpatia da moça passou do limite. Sou incrivelmente anti-social, e a criatura ficava puxando conversa. Fora que a mulher era super folgada. Quando o ônibus deu uma pausa pra a galera lanchar, ela teve preguiça de descer e pediu a um velhinho [Oo] pra comprar uma tapioca pra ela.

    E o tio foi.

    Mas acho que posso perdoá-la. Ela me ofereceu tridents e castanha de caju.

    A ida foi relativamente tranquila.
    Me enganei quanto a volta.
    Eu pensava que seria melhor, já que agora eu tinha noção do que significavam 5h num ônibus, não teriam mais surpresas.

    Doce iludida.

    Eram 7 e pouca da noite. Minha poltrona era a 41, eu acho. Saí andando no ônibus meio escuro. Achei a 41. Na cadeira do corredor, tinha uma mochila. Sacudi minhas coisas no troço de botar malas do ônibus e sentei com o celular e o mp4 com fone quebrado. Tinha intenções de dormir, mas vi que ia ser difícil, já que, pela mochila, alguém viajaria ao meu lado.

    Pouco depois, entra um tio. Eu nem prestei muita atenção quando ele chegou, já tinha vestido o casaco, puxado o capuz e ligado o mp4. Eu era uma visão da delinquência juvenil. Faltava só um baseado.
    O cara jogou a mochila no troço de malas e sentou. Ficou me olhando daquele jeito que a gente olha pra alguém quando quer dizer alguma coisa e não sabe como falar. Olhei de volta, tirei o fone e baixei o capuz.
    - Não, num se preocupe não, vc tá sentada no meu canto mais não tem problema não.

    Agora sinta essa frase toda enrolada, acompanhada de um bafo de cana. Foi quando começou meu desespero. A minha cadeira era a do corredor, mas quando eu vi a mochila, deduzi que a minha era a outra. Pedi desculpas, e fui me levantando, pra trocar com ele. Mas o cara insistiu, disse que não tinha problema, que eu podia ficar. Ainda tentei dizer que eu trocava, mas ele disse pra eu esquecer.
    Quem discute? Não eu.
    Fiquei.

    O que se seguiu foi tenso. Sabe quando você não tá olhando, mas sabe, sente que alguém tá olhando pra você? O cara tava sentado, normal, com a cabeça virada pro meu lado, me encarando assustadoramente, quase sem piscar. Puxei o capuz, de volta, saquei o celular e fiz a única coisa que minha mente em pânico conseguia pensar: mandar msg pro meu namorado.

    OK, isso foi a maior cagada. O ônibus já tinha saído da cidade, a única coisa que eu consegui foi deixar outra pessoa desesperada, só que em casa, sem poder ajudar em muita coisa.

    O tio ficou me olhando uns 10min sem parar, e eu só conseguia pensar: Ferrou. Vou morrer. Vou morrer aqui mesmo. Esse cara vai me estuprar, e me matar, e ninguém nunca mais vai me ver, e eu vou morrer, vou morrer, o que eu faço? Vou morrer, vou morrer!

    Quando ele falou, não sei se eu senti alívio ou mais medo. Porque ele praticamente gritou, e todas as pessoas na redondeza do meu assento viraram pra ver o que era:
    - Olhe, já que você tá no telefone, saia do meu canto, vá, que esse canto é meu, e eu quero sentar aí, vá, saia, vá, por favor.
    O que o telefone tinha a ver com o canto dele, eu nunca vou saber.

    Preciso dizer que eu levantei voando? O cara praticamente me deu um teco quando eu passei, que eu meio que caí sentada no canto que era meu. O cara sentou e ficou falando sozinho/dormindo, sei lá. E de vez em quando dizia coisas como: Agora pronto, tá no seu canto certo, porque vc pagou por esse canto, pronto.

    Pior, de onde eu tava sentada, eu não conseguia ver nenhum outro lugar vago. Fora o meu medo de sentar em outra cadeira, e o dono desta subir em outra parada e eu arrumar outro tumulto. Foi quando eu notei que o cara tinha falado tão alto que as redondezas se compadeceram da minha situação. Uma tia sentada do outro lado do corredor me mostrou uma cadeira vazia.

    Quase choro de emoção.

    Na cadeira do lado dessa ainda tinha um rapazinho na puberdade, que tentou puxar conversa/me cantar, mas depois do meu desespero anterior, qualquer outra merda era fichinha.
    O garoto deve pensar até hoje que eu moro em qualquer canto no Centro, e que perdi meu celular na praia e que aquele ali era do meu pai, que seria da polícia.
    O menino desistiu de falar comigo. Trocou de lugar na primeira parada, provavelmente assustado com a minha antipatia, ou com meu suposto pai policial, bravo como o cão. Arrumou uma amiga, do outro lado do corredor, pelo que eu ouvi, fã de vaquejadas e de Garota Safada. Ele encontrou seu verdadeiro amor *---*.

    E eu dormi o resto do caminho.
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  3. domingo, 20 de dezembro de 2009

    1. Alice no País das Maravilhas.



    Admito que o meu motivo inicial era porque tinha Johnny Depp. Ele é simplesmente um dos atores mais punks que eu já vi! O cara faz de tudo.
    Mas acabei de ver o trailler e fiquei abismada. Eu PRECISO ver.

    2. Toy Story 3



    Já falei sobre esse aqui.
    Vai ser mágico.

    3. Shrek Forever After


    Precisa comentar???
    Vou morar no cinema, ano que vem.
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  4. sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

    Teoricamente, mas ainda assim!
    É só um recesso. Desde quando estudante tem direito de ser feliz?
    Meu último dia de aula foi tão inferno que eu achei que iria morrer. O lado positivo foi vir pra casa mais cedo. O negativo foi fazer isso morrendo de dor e xingando mentalmente quem me olhasse torto.

    Mas ontem foi divertido.
    Comentei até com Talita que a única coisa boa na nossa corrida maluca ontem foi eu ter algo pra contar aqui.

    E tudo só aconteceu porque:
    1º - Eu sempre acho que tudo vai dar tempo. Mesmo que isso signifique correr de um lugar pro outro loucamente em.. sei lá, 30 minutos?
    2º - Eu dou ouvidos as minhas amigas. [Não esquenta, Gabs, já te perdoei :*]

    Eram 18:30h de uma quinta-feira. Quando me disseram, mais cedo, que o filme terminaria essa hora, eu, imbecilmente disse:
    - Ah, relaxa, dá tempo.
    Claro. Sempre dá tempo.

    Sei que quando foi se aproximando a hora e eu comecei a notar que as coisas poderiam não funcionar como minha mente estúpida achou que funcionaria, eu comecei a me desesperar. E fiquei o fim do filme enchendo o saco das meninas repetindo: "Anda, termina logo, eu tenho que ir, eu tenho que ir."
    Quando finalmente aquela treco terminou, eu literalmente corri pra fora do cinema. Sério. Intercalando gritos de "ANDA DIANA" e voltando pra empurrar as meninas [sim, você leu certo. Eu empurrei minhas amigas até a saída], fomos andando. A parte mais linda foi que eu acho que perdi o pouco de noção que eu achava que tinha e continuei empurrando as meninas ladeira abaixo até a Lagoa. Cara, foi cansativo.

    Mas entendam, eu tava desesperada. PRECISAVA comprar aquela passagem.

    Enfim.
    Veio aquele ônibus.
    A essa altura a adrenalina corria solta nas nossas veias, e falávamos todas ao mesmo tempo. No meio dos gritos de "Esse ônibus passa lá ou não????" eu ouvi uma resposta afirmativa e não contei conversa. Entrei.

    Pausa pra explicar que a palavra Entrei não reflete nem de longe o grau de pânico daquele momento.
    Nem lembro que ônibus era aquele, porque poderia agora investigar porque tantos milhões de pessoas entraram ali ao mesmo tempo, e em desespero. Sei que enquanto minha irmã ia passando pelo meio da multidão com dificuldade, eu passei o braço por ela e me agarrei nas duas portas do ônibus.

    Quem já assistiu Titanic e lembra da cena em que a galera da 3ª classe tá entucada no fundo do navio tentando passar por uma grade que os tios lá trancaram pra evitar o tumulto no meio dos ricos lá em cima? Pronto. Eu era essa grade.
    Não sei porque raios fiz isso. Acho que tava com medo que minha irmã saísse desabando lá pelo meio, ou morresse esmagada ou fosse cutucada por mãos de tarados. Enfim, eu tinha que levar a criança inteira pra casa, ok?

    Sei que quando a gente finalmente entrou no ônibus e sentamos [pasmem.], o dito cujo foi pra a faixa da esquerda.
    Pra quem não entendeu, eu vou resumir: Ferrou.
    Baixei a cabeça, respirei fundo e fiz a pergunta que, se eu fosse no mínimo esperta, teria feito antes:
    - Gabi, esse ônibus vai mesmo pra rodoviária?
    Quando ela parou pra pensar, eu vi o quanto eu tava ferrada.
    De todos os 350 milhõeeeees de ônibus que passam por ali, e dos 70% deles que vão pra rodoviária, a gente pegou o que não ia.

    Foi um tumulto.
    Eu já tava tão morta que fiquei de pé, puxei a maldita cordinha e gritei:
    - BORACORREANDA QUE A GENTE VAI DESCER!!
    Foi um caos. E Talita foi o maior problema. Porque ela simplesmente não consegue andar sem rir na hora do sufoco. E sem rir ALTO. Muito alto. Mais alto que o meu grito. Mas eu não tava dando A MÍNIMA pra toda aquela galera do ônibus que me olhava com cara de: Que bosta é essa?

    Sei que descemos.
    Os ônibus CERTOS só passavam na outra rua.
    Eram 19h no centro de João Pessoa, 4 meninas e meia [minha irmã] correndo doidamente. Porque como se não bastasse, Gabi grita: Mermão, aqui é esquisito, anda mais rápido!
    A adrenalina me fez interpretar aquilo como "CORRE". Não me pergunte por quê. Eu corri. Corri tão toscamente que cortei a mão. Em mim mesma. No enfeite/botão/sei lá que raio é aquilo da minha calça. Foi.



    Sei que quando a gente chegou na calçada desejada, eu tava cansada, suada, sangrando, com dor de cabeça e com medo porque aquele era o lugar perfeito pra filmarem O Massacre da Serra Elétrica, versão PB. E eu seria a primeira. Porque tudo acontece comigo, lógico.

    Quando o ônibus CERTO finalmente passou, e a gente entrou, e sentou, foi que eu parei pra imaginar: "Já pensou se a gente chega lá, e os trocinhos de comprar as passagens cujos nomes eu esqueci agora estão fechados?"
    Mas olhei pras caras das meninas e não me atrevi a falar isso em voz alta.
    É o tipo de coisa que você aprende depois de levar um outro daqueles famosos tapas estilo: Quer morrer, animal? uma vez ou outra. Você guarda seus pensamentos mais profundos pra você. Mesmo que você saiba que a humanidade pode precisar deles uma hora ou outra. Enfim.

    Então, adivinha?
    Acontece o improvável.



    Tudo deu certo no final.
    Juro.
    Quer dizer, tão certo quanto poderia dar.
    Tive que comprar passagem inteira, chegamos na confraternização atrasadas, mas atrasaram lá também, minha mão passou a noite inteira sangrando, eu tentei fazer parar com os guardanapos azuis que eu troquei com Netão, de modo que minha mão ficou meio azul, e eu esqueci de tirar uma foto.
    Mas no geral, foi bom.
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  5. terça-feira, 15 de dezembro de 2009

    Essa mania deve ser de família. Deixar as coisas pra última hora. Eu faço isso o tempo inteiro. Especialmente em trabalhos. Fazer trabalho de véspera é uma delícia. Esse período eu fiz isso em todos os trabalhos. Nos de grupo e nos individuais. Foi lindo.

    O negócio é que, mesmo que todo fim de ano minha mãe faça de tudo pra evitar, tivemos que comprar roupas essa semana. Uma loucura.
    A primeira tentativa foi no shopping.

    Arrependimento não mata, descobri ontem.
    Cara, aquilo ali tava um inferno. Os pobres dos vendedores da loja já tavam a beira de um colapso. Um deles perguntou a minha mãe se ela queria fazer o cartão da loja umas 3 vezes em menos de 10 minutos. E se desculpou nas duas últimas. Não o culpo. Ele tava com uma cara de que se alguém desse uma rasteira nele, seria um alívio por poder se sentar.

    Eu odeio fazer compras. E ontem eu saí de casa de péssimo humor. Eu tava tão absolutamente enjoada que tava fazendo questão de não me desviar das sacolas/pessoas/crianças que cruzassem meu caminho enquanto eu andava. E ai de quem me fizesse uma cara feia. Ontem, eu fui o terror dos vendedores.

    E hoje de manhã eu entrei pela primeira vez numa daquelas lojas que minha avó chama de boutique [e eu odeio essa palavra, não se porquê]. Nunca tinha botado meu pézinho de chinela japonesa suja e velha num canto tão limpo e cheio de frufrus como aquele. Sabe o patinho feio no lago dos cisnes? Era eu ali.

    A diferença é que eu não acho que os cisnes sejam tão histéricos quanto eram aquelas mulheres. Mas era um caos educado, refinado e com aroma de flores do campo. Algo muito elevado para os meus sentidos.
    Mas era palpável a tensão naquela galera. Cada uma que quisesse o vestido mais barato e com cara de caro que tivesse na loja. E quando outra mulher tentava se aproximar do objeto de desejo, a outra fechava a cara e mostrava as presas. Quase a leoa defendendo a cria.
    Mermão, catei o vestido mais barato, discreto e apresentável que eu vi e tratei de dar o fora.

    Mas daí convencer a dondoca da minha irmã de que aquela blusa estava boa e que pelamordeDeus a gente fosse embora dali, deu trabalho.
    Minha irmã tem alma e cara de patricinha. Fazia bico pra 80% das roupas e se engraçava pra aquelas que você precisaria vender um rim pra comprar. Ela tem uma incapacidade de aceitar o bom e barato. Mas a gente leva ela na marra com o tempo. Ela tá até pegando o jeito. Me orgulha a cada dia [não.]

    Uma das vendedoras inclusive conseguiu provocar a ira da minha mãe. Uma coisa que só alguém realmente corajoso se arriscaria a fazer.
    E pior que a mulherzinha foi ousada. A gente entrou no provador [as três num só, o único vago, que conseguimos por sorte] e na mesma hora a Vendedora Louca abriu a cortininha numa delicadeza digna de uma rainha e berrou:
    - Quem entregou essas roupas pra vcs?
    O sangue subiu perceptivelmente na cara da minha mãe. Qualquer cristão em sã consciência teria corrido e gritado. Obviamente não era o caso da Vendedora Louca. E ela respondeu:
    - Uma vendedora...
    - ENTÃO VOCÊS TÊM QUE PEGAR A FICHA.
    Zap. Fechou a cortina e saiu.

    Doido, juro que tudo o que passava na minha cabeça era: E agora, e agora e agora?? Minha mãe ficou revoltada. E eu também. Mas eu tava mais preocupada em se ela desistisse da compra e levasse nós duas embora. PO, foram necessárias 3 visitas a lojas pra eu achar um raio de um vestido que não me deixasse parecendo uma cadelinha que usa roupinha. E eu tinha até me agradado daquele.
    Graças a Deus minha mãe se compadeceu da minha situação. Mas não deixou por isso.
    Quando a gente foi pro caixa, minha mãe passou pela Vendedora Louca e perguntou o nome dela. Depois saiu e reclamou dela pra a Vendedora Chefe.

    Diguénada.

    Enfim.
    Sobrevivi.
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  6. domingo, 6 de dezembro de 2009

    Sabe o quê? Perdi a prática de escrever quilômetros a partir de uma bobagem.
    Mas eu não desisto.

    Tô precisando disso pra organizar os pensamentos.
    Sabe o que eu acho? Os piores problemas são aqueles que são causados por forças externas, fora do seu controle, e cuja única pessoa ferrada com aquilo é você. O segundo lugar fica com aqueles que você mesmo causa, e depois pensa: Más quê merda foi essa que eu fiz?
    Eu sou campeã na segunda categoria. Mas esse fim de semana, estou experimentando um pouquinho da primeira opção. É um saco.

    Tá tudo tão "Lei de Murphy ON" que hoje, quando eu acordei, disse bom dia pro meu pai. Ele demorou uns 10 segundos pra me responder e depois dizer: "Tenho uma tarefa pra você, varra a casa antes de eu voltar." Catou minha irmãzinha e saiu.
    Po, eu já varri casa em todos os dias da semana. Mais de uma vez no mesmo dia. Até nas casas dos outros. Até em colégios. Até em cidades diferentes. Até no sábado. Mas no domingo, vai ser a primeira vez. Isso é tão traumático que eu tou aqui enrolando.

    Você percebe que a coisa realmente tá feia quando você pensa: Cara, eu queria tanto que a segunda-feira chegasse. :O Essa sensação passou quando eu lembrei da hora que eu teria que acordar. Enfim.

    Tem coisa que até parece pegadinha, sabia? Tudo acontecendo tão lindinho pra acabar com a sua miserável existência na Terra que até parece combinado. O problema é que não aparece nenhum cristão de bom coração pra dizer: Relaxa, po, era brincandera, viu? Nada disso. A coisa vai só ficando pior e pior.

    As cagadas das outras pessoas reunidas, se lançando sobre você, enquanto você pensa: Mermão, como eu vou sair dessa?
    Já tentei usar tudo quanto é técnica de pensamento positivo, já tentei dizer: Deus, qualé, uma mãozinha aqui, plz? Mas quem sabe? Depois que a gente passa por um ou outro aperto, mais na frente a gente aprende melhor o que fazer. Ou não.

    É a vida.
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  7. Psy

    sábado, 5 de dezembro de 2009



    Segundo Carlinha, isso sou eu.
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  8. quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

    IR PRA PARIS NO NATAL.


    Tava inocentemente na TV, tentando não deixar meu pai perceber que o jogo do Fluminense tinha começado, uma vez que ele me expulsaria dali se soubesse, e vendo uma ou outra besteira. Quando eu menos espero, um dos jornais [que eu não lembro mais qual] me bombardeia com uma reportagem punk:

    A Champs Élysées é a avenida mais linda de Paris, e logicamente, como não poderia ser diferente na cidade luz, tá com uma ornamentação incrível de Natal. As luzes são ecologicamente corretas e reduzem o gasto de energia um bocado, o que deixa a coisa ainda mais bacana.



    Quando vi a reportagem, morri de inveja daquele monte de brasileiro [já me disseram que a gente é feito praga. Pode acionar o Google Earth aí que dá pra ver o rastro que brasileiro deixa no exterior] que pôde estar lá e eu não ¬¬
    Já me imaginei naquela roda gigante monstruosa, tirando fotos e mais fotos. Doido, deve dar pra ver a cidade inteira dali.

    Enfim, quem estiver pensando em me dar um presentinho bacana de Natal, to aceitando passagens, hospedagem e tudo mais ;D
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  9. terça-feira, 1 de dezembro de 2009

    Não sei quando poderei parar/respirar pra poder postar algo aqui.

    Sorry.
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  10. domingo, 29 de novembro de 2009

    Minha irmã um dia desses me perguntou porque diziam que eu parecia a Vandinha quando fazia tranças [quando eu tinha cabelo suficiente pra fazer tranças] e quem raios era a Vandinha.

    Foi quando eu percebi que eu me lembrava muito pouco do desenho da família Adams que passava no meu tempo. Daí me meti a catar o video no Youtube pra mostrar àquela guria um pouco de cultura.



    Deu um pouquinho de trabalho achar a musiquinha de abertura. Eu queria em português, mas fiquei com preguiça de catar. Eu aprendi a estalar os dedos por causa da Família Adams. Marcou minha vida.

    Aí, como eu me empolguei, achei outro que fazia tempo que eu não via.



    Doido, eu adoraaaava TV Cruj! Eu estudei de tarde a maior parte da minha vida, então eu chegava do colégio cansada e morta de fome, mas preferia ligar a TV a ir catar comida na cozinha. Era sagrado. E sempre dava tumulto na minha casa porque meu pai queria assistir o jornal e vinha, sem dó nem piedade, mudando de canal. Só tinha uma TV na minha casa e como eu era menor e mais irritante, ele tinha vantagem. Mas eu sempre assistia um pedaço.

    Mas eu fiquei maravilhada quando vi um dos meus desenohos preferidos:



    Eu gostava do Doug Funnie porque era super fácil de desenhar. Ainda tentei uma ou duas vezes, mas normalmente deixava o papel de lado e ia assistir o desenho que era muito mais lucro.

    Ah, e também o clássico:



    O Fantástico Mundo de Bobby. Não sei os outros mas pra mim, as viagens dele pareciam suuuper normais.

    Boa semana :D
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  11. sexta-feira, 27 de novembro de 2009

    Fui dormir tardão ontem, e estudando.
    Mas já melhorei, voltei ao meu estado normal e nunca mais perco mais que 10min do meu sono por causa de uma prova, sério.
    Não sei o que foi que me deu, de verdade. Hoje nem tive vontade de tomar café da manhã. Tudo nervosismo.

    Odeio quando meu organismo sacaneia comigo.
    Enfim, não me atrasei pra prova por muito pouco. Inventei de pegar o ônibus que tem ar condicionado [já viu disso? pobre quando quer ser gente, só me ferro] e fiquei espirrando a prova inteira, e depois dela. Foi engraçado ouvir toda a história de uma tia que tinha uma moto, mas esta estava quebrada e ela teve que pegar ônibus e tava de mal humor por isso. Daí liga uma criatura [provavelmente familiar, porque a gente só aguenta esse tipo de agonia quando realmente gosta da pessoa] pedindo a tal moto emprestada.
    A tia gostava de falar alto.
    Fiquei com pena dela. A coitada devia tá pensando o tempo inteiro: Putz, podia tá indo de moto... Aí vem uma criatura pedir a moto emprestada. Eu no lugar dela, teria vontade de sentar no meio fio e chorar. Mas ela se manteve forte.

    Enfim..
    Quase fui atropelada na saída da xerox por um cara de música que tinha um senso de direção horrível. Fiz a prova com dor de cabeça e vim embora. O ônibus demorou por causa de um acidente em algum ponto antes. Mas chegou...

    E agora a coisa fica tensa.

    Eu moro quase no fim do mundo, e depois de fazer minha viagem pela banda de cá da cidade, tava quase perto da parada. O ônibus diminui. Todas as pessoas que vão descer, obviamente se levantam. Eu tava com o fone de ouvido, logo fico master distraída. Mas ainda assim ouvi o pipoco.

    O som da música tava alta, mas ainda assim, o pipoco foi estrondoso! Acho que foi só sensação, ou o motorista também se assustou como eu, porque eu senti o ônibus balançar. Não ouvi, por causa do fone, mas vi a galera bem desesperada. E foi quando ficou pior:
    Um cabo dos grandes veio 'voando', sabe quando você puxa um elástico e solta? Pronto, mais ou menos assim. Voou e bateu na lateral do ônibus, na cabeça de um cara que tava na calçada e em uns dois ou três carros.
    Eu tirei o fone nessa hora.

    Por um segundo, tudo ficou num silêncio absoluto. Não sei os outros mas eu tava esperando o cara que levou a pancada na cabeça cair no chão morrendo de choques [não que eu quisesse isso, mas era o que eu esperava que acontecesse]. Mas o cara continuou em pé, meio zonzo, porém inteiro, provavelmente pensando: Más que merda foi essa?

    Aí começou aquele escândalo habitual que se inicia só depois que todo mundo entende que tudo tá bem. É o tipo mais chato de escândalo. Todo mundo gritando pra todo mundo como se ainda desse pra morrer, mas todo mundo sabe que ninguém mais vai morrer! Mas insistem em gritar. E as pessoas que simplesmente querem entender o que aconteceu [como eu] ficam no vácuo. Eu não sei porque acham que ficar berrando: O que foi isso, o que foi isso? vai adiantar. Ninguém dá a mínima pra você no meio de uma calamidade, fato.

    Pescando um comentário aqui, outro ali, eu entendi:
    Tavam arrumando um poste. Logo, a energia tava desligada nas redondezas, acho. O fio tava meio baixo. Veio um caminhão e o fio prendeu. Daí já dá pra entender.

    Eu não me apavorei simplesmente porque depois do susto, minha cabeça devia tá processando o que eu tava ouvindo no fone



    com a cena de pânico e terror que se desenrolava na minha frente

    Mais ou menos assim. Não fazia muito sentido.
    Enfim, ninguém se machucou, o que foi uma sorte grande, porque a coisa poderia ter ficado feia ali.

    E eu estou viva, Hahaha.
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  12. quinta-feira, 26 de novembro de 2009



    Mathews me mostrou.
    Eu já tinha visto em algum blog por aí, mas ele me lembrou.
    Provavelmente muita gente já viu..
    Mas o legal foi ele dizer que lembra de mim quando vê videos tipo esse.
    Senti uma ironia?


    Liguei o computador com a desculpa de que ia só imprimir umas paradas pra estudar pra prova mas eu simplesmente não resisto. Já tem twitter, dois videos carregando, email e msn abertos. Que maravilha, não estudo nem tão cedo.
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  13. segunda-feira, 23 de novembro de 2009

    Mais um comentário que um post.
    Fui hoje de tarde no cinema com uns amigos, assistir 2012. Só um detalhe: o filme é muito bom. Gostei demais. Eu que sou atacada tive que me conter pra não ficar repetindo: "Anda, corre! Não vai dar tempo, animal! Ah, meu Deus, pra quê tanta conversa?! Anda, anda, vocês vão morrer, caramba!!" E passar vergonha. E matar meus amigos de vergonha. E ser retirada do cinema. Enfim.

    Apesar dos meus micos, eu tenho o mínimo de noção necessária pra me comportar como gente em locais públicos, ok? É sério.

    E quando estávamos saindo do cinema [depois de 2h e meia de filme, meus olhos tavam desfocados] o que a gente vê?


    A gurizada acampou na frente do cinema, esperando pra assistir Lua Nova!
    Cara, nada contra o filme, eu nem vi. Nada contra quem gosta. Mas sinceramente? Podia ser a última sessão, do último cinema do mundo e eu não ficaria esperando no chão do cinema pra entrar. Pra depois concorrer na tapa com outros 4 milhões e meio de pirralhos e pirralhas enlouquecidas por um lugar aceitável, onde eu pudesse ler as legendas sem desenvolver um problema na coluna/na vista.

    É muito trabalho pra pouco lucro.
    Pelo menos, eu acho.
    Inclusive, tive medo que uma criatura dessas me visse tirando a foto.
    Sei lá, o que um fã desesperado e cansado é capaz de fazer?

    Medo.



    Minha semana começa amanhã, droga.
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  14. domingo, 22 de novembro de 2009

    Porque as vezes a gente simplesmente precisa curtir a raiva/tristeza um pouquinho.

    Acho que depois que passa o momento-destruição da raiva propriamente dita, é até terapêutico você relaxar, e não precisar fingir que tá tudo bem. Eu odeio sair de casa quando tou de mau humor porque não gosto de descontar nos outros minhas raivas [coisa que faço o tempo inteiro] e acabo tendo que fingir que tá tudo bacana.
    E pode crer, cansa. Cansa mais do que chorar suas lágrimas com a cara no travesseiro. Cansa mais que esfaquear o travesseiro e depois ouvir bronca em casa e sair pra comprar outro. Pelo menos eu acho.

    Fingir que tá tudo bem envolve mudar/manter uma expressão facial desagradável pra você no momento [porém, agradável aos outros], organizar o tom de voz, se esforçar pra falar meigamente com todo mundo [e isso é bem difícil pra mim, porque eu não sou meiga] e mentir.
    E eu acho que sou uma péssima mentirosa. Especialmente pra coisas que estão tão assim: na cara.

    Ontem minha mãe disse que eu tinha que parar com a mania de, quando tenho uma raiva imensamente grande, largar o que tou fazendo e voltar pra casa.
    Não que eu largue tudo por quebrar uma unha [uma vez que rôo todas], mas quando acontece algo estrondosamente enlouquecedor, eu nem penso meia vez: venho pra casa. Não necessariamente pra chorar todos os meus fluidos, mas só pra ver um filme, comer um chocolate e não ter que mentir pra ninguém. O lance dos fluidos está simplesmente incluído no pacote.

    Então, meu conselho pra essa semana [ui, me senti]: Tá nervoso? Vai dormir.
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  15. sexta-feira, 20 de novembro de 2009

    ...quando estiver pegando carona.



    Conheço pessoas que seriam capazes de fazer algumas dessas coisas.

    Bom dia aos que ainda trabalham/estudam. Hoje pra mim é feriadooo!
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  16. quinta-feira, 19 de novembro de 2009

    Eu amo chocolote. E amo a Torre Eiffel.
    Junte os dois e o que temos?


    Uma réplica lindona de 3m de altura, que dá até pena de comer!

    Me senti humilhada comendo meu Sonho de Valsa enquanto lia isso :(

    Achei no Mundo Gump.



    Post rápido, que eu tenho 3 milhões e meio de provas, um trabalho de campo e um seminário pra fazer. Fora meus tumultos de vida por aqui. Enfim..

    :*
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  17. terça-feira, 17 de novembro de 2009


    Achei um artigo na Desciclopédia e pensei:
    Cara, porque eu não li isso antes da minha prova de Aprendizagem?

    Para se fazer uma prova, normalmente se estuda. Para se estudar, a gente compra livro, ou tira xerox [eu fico na categoria dos que fazer a segunda coisa]. Mas eu não tirei xerox de uns textos aí. Achei muito intrínseco, subjetivo e inerente à capacidade de vir-a-ser do 'seu mano'.
    As vezes, sinto que todo psicólogo fica meio louco um dia.

    Enfim, não li o texto. E na prova, aconteceu o esperado:
    A professora/louca pediu praticamente um resumo da idéia principal de cada troço daquele. O que eu fiz? Eu inventei. Li o título dos troços e viajei lindamente. Usei e abusei das palavras preferidas dela, pra ver se agradava. Muito afeto, significado e 'seu mano' [vulgo ser humano].

    Mas nada feito. Ganhei poucos décimos de cada uma, o que ainda me surpreendeu.
    Fiquei deprimida, queria ter a mesma capacidade de abstração de algumas pessoas que passaram pela mesma situação e sobreviveram.

    Nada não... Um dia eu consigo ;]
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  18. domingo, 15 de novembro de 2009

    Hoje eu acordei com uma sensação de: mas que merda de dia é esse?
    Mal sabia eu como eu estaria certa.
    Sabe o quê? Eu prefiro assim. É bem melhor do que quando você acorda feliz achando que nada pode estragar o seu bom humor.
    Acredite, alguma coisa sempre pode.



    Nunca o Calvin expressou tão bem meus pensamentos como hoje.




    --
    Talvez o blog fique parado por uns dias.
    Como eu acho que deu pra notar, tou sem tempo.
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  19. quinta-feira, 12 de novembro de 2009

    Mora em cidade grande e ficou no escuro?
    Pois eu não.
    Morram de inveja.



    Ok, admito.
    Foi só pra não deixar o blog sem nada por hoje.

    Passei a noite fazendo trabalho, com a cabeça rodando [e eu não bebo, é sério] e doendo. E vim de ônibus. Ensaiei uns dois tombos bonitos simplesmente porque o chão teimava em não estar onde eu ia botar meu pé. Que ousado!

    Enfim.
    Estou com a suspeita de que irei usar óculos. Aí sim, poderei tentar fingir que sou nerd. Tenho um blog, tenho um namorado nerd e vou usar óculos. Logo, serei uma nerd autêntica. Com notas não dignas de uma nerd, admito, porééém isso é o de menos.

    Preferia não paracer nerd e ser super esperta. Seria bem mais útil.
    Por enquanto, me contento em ser só esperta [sim, eu me acho, morram.]


    Boa noite aos que ficam, porque EU durmo.
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  20. terça-feira, 10 de novembro de 2009



    Acho que ele fazendo a parte do 'procurando num-sei-o-quê' ganhou o prêmio.
    Algumas pessoas simplesmente não conseguem não passar vergonha.
    Eu pensava que eu era uma delas, mas atualmente, com o Youtube, eu me sinto muito melhor.

    Vi no Gordo Nerd
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  21. segunda-feira, 9 de novembro de 2009

    Foi um dos melhores fins de semana do meu ano inteiro.
    Eu tava extremamente cansada. Cheguei no acampamento com vontade de voltar. Ainda bem que eu fiquei lá.
    Deus falou umas coisas pra mim de maneira tão direta que eu fiquei impressionada. Chorei tanto que nem conseguia falar depois.

    E agora tou de volta em casa.
    Descendo do monte como falaram lá na igreja, depois.
    Eu já fui prum monte de acampamento e aprendi uma coisa: Quando a gente tá lá, é muito simples. A grande maioria tá buscando a mesma coisa. Quando a gente volta pra casa, e a vida recomeça e você vê que só faz diferença o seu próprio esforço e a sua fé, é que você sente o drama.
    E eu tou de volta em casa...


    E nem se iluda.
    São redes na foto, mas eu só deitei nelas umas duas vezes, no máximo.
    Na primeira, levantei para impedir que as crianças no meu quarto se matassem.
    Na segunda, pra tirar terra de dentro do corte no pé ensanguentado de um menino, e cortar um pedaço de pele solta do corte nas costas de outro, se não me engano.

    E a enfermeira é Jéssica, eu sou uma tentativa de psicóloga. E graças a Deus ela apareceu logo, porque eu tava vendo a hora eu surtar com tanto sangue.



    ---
    Ah, o video.



    Anderson que mostrou!

    Boa semana :D
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  22. quinta-feira, 5 de novembro de 2009

    1. Dormir.

    2. Terminar de ler As Crônicas de Nárnia em paz. Tenho que enfatizar esse detalhe porque parece que o destino e todas as forças da natureza estão cooperando pra me impedir de ser feliz. Quando eu consigo ler, me lembro de algum trabalho, estou atrasada, ou então simplesmente o vendo fica empurrando meu cabelo [curto demais para ficar preso] no meu olho, com certeza tentando me cegar.

    3. Ir na padaria, comprar chocolate granulado e pão. Colocar o chocolate no pão, junto com Nescau e botar tudo no microondas e ver o que acontece. Uma vez eu botei Nescau no queito assado e botei no microondas. Mas o queijo começou a estourar e sujou tudo de chocolate. Tive que limpar morrendo de medo de me queimar.

    4. Dormir mais.

    5. Ir na praia. Curar minha preguiça e tomar um banho de mar, e conseguir algo melhor que a minha cor de nerd-que-fica-o-dia-inteiro-estudando, coisa que definitivamente não faço.

    6. Procurar um post de vergonha pro blog, com fotos, videos e coisas de futuro. Tou realmente sem tempo pra isso, de modo que faço uma postagem por vida.

    7. Arrumar um trabalho. Sério. A coisa mais triste da vida é não ter renda própria, nem que fosse pra bancar meus próprios Cremosinns. Davi foi quem me comprou um essa semana. Mas eu fiquei na fila pra botar passe pra ele, então acho que compensou.

    8. Com o dinheiro do meu trabalho imaginário, compraria livros. E então, faria outra lista dessa desejando ter tempo para lê-los. Hê.

    9. Iria na casa de Marina com uma lata de leite condensado e ia pedir pra ela fazer daquele brigadeiro branco bacana pra mim de novo. Que é? Sou um desastre radioativo na cozinha. Provavelmente, quando eu fosse tentar fazer o brigadeiro, sujaria o fogão de leite condensado, enfiaria margarina no olho, queimaria qualquer tecido próximo, o que causaria um incêndio na casa. Talvez eu não morresse queimada, o que daria a minha mãe o gostinho de me esganar, o que eu certamente faria se a filha fosse minha.

    10. Dormiria mais. Obrigada.


    Então, pras pessoas que sempre pulam a parte grande e cheia de letras aí em cima, que eu chamo de texto, vai um video que Davi mostrou pra gente ontem.
    Hilário!



    Bom resto de semana aos que têm tempo.
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  23. TPM

    quinta-feira, 29 de outubro de 2009

    Hoje eu poderia matar uma pessoa com uma mão só e um pé amarrado nas costas.
    Meu namorado, coitado, já sofreu um bocado. Fui grossa com uma amiga. Sinceramente, eu merecia uns tapas. Mas, se me batessem, causariam um desastre de proporções cósmicas.

    Um amigo meu uma vez veio me perguntar:
    - Minha namorada tá de TPM, já tentei agradar, conversar, fazer brincadeiras e nada adianta. O que é que eu faço pra melhorar o humor dela?

    Naquele dia, felizmente, eu não estava de TPM. Se eu estivesse, dava o dedo pra ele.
    Mas, lancei uma luz sobre o dilema do pobre coitado e hoje achei por bem dividir com o mundo.
    Se não concordarem, danem-se. Estou de TPM e preciso escrever.

    Regras básicas:
    1. Não tente agradar.
    Raramente vai funcionar. Ela vai permanecer de cara feia, odiando o mundo e pronta pra te dar um fora independente do que você diga.
    Se você for gentil e tentar elogiar, vai ser mais ou menos assim:
    - Você está tão linda hoje!
    - LINDA? PelamordeDeus, meu cabelo tá um bagaço, tou cheia de espinhas e acordei mais gorda que o normal e você tem a audácia de me chamar de LINDA.
    - Mas amor, eu te acho linda de qualquer jeito...
    - AH, VÁ &*¨!@*&!, você é um falso, tá querendo me agradar por quê? Fala logo, aprontou, não foi? VOCÊ NÃO ME ENTENDE! [gritos e choro]

    2. Não se iluda com uma conversa racional.
    Qualquer coisa que você disse, qualquer mínimo deslize, vai ser motivo para ela iniciar uma discussão que vai terminar em gritos e choro, de novo. Você provavelmente nem tinha intenção nenhuma de provocar a ira dela, mas ela vai entender que você é ignorante, grosso, machista e sem coração, e que está sempre querendo ser o certo e que nunca a entende.
    E vocês sabem que é assim mesmo.
    Eu faço isso.

    3. Brincadeiras serão a sua morte.
    É o primeiro reflexo da maioria. E é meio lógico.
    "Ela não tá legal, vou tentar animar." pensa o inocente.
    Raramente dá certo.
    Provavelmente ela não vai rir da sua piada, ou vai rir forçado. Ou vai rir, conversar sobre a piada e vai cair no mesmo problema do segundo ponto.
    Ou ela simplesmente não vai gostar da piada, acusá-lo de estar dando alguma indireta para ela, como insinuar que ela é burra como o português ou a loira, gorda como o elefante, ou fala como o papagaio.
    Em qualquer dos casos, vai dar em merda.



    4. Não tente ignorar.
    Se você pensar: "Ah, então o melhor que eu faço é deixar a coitada quieta, e não puxar conversa até a TPM passar, certo?"
    Errado, animal.
    É a pior atitude, acredite.
    Com certeza, ela vai te perguntar por que você não tá falando com ela. Vai perguntar o que aconteceu e qual é o seu problema. Quando você disser que não é nada, ela vai acusá-lo de não contar nada a ela, de nunca dividir seus sentimentos e de que o relacionamento de vocês não tem diálogo e cumplicidade e amizade e coisa e tal. E vai gritar e chorar e dizer que você não entende.
    A essa altura, é fácil de entender que vocês não entendem mesmo.

    Quer a solução?
    Aguente o tranco.
    Discuta se tiver vontade, seja legal se quiser, ignore se quiser.
    De um jeito ou de outro, a menos que ela seja uma santa, altamente consciente da própria chatice e extremamente contralada, vocês vão brigar.

    Eu REALMENTE não sou assim.
    Sou consciente, mas na maior parte do tempo não dou a mínima e aproveito o álibi dos meus hormônios e tudo mais pra ser idiota.
    E admito isso.


    Objetivo real do post:
    Ei bob, desculpa minha chatice?
    Eu te amo.

    Feliz um ano adiantado :*
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  24. terça-feira, 27 de outubro de 2009


    Cuidado.
    Sempre tem alguém te olhando.


    Especialmente se você, como eu, entrou na contra-mão, na maior ousadia.
    Mesmo só tendo um mês de carteira de motorista.


    É.
    Acontece.


    Minha irmã riu.
    O guardador de carros gritou.
    O porteiro do prediozinho riu.
    E eu tive que subir numa calçada pra os carros que estavam no lugar certo da rua poderem passar.

    E depois, o guardador de carros ficou me olhando como se eu fosse louca.

    Mas acontece.

    O tenso é que quando eu entrei na rua, achei até deserta.
    Depois foi que eu notei a quantidade de pessoas olhando minha vergonha master-descomunal.

    Nunca tinha notado como ali tem loja.
    Fiteiro.
    Estacionamento.
    Pessoas.

    ê vergonha bonita.


    Mas acontece com todo mundo.
    Boa terça-feira #tensa pra vocês.


    :(
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  25. segunda-feira, 26 de outubro de 2009

    Vi o video hoje de manhã.
    Esta criatura quer ser artista. Ele canta e eu não entendo muito do que ele diz. Sou meio surda, isso complica, enfim.
    Saído de Guarabira, PB, aqui bem pertinho, achou por bem que deveria dividir seu talento com o mundo. Queria saber quem deu a ideia a ele. Tadinho.



    E lá vai Ednaldo, mostrando pra galera o que sabe fazer.
    Incrível como é simples fazer fama com a internet.
    Faça um video bizarro, com letras esdrúxulas e joga no Youtube. Aliás, atualmente você vira celebridade sem querer. Como diz o forró que eu ouvi na praia no 7 de setembro, entre as farofas: Tudo cai no Youtube.



    O abismante é que o rapaz foi parar no Jô.
    Doido?
    Eu me comporto, sou bacana e simpática com as pessoas, falo uma ou outra besteira de vez em quando e ninguém me convidou nem pra ir no Gugu, avalie no Jô.

    Bom, apreciem o talento do sujeito.
    E bom fim de segunda feira pra todo mundo.
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  26. domingo, 25 de outubro de 2009




    Dayse Anne achou o trailler legendado!
    Brigada :*
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  27. Eu só queria dizer que eu fiquei LOUCA quando vi!
    Bob que mostrou.

    Deixa eu explicar:
    Eu adoro desenho animado, adoro filme de animação e todas essas coisas. Adoro a Pixar e a Dreamworks, em especial. Amo Sherk, A Era do Gelo, Procurando Nemo, Carros, Monstros SA, Vida de Inseto, Madagascar, e logicamente, Toy Story!

    Isso me lembra quando eu era ainda menor, assistia o filme e depois ficava na porta do meu quarto tentando ver a hora que os meus brinquedos se levantassem e começassem a fazer zorra. Até tentei usar isso como desculpa uma vez, quando minha mãe pegou meu quarto super bagunçado e eu ousei dizer: Não fui eu, foram eles.
    Não colou.




    Então, aí tá o Trailler do Toy Story 3.
    Só queria dizer que eu quase chorei no começo *---*
    Não tá legendado, mas... AH, se contentem com o que têm.


    :*
    Bom Domingão do Faustão
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  28. quinta-feira, 22 de outubro de 2009

    Acho que eu devia mudar o nome do blog de #SemGraça pra #HistóriasdeÔnibus porque é só o que eu escrevo aqui ultimamente.

    Essa eu ouvi hoje.
    Nada contra a história de vida do rapaz, só achei interessante a naturalidade com que ele falou isso e o tom de voz que usava. Era alto. Meio ônibus ouviu. Eu, que sou meio surda, ouvi. Então...

    O cara tinha um sotaque de fora [de novo] e tava contando a uma amiga uma história mais ou menos assim:
    "- Tipo, com a primeira mulher meu pai teve 8 filhos, e mais 8 com a segunda¹. Daí casou com a minha mãe biológica e teve 3 com ela e mais eu. Mas aí eu fui criado pela minha mãe adotiva que já tinha mais 2 filhos. Mas eu visito sempre minha mãe biológica e me dou muito bem com ela..."


    E continuou desfiando sua história de vida, os lugares onde esteve e as mulheres que amou [brincadeira].
    O negócio é que eu fiquei imaginando a cena. Essa galera reunida num feriado, tipo Natal ou aniversário do pai [que pelo que eu entendi, era o único parentesco que o sujeito tinha com o resto da galera].

    Vamos raciocinar que cada mulher/ex-mulher traga todos os filhos pra comemorar o aniversário do paizão [também tou sugerindo, porque pelo que ele falou a coisa é tipo Toma Lá, Dá Cá, todo mundo feliz e amigo], e cada filho(a) traga a(o) namorada(o). E cada filho dos mais velhos traga um filho. Minha nossa.
    Nem me atrevo a fazer essa conta. Desisti de fazer contas no dia que afirmei convictamente que 3x7 era 14. Foi também quando eu desisti de fazer arquitetura e me resolvi por psicologia. Hê.

    Voltando:
    Imagina a cena. Pirralho pra todo lado. Bebês chorando, menino gritando, pirralho batendo em pirralho, o sangue descendo e ninguém sabe quem é o filho de quem. E vai que um menino desse se confinde na multidão e se perde? Pior que tumulto em show de forró [não que eu já tenha estado em algum, me respeite].


    E imagina se por acaso ocorre algum desentendimento?
    As proporções do desastre seriam monstruosas. Uma guerra com direito a gritos do tipo: "Isso é coisa do seu lado da família!" E o pior é que não daria pra saber quem deveria se ofender com isso ou não.
    Tenso.

    Minha família é bem pequena e já tem tumulto o suficiente.
    Mal dou conta dos meus 3 filhos e marido...
    Brincadeira, ok?

    É por essas e outras que as pessoas fazem uma coisa chamada 'planejamento familiar'. Tradução: Não tenha mais filhos do que você é capaz de suportar.



    Esperam que tenham tido um bom dia, porque o meu só não foi pior porque eu comi suspiro.
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  29. terça-feira, 20 de outubro de 2009

    Acho que a maior experiência social desse mundo é andar de ônibus. Sério.
    Eu comecei a pensar nisso quando estava conversando com o povo na parada de ônibus, hoje.
    Uma coisa muito interessante comentada na nossa conversa meio apressada, estilo twitter, foi como é legal ouvir conversa dos outros. Acho que isso é meio politicamente incorreto, ou no mínimo, mal educado, mas é muiiiito divertido.

    E parece que foi só comentarem.
    Depois de passar a tarde rodando no shopping, procurando coisas que coubessem no meu orçamento pro presente do namorado [que me dá um trabalho infeliz, só pra comentar], eu fui esperar o ônibus de volta pra casa.
    Tinham duas tias.
    Tias mesmo.
    Uma tinha um sotaque meio chiado, provavelmente sudeste. A outra parecia ser daqui mesmo.

    Bom, eu prestei uma atenção relativa nelas. Tava fazendo conta. Não consigo fazer conta e pensar. É demais pra mim.
    Mas eu deixei a conta pra lá quando ouvi um certo pedaço da conversa:
    Velha Turista: - Daí quando o Fulano vai lá, ele nem pra aparecer na minha casa, acredita, Fulana?
    Velha Fulana: - Issé um véi cara de pau, mulher. [tá vendo? ela é daqui]
    Velha Turista: - É, menina. O Freud quem me conta que ele apareceu...

    É.
    Eu fiquei chocada.
    A Velha Turista conhece alguém chamado FREUD???
    FREUD? Fróide?
    Doiiiidoooooooooooooo.
    Nunca pensei que fosse ouvir uma dessas.
    Não foi viagem. Ela ainda repetiu o nome do elemento umas duas ou três vezes. E eu vidrada lá pra ver se captava mais informações.
    Qualquer dia quando eu tiver com tempo, jogo no orkut pra ver se acho a criatura.



    Então, vou deixando aí pra vcs se deliciarem, o sucesso do momento na minha cidade [coisa que me faz morrer de vergonha de assumir]:



    Tenho duas perguntas:
    1. Por que eu não consigo ver sentido no que as criaturas cantam?
    2. Por que a "batida delirante" dessa banda é EXATAMENTE A MESMA em todas as músicas?
    3. Eu pensava que se escrevia Deja Vu. Ou eu que sou analfabeta?


    ê cultura.
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  30. domingo, 18 de outubro de 2009

    Mano, eu preciso dar um jeito de dividir meu tempo.
    Lembrei que tinha um blog hoje de manhã, e que não seria muito legal deixá-lo largado às traças.
    Minha coluna está doendo e eu estou acelerada, porque meu pai me fez treinar intensamente a direção. Provavelmente para deixar de ser meu motorista em breve. Foi bacana, mas foi tensão demais em muito pouco tempo. [É, tirem as velhinhas das ruas e escondam os postes, eu tenho carteira de motorista]
    Mas não tenho carro. Ou seja, é ônibus na veia, mano.

    Fora o fato de que a internet me deixou com a maravilhosa mania de querer fazer 10 milhões e meio de coisas ao mesmo tempo. Resultado: não faço nada direito.

    Enfim.
    Tou deixando aqui um video pra vocês que não me lembro onde vi.
    Provavelmente foi no twitter de algum dos blogueiros que eu me meti a seguir.
    Como vivemos numa democracia, estou exercendo meu direito de dizer que eu acho o clipe bizarro, o rapaz desafinado e sem ritmo, e a música no mínimo ambígua.



    Teeeeeeeeeeeeeeeeenso.





    Ah, lembrei.
    Vi o video no twitter do Não Salvo.

    :*
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  31. quarta-feira, 14 de outubro de 2009

    Ah, as histórias da minha vida...

    A gente vê coisas realmente esquisitas no ônibus.
    Esqueci que dia foi isso. Deve ter sido na sexta passada.
    Tava saindo da universidade, indo pro ensaio. Estava cansada, porém feliz, afinal, Bob tinha me ligado dizendo que tava pegando a estrada pra vir me ver. Isso realmente me deixa feliz.

    Depois de esperar minutos que mais me pareceram ERAS pelo ônibus, eu peguei um que não costumo pegar, pois faz mais voltas. Mas eu já tinha esperado tanto que pensei: "Home, vai esse mesmo." E fui.

    Sabe os primeiros bancos do ônibus, os mais altos? Que são os da preferência, pra gestante, idosos e pessoas com bebês ou com deficiência. Pronto, eu não estava nesses. Tava num dos bancos normais, para pessoas sem nada de especial digno de ganhar um banco, como eu. E o ônibus tava relativamente vazio. Tanto que eu peguei um canto na janela, no ventinho e tudo mais. Bacana. Tudo estava indo bem.
    Até sentar uma senhora do meu lado.
    Os bancos altos estavam ocupados mas tinha trocentos outros lugares vazios. Ela era meio gorda. Não muito. Mas sentou do meu lado e fez questão de me espremer no canto. Eu, calada estava, calada permaneci. Não ia implicar com a senhora idosa por isso, né?
    Mas, como se não bastasse, ela ficou me olhando torto e fixamente. Me lembrou muito o bêbado psicótico no ônibus quando eu voltava de Patos, mas isso é outra história, outro dia eu conto.
    Enfim, a senhora idosa me olhava feio, como se eu não tivesse dado o lugar a ela. Mas poxa, ela não tava sentada? E tinham lugares vagos, porque eu me levantaria. E ela tava sentada num lugar bom, onde poderia sair com facilidade. Me avisem se eu tiver burlado alguma regra de etiqueta de Busão, porque eu não sei. Simplesmente ignorei o ódio que emanava daquela mulher pra mim. Mais ou menos assim:

    Sei que em uma certa altura do campeonato, surgiu um lugar no banco alto na frente do que eu estava, e a senhora idosa parou de me fuzilar e foi para lá. Maravilha.
    Só que o ônibus começou a encher, e entrou um casal de velhinhos muito fofinhos. A senhora sentou do meu lado, onde antes esteve O Poço de Ódio. Quando eu vi que tava cheio, me levantei pra dar lugar ao velhinho, que inclusive, segurou meus cadernos. Tão feliz.

    Quando o ônibus já ia saindo dessa parada, uma mulher estendeu o braço. Ela tava arrastando um mulequinho de seus 5 anos e uma menina pouco maior que ele. O babado aqui na minha cidade é que só entra pela frente [logicamente, sem pagar] criança com menos de 6 anos. Ou seja, só o pirralho entrava pela frente. Daí a tia sacudiu o menino no ônibus e correu pra porta de trás, pra passar na roleta e pagar as passagens.
    O menininho ficou ali, com os olhos arregalados sem saber o que fazia. O ônibus saiu andando e ele ficou olhando pra rua abismado, certo de que a mãe tinha ficado e ele tinha ido. Ele mal se segurava. Foi quando O Poço de Ódio deixou de ser considerado uma senhora idosa para ser chamado de Velha do Mal.

    Ela olhou para o mulequinho fofinho e em pânico e disse:
    - Hê hê hê, tua mãe ficou na rua e foi embora, hê hê.

    Doido.
    DOIDO!
    Os olhos da criança ficaram do tamalho de bolas de tênis e ele só conseguiu emitir um: - ANH?
    DOIDO.

    Minha vontade foi segurar os ombros daquela mulher e dizer: MAS QUAL É O SEU PROBLEMA, sua louca? Infelizmente não pude fazer isso, porque seria agredida por todas as pessoas no ônibus que não tinham visto aquele ser cruel me torturar psicológicamente e atacar uma criança.

    Acontece também que se eu perdesse tempo pensando em como eu poderia apagar a velhinha [ha ha ha] sem chamar atenção, o mulequinho ia cair no choro, e aí ninguém mais conseguiria trazer a criança de volta ao estado normal dela.
    O menininho tava chacoalhando no meio do ônibus, sem se segurar direito, chega dava dó. Peguei ele pelo braço e disse:
    - Nãããão, foi não! Olha tua mãe ali. - apontando pra o vácuo e pensando "Onde raios a mãe desse menino se enfiou?" Eu nem lembrava da cara dela.
    Logicamente, o menino lembrava. E viu logo.
    Saiu tropeçando no meio da galera e se agarrou na mãe.

    Olhei para a Velha do Mal com uma cara de vitoriosa, tipo: "Há, atrapalhei seus planos para perturbar psicológicamente aquela criança para sempre."
    Espero que ela tenha entendido o recado.



    Me senti uma heroína.
    |


  32. terça-feira, 13 de outubro de 2009

    Sabe, eu sou uma pessoa muito legal. De verdade, legal mesmo.
    Então, se alguém estiver querendo me agradar e tiver com dinheiro sobrando, e não souber que presente me dar, eu ajudo:

    Quer me deixar feliz? É muito fácil.
    O sonho da minha vida é esse Box, com todos os DVDs de todas as 10 temporadas de Friends.
    E custa apenas 350r$ no Mercado Livre? Não é simples!?
    Ah, vai, gente, tá baratinho!

    Meu aniversário é só em janeiro, mas isso é detalhe.
    Todo dia é dia de me presentear, correto?
    :D



    Boa semana :*
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  33. segunda-feira, 12 de outubro de 2009

    Meu feriado bombou e terminou cagado.
    É a prova de que o mundo é totalmente injusto.

    Mas, como o show tem que continuar, aqui estou eu.
    Quando eu tou deprimida, pensando em enfiar a cabeça no forno, eu procuro qualquer coisa pra me distrair.
    Ou isso, ou me tranco no quarto com a luz apagada e escuto música até o fone fazer meus ouvidos doerem.
    Por enquanto, estou na primeira opção. Mas daqui a pouco vou pra a segunda que ninguém é de ferro, e eu não tenho saco para tanto.



    Lembrei desse video ontem no meio de alguma conversa.
    Você percebe que tá virando nerd quando acontece isso: Conversando com alguém, surge algo engraçado e a primeira coisa que você pensa é "Eu tenho que botar isso no blog!". É tenso.

    Ah, mas o video é hilário.
    Boa semana, aproveitem o fim do feriado que amanhã o tumulto começa de novo.
    ê vida bandida.
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  34. quinta-feira, 8 de outubro de 2009

    Arrancaria as vísceras de alguém, se me dessem a oportunidade.
    Não queria levantar cedo, tava com preguiça de trocar de roupa, e tenho quase certeza de que estou de TPM.

    Fiz esse belo desenho em meu caderno hoje pela manhã, enquanto ouvia meu professor falar coisas confusas sobre um assunto chato.

    E ainda cometi a indecência de tomar suco de maracujá no café da manhã.
    Acho que foi a maior idiotice da minha semana.
    Mas eu não resisti, eu adoro suco de maracujá, e tinha um pouquinho na jarra, deixaram carinhosamente pra mim...

    Enfim.

    Ontem assisti um filme de quase 3h de duração, pra fazer um trabalho para o dia seguinte.
    Comecei a fazer o trabalho quando cheguei em casa, quase 22h. Terminei relativamente tarde.
    Estava com sono. MUITO.
    E acordei, me olhei no espelho e pensei: Mas o que será que o meu cabelo viu dessa vez?

    Não foi uma manhã muito bonita, daquelas com passarinhos cantando ao som de Bob Marley, como eu tenho as vezes. Parecia mais com uma caminhada sob o sol do meio dia para pegar ônibus lotado ao som de "Chora, me liga, implora, meu beijo de novo..."

    Mas sabe o quê?
    Achei um video na internet que me fez pensar: "É, poderia ser pior. Eu poderia ser esse muleque."



    Incrível.
    Uma música faz sucesso e todo mundo acha por bem que pode pegar carona.

    Só eu achei isso, ou os bracinhos dessa criatura parecem ter vida própria?
    Bizarro.


    Video encontrado no twitter do fake da Stefhany.
    :*
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  35. terça-feira, 6 de outubro de 2009

    Título simples e objetivo.
    Só presta assim.

    Bom, como vimos na música de forró, no carrinho de DVDs piratas na praia, naquele feriado: Tudo cai no Youtube.
    Ou seja, cuidado. Não seja bizarro em público. Nos dias de hoje, ser bizarro em público significa humilhação a nível mundial. Porque alguem pode estar te filmando.
    Paranóia mode ON.

    Então, isso aqui não é beeem um Top Five.
    São só os últimos que eu vi, normalmente com indicação, ou achei em outros blogs. Mas todos com o selo EU de qualidade.
    Ha.
    Vou botando a 'fonte', ou quem me indicou, embaixo.
    Se eu lembrar, fato.

    1. A garota da laje:



    Esse eu sei. Foi Astrid quem falou.
    Fico 'eliminada' toda vez que vejo esse vídeo.

    2. Keyboard Cat



    Astrid, a menina dos videos, again.
    Na verdade, tem um monte desses videos de situações tensas mundo afora.
    Outro bem interessante é o da Marília Gabriela entrevistando a Madonna e levando tocos. Mas esse do pastor analfabeto é beeeem mais #tenso.

    3. Animação Complexa e Impressionante



    Coisas bizarras e punks assim, normalmente vêm do Mundo Gump.
    É impressionante. Demorei quase metade do vídeo pra entender como raios esse cara fez isso.
    Pelo que eu entendi, ele sai pintando por cima. Cara, isso deve ter dado um trabalho infeliz.
    Mas bombou muito!

    4. As travestis que gostam de roubar



    É isso mesmo. Juro.
    Eu queria saber como Astrid acha essas coisas, sério.
    "A-a, vcs vão ter que me aturar
    E-e, eu sou quase uma mulher
    I-i, vcs vão ter que me engolir
    O-o, sou a Vitória, a melhor [mãozinha no queixo]
    U-u, eu gosto da cor azul"
    aauhsauhsuahsuahsuh
    Crises de riso com essa!

    5. Apresentador rindo do entrevistado



    Talih mandou agora de tarde.
    Doido, esse video me deu um misto de pena, com vergonha alheia, com uma vontade incontrolável de rir também.
    Concordo com o tio, acho que foi conspiração pra tirarem ele do programa.
    Tadinho :x






    Boa tarde, vagabundos :D
    :*
    |


  36. segunda-feira, 5 de outubro de 2009

    Começarei comentando que hoje eu passei a tarde com uma dor de cabeça descomunal que me fez esquecer tudo que eu tinha estudado pra a prova de fisiologia. Quando eu entrei na internet, passou.
    O nome disso é vício.

    Enfim.
    Olhem como meu blog tá lindo *---* Juro que quase morro pra conseguir mudar as coisas mas ficava dando um raio de um erro de html, que só mesmo o meu santo namorado pra resolver!
    Eu pipoquei de raiva, porque passei horas procurando um template que me agradasse. Quando eu achei, não me deixam baixar.
    Tenso.

    Bom, mas vamos às coisas bizarras.
    O post de hoje é com esse intuito. Eu vi muito troço estranho de sexta pra cá, e gostaria de dividir com os vagabundos entediados desta internet.

    Ontem foi um dia super divertido. Meus pais me levaram pra a granja de uns amigos nossos e bombamos por lá. Numa certa altura do campeonato, dizem: Vamos para o rio!
    Foi uma bela duma movimentação porque o nosso querido guia não tava a fim de esperar ninguém. Catei minha havaiana velha e segui uma meia dúzia de 20 pessoas [tio valval me ensina cada coisa] entre crianças e adultos. Admito logo que eu faço parte da contagem das crianças.

    Só sei que lá fomos nós, sob o sol de 1h da tarde. Eu percebi que a coisa seria #tensa pra mim quando eu dei a primeira carreira pra alcançar a galera e fiquei ofegando por uns 5 minutos inteiros. Foi quando eu me liguei que meu corpinho #tudoisso já não é mais o mesmo. Estou idosa e não tô mais pra carreiras. O bom é que nossa delicada caminhada pro rio começou com uma ladeira. Simpática, inicialmente. Mas ainda assim, uma ladeira. Logo depois, o caminho era todo de descidas e eu me senti melhor. Doce ilusão.

    Eu já tinha ido nesse rio antes, há muito tempo atrás, quando eu media menos que 1,50m. Ok, não fazia tanto tempo assim. Mas eu tinha ido de carro. Mais especificamente na carroceria de uma caminhonete, com mais uma meia dúzia de 25 pessoas me fazendo companhia. Uma senhora farofa. Mais ou menos assim:
    Enfim, era super divertido.
    Quando chegamos na parte do caminho que eu tinha uma leve lembrança, um guri esquálido que havia assumido o comando [só queria saber com a permissão de quem ¬¬] mandou a gente ir pela direita.
    Bacana.
    Senti o cheiro de "ferrou" no ar, mas ignorei os meus instintos.

    NOTA: Nunca mais me deixem ignorar os meus instintos. NUNCA MAIS.

    Andamos mais um bom pedaço pela areia com o sol derretendo nossos neurônios, quando nos deparamos com um portão. E o muleque enlouquecido abriu e entrou. Nós, o bando de animaizinhos irracionais, fomos atrás. Eu ainda repeti umas 3 vezes: Gente, isso é propriedade privada. Gente, vai aparacer um cara com uma arma. Gente, PELAMORDEDEUS, não é aqui.

    E, pra variar, todo mundo me ignorou.
    E sabe o quê?
    EU ACHÉPOKO.

    Adentramos pela propriedade desconhecida. Meu alarme do "Deu Merda" começou a apitar estridente quando eu comecei a ouvir um reggae ao longe. Era mais aquela música do Johnny Be Good. Como eu sabia que não adiantava mais protestar, segui a galera. Dito e feito:
    A gente deu de cara com uma meia dúzia de 15 homens dentro do rio, numa proporção de 3 garrafas de uma cana vagabunda pra cada homem, o reggae rolando solto, e o mais chocante: Um Macaco Na Coleira.

    Sério. O macaco foi pra tirar onda.
    Os bêbados nos olhando com cara de: "Qué qui cês tãum fazenu aquê, manu?" [ê dialeto...], eu posso aguentar. O cheiro estranho poluindo tudo no lugar, ainda é aceitável. Mas um macaco? Não, aí já é demais. Ninguém aguenta um macaco. Já é tirar onda!
    O macaco era assim:

    A diferença é que tava na coleira.
    Como se não bastasse, tinha um coleira. Eu mereço.

    Fui desfiando minha revolta por causa do macaco o caminho inteiro. Eu realmente pensei que depois de invadirmos uma granja, interrompermos o momento de confraternização regado a álcool e baseado 'primeira de luxo' dos manos, a gente ia voltar pro nosso canto, e nos recorlhermos a nossa insignificância.
    Haha. Not.

    Eis que, ao menos, o verdadeiro guia da expedição nos resgatou. Essa foi a parte boa. A parte ruim foi que ele foi repetindo: Como é que vocês CONSEGUIRAM fazer isso? o caminho inteiro.

    Eu pensei exatamente a mesma coisa quando vi o macaco:
    - Onde vim amarrar meu jegue?

    Bom, depois disso tudo foi mais tranquilo. Encontramos o pedaço do rio adequado para pessoas não inclinadas ao baseado e aos macacos e fomos felizes.
    Depois voltamos.
    E o caminho que foi bacana, cheio de descidas, se revelou uma Pegadinha do Malandro.


    Sofremos feito cachorras parindo pra subir as ladeiras que antes me pareciam tão simpáticas em conjunto com a lei da gravidade, me levando caminho abaixo. Cada passo me fazia pensar que eu ia cair, ser deixada para trás, desitradar e morrer. E, talvez, ser encontrada eras depois. Por arqueólogos. E ser batizada com algum nome estranho em latim.
    Enfim...

    O lado positivo da volta foi que achei um pé de acerola no meio de vários outros que ainda não havia sido saqueado.
    'Ainda' não, uma vez que eu realmente fiquei meio para trás, devido ao meu sedentarismo.
    Praticamente desfolhei o pé de acerola. Tava morrendo de sede.
    Descobri, naquele momento, que acerola quente não mata sede. Deixa o lábio ardido. Especialmente depois que você come umas 30.
    É.

    Mas eu cheguei viva.
    E a frase que ouvi do guia oficial da nossa expedição foi:
    - Nunca mais eu invento uma dessas.

    E eu voto a favor.
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  37. sexta-feira, 2 de outubro de 2009

    A melhor coisa desse mundo é não ter aula, sério.
    Infelizmente, eu deveria estar estudando um raio de fisiologia [nunca me importei de saber como as células se comunicam], mas estou aqui na internet, pra variar.

    Então..
    Me falaram de um vídeo quarta-feira, quando eu tava na UFPB, depois de passar uma manhã de cão na reitoria. Por manhã de cão, entenda-se: chegar de 8h, entrar numa fila e ser atendida de meio-dia. E ainda ter que voltar lá de tarde pra levar uma documentação que faltou. Inclusive, quando fui lá de tarde, tinha gente que passou a manhã dividindo ódio comigo, e ainda tava lá, acampando. Triste. Enfim...
    Eu tou puxando pela minha memória quem me falou do video. Mas eu não consigo lembrar. Já esqueci a minha idade, já esqueci de colocar calcinhas na mala uma vez [#tenso, mas comprei outras, rá], imagina se eu lembro que me disse... Lembro não, infelizmente.

    Mas o video tá aí.



    Não sei vcs, mas eu só entendo se ler as legendinhas, porque esse sotaque de português de Portugal é confuso demais pra minha cabeça.

    "- Então isso é mais de quatro e meio?
    - Não.
    - Então?..."

    aushaushuashaus, doidooo!


    Ah, e como eu prometi:
    Beijo pro meu nerd preferido, Rodrigo (L)

    :**
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  38. terça-feira, 29 de setembro de 2009

    Novamente porque há uns meses atrás eu tive um dia tão ruim quanto hoje. Não lembro bem o que aconteceu mas tenho anotado em algum lugar. Quando me der coragem eu faço um post contando sobre o outro fatídico dia.

    Hoje foi assim:

    • Acordei cedo. Isso já é motivo pra pirar o cabeção de qualquer um. Acontece que ontem eu fui dormir meio tarde, não me recordo porquê. Acho que hoje foi horrível de acordar porque...
    • ...eu SABIA que não ia ter aula. Tá tendo o raio da Semana de Psicologia na UFPB. Bacana, nada contra. Até acho massa. Mas eu fiquei: e se o raio do professor 'Eu Sou O Dono Da Bola' inventar de dar a sua segunda aula a essa altura do período e eu não estiver lá? Como ficaria minha situação? Por um lado, eu queria enviar a aula para a casa da Mãe Joana, mas o meu senso de responsabilidade falou mais alto. Outro incentivo foi que hoje eu tinha carona. Hê.
    • Tudo certo. Cheguei lá, nem sombra de aula. Nem me importei muito, porque eu tinha uma coisa mais tensa pra resolver. Antes de mais nada deixa eu revelar a vocês que ser pobre é lasca. Fui nas intucas da reitoria tentar me cadastrar pra almoçar de grátis no Restaurante Universitário. Já tava com quase todos os documentos, fui pegar o resto. Depois de andar pra caçamba, cheguei ao local do cadastramento. Doido, tava uma zona. Tinha gente subindo nas cadeiras e pulando no meio da galera pra alcançar o montinho de formulários e botar seu nome na fila. Ok, brincadeira. Mas PISARAM NO MEU PÉ quando eu tentei me aproximar da lista. Bom, meu nome foi o nº 62. O babado é que ainda tavam na lista de ontem, que não tinha dado tempo terminar. Quando me disseram isso, fiquei logo bolada. Pensei: Esse raio vai me fazer esperar o dia inteiro, quer ver? Mas segui em frente, cabeça erguida, olhos sonhadores, pensando em economizar o dinheiro do cumê por todos os meses que se seguirem na minha vida estudantil. Foi lindo.
    • Foi lindo até o momento que uma tia estressada chegou ginchando: SÓ VAI ENTRAR QUEM TIVER COM A DOCUMENTAÇÃO COMPLETA, SEUS MERDAS. Pinei. Sofri pra avançar de novo no meio da galera e alcançar uma mesa com papéizinhos dizendo o que danado de documento precisava. Doido, era muito troço. Não sei como não pediram exame de fezes e urina também, porque, pelamordeDeus. O tenso foi eu notar que estava faltando um comprovante de não-me-lembro-o-quê e uma foto 3x4. Minha vontade na hora foi sentar e chorar. Mas me contive e fui pra casa.
    • Perdi o ônibus.
    • 1h depois, chego em casa. Fui procurar o tal comprovante e fiz uma zorra nas coisas da minha mãe. Ela não viu ainda. Sei disso porque ainda não ouvi os berros.
    • Cortei os cabelos da minha mãe HAHAHAHA. Ela quem pediu, digo logo [essa foi a parte divertida do meu dia]
    • Bob me disse pra tirar uma foto do meu celular e mandar revelar 3x4 que sairia mais rápido. Como eu sou 'engole-corda', fiz exatamente isso. Tirei 2736847263874264 fotos e escolhi uma. Horrível como as outras, mas era a menos ruim. E eu só demorei tanto porque minha mãe ficava me fazendo rir, de forma que eu saía nas fotos com cara de quem acabou de chupar um limão. Mais ou menos assim, só que prendendo riso:
    • Minha mãe me sacudiu no Manaíra Xop [sim, com X] onde eu levei a foto pra revelar. A loja onde eu sempre revelo tava com a impressora lá quebrada. Legal.
    • Na outra, me cobraram 5 reais pra revelar 8 fotinhas. Doido, eu quem procurei uma parede branca, aceitável, com uma luminosidade boa, e sofri com uma fotógrafa que me fazia rir. Eles deveriam ter me dado 5 reais por revelar a foto ali. E ainda demorou 40 minutos pra ficar pronta.
    • O que eu fiz nos 40min? Tentei me deprimir ao máximo. Como? Olhando livros que eu não tenho dinheiro pra comprar [sim, eu fiquei secando o guia turístico de Paris com fotos bombantes de novo, antes que Bob pergunte] e tomando sorvete admirando tristemente a vitrine da Imaginarium e imaginando como meu quarto seria lindo se eu cagasse dinheiro. Mas eu não cago. É a vida.
    • Minhas fotos ficaram horríveis. Foi triste ver minha cara redonda, com meus cabelos meio enrolados meio lisos repetida 8 vezes. Eu sofro.
    • Saindo do Manaíra, perdi o ônibus. E ainda espirrei umas 5 vezes porque dentro do shopping tava muito frio e fora tava muito quente e meu nariz é super fresco.
    • A parada de ônibus era longe e ficava no sol. Uma tia ficou puxando conversa comigo e disse que tinha 55 anos. 40 eram de safadeza. Eu ri. Foi outro momento feliz do meu dia.
    • Cheguei na universidade again. Tirei xerox de tudo quanto era documento da minha pasta. Quase tiro xerox de mim pra eles guardarem de lembrança. Acho que eu tava com essa cara. Cara de foto 3x4 xerocada. Acho que essa cara seria mais ou menos assim:
    • Fui de novo pra reitoria. Chegando lá, o choque. A tia que tava lá, a mesma que deu O Grito que começou minha aflição, disse secamente que tinham encerrado por hoje e que tavam atendendo só os guerreiros que tinham ficado lá o dia inteiro. Mas que a coordenadora lá faria a imensa gentileza de prolongar o prazo até amanhã.
    Preciso dizer o quanto eu fiquei REVOLTADA com isso? Não, não preciso.
    Resultado: Amanhã de manhã eu não teria nenhuma aula e dormiria a metade da manhã e passaria a outra metade vendo Pri e Yudi no SBT, mas NÃO. Amanhã eu vou pra universidade. Enfrentar fila, sentada no chão cheio de pó de cimento e cal porque eu acho que tão reformando o corredor vizinho e minha calça era clara e eu acho que saí andando o resto do dia com a bunda marrom com manchas brancas. Né legal?


    Eu amo a minha vida.
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